Arquivo de fevereiro de 2012

R-10 apagado, JC falhou… nada mudou

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Apesar de não estar em grande fase, Kaká é mais digno de vestir a 10 da seleção.

O tempo passa, o tempo voa e a seleção brasileira continua longe de estar numa boa. Não há a menor perspectiva de alimentar grandes esperanças no tal projeto do técnico Mano Menezes. O time brasileiro não transmite confiança, não possui brilho. Ganhou da Bósnia porque achou um gol contra nos últimos minutos de jogo e no geral o resultado justo seria um empate.

Não vou escrachar apenas o Mano. Ele convoca aquilo que tem de melhor. A pobreza técnica do futebol brasileiro não proporciona muitas opções. A convocação para a partida de ontem o maior pecado foi a convocação de Ronaldinho Gaúcho. Muito mistério nesta convocação porque R-10 anda apagado há muitos anos. Se não consegue resolver os problemas do Flamengo, não dá para pensar em seleção. Como relações públicas, Ronaldinho é 10, sem dúvida. O seu prestígio eleva a badalação à seleção, já dentro de campo o 1 do 10 some… resulta 0.

Júlio César também não consegue mais ser aquele goleiro que inspirava confiança. Já tem até gozação em cima dele, estão chamando de “Júlio Chester”. O goleiro do poderoso Brasil não pode chegar a tal ponto. A defensiva tem jogadores de qualidade. As laterais não preocupam, Daniel Alves e Marcelo estão entre os melhores do mundo. Na zaga Dedé e Thiago Silva são excelentes e David Luis apesar de falhar ontem, tem um belo futuro. Querendo ou não, o “véio” Lúcio ainda pode ser útil. Na Copa estará com 36 anos, temos muitos jogadores na Copa com esta idade. Vale mesmo a parte física, se estiver bem, nada a questionar.

Na meia-cancha reside o grande problema. Com exceção de Paulo Henrique Ganso, a seleção não tem talentos. A convocação de Ronaldinho talvez seja justificada por desespero de Mano. Se for isso, vale mais apostar no Kaká. Os volantes são muito fracos. Aí reside a maior deficiência de Mano, insiste em jogadores do Corinthians: Ralf e Paulinho. São limitados e não podem jogar na seleção brasileira. São excelentes no Corinthians, mas não estão no patamar de uma seleção. Já escrevi diversas vezes, gostaria de ver Arouca, tem mais qualidade e velocidade na saída de bola e Hernanes ao seu lado. Nas meias Kaká pela direita e Ganso na esquerda. Diego (ex-Santos) voltou a jogar bem no Atlético de Madri, tem talento, é diferenciado e poderia receber uma oportunidade. Melhor que Fernandinho e outros com certeza será.

No ataque Neymar  e Leandro Damião estão amadurecendo, ainda tem Hulk que encaixou bem com a camisa canarinha. Robinho também é opção, deixou de ser absoluto, mas pode ser importante para compor o grupo. As opiniões são diversas, cada um pensa de uma forma, mas tenho certeza que há unanimidade na impressionante falta de qualidade técnica da seleção e o tempo perdido na formação de pelo menos uma seleção digna da tradição do futebol brasileiro.

Bugre e Macaca ressurgem das cinzas… demorou!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amaral (Bugre) e Oscar (Macaca) formaram uma das melhores duplas de zaga da seleção de todos os tempos.

Quanta tradição desperdiçada nos últimos anos. Uma das cidades brasileiras mais ligadas ao futebol, Campinas não mereceu passar por tanto desgosto. Há um ano estive na bela Campinas (julguei uma exposição especializada de Rottweiller) e lá nos três dias em que convivi com o povo campineiro senti de perto o amor dividido entre Ponte Preta e Guarani. Em tão pouco tempo, deixei a cidade com as camisas dos dois clubes e caneca da Ponte Preta, frutos de presentes dos amigos.

Após anos de fracassos, Macaca e Bugre ressurgem das cinzas. A Ponte briga por vaga no G-8 Paulista, além de retornar à primeira divisão do Brasileiro. O Guarani é a grande surpresa do Paulistão, briga por liderança. E não pode ser de outra forma. Campinas, uma cidade exponencial em São Paulo e no Brasil necessita do futebol para não perder a sua identidade de potência na revelação de grandes jogadores. Careca, Neto, Amaral, Zenon, Renato,  Amoroso, Elano, Flamarion, Dicá, Waldir Peres, Juninho, Chicão, Carlos, Oscar, Polozzi, Osvaldo, Luis Fabiano, Jorge Mendonça e muitos outros. Devo ter esquecido outros bons de bola, foram esses que lembrei no momento.

Os dois representantes de Campinas estiveram à beira da falência por más administrações. Mesmo assim a força da tradição e de seus torcedores, fizeram o Bugre e a Macaca ressurgirem das cinzas. Já era hora e que esse verdadeiro atentado ao futebol do nosso país não se repita. O Brasil necessita da meninada revelada em Campinas, é uma questão de tradição, constatação histórica.

Trem Bala da Colina “escapou” do trilho. Só isso

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fernando já salvou o Vasco dezenas de vezes. No domingo falhou: faz parte.

Jamais concordei com a mentalidade do “8 ou 80”. Sou partidário do equilíbrio e bom senso. Coração e razão não devem ser antagônicos e sim complementares. O Vasco da Gama realizou um grande ano de 2011, ganhou a Copa do Brasil e brigou por título no Brasileirão até a última rodada, vice-campeão a apenas dois pontos do Corinthians.

Todo time precisa de reforços e o Vasco não é diferente. Após a derrota para o Fluminense, o mundo desmoronou em São Januário. Cristóvão passou a ser técnico limitado, o elenco é fraco, descrédito total. Os críticos ignoram a exuberante partida do Fluminense. O tricolor jogou muita bola e tudo deu certo. Fernando Prass que dificilmente falha, foi infeliz no segundo gol. Tudo deu errado.

Sem Eder Luis o Vasco está capenga no setor ofensivo. Enfrenta muitas dificuldades. O afastamento de Bernardo também prejudicou, não dá para esquecer a crise financeira que abalou o início da temporada. Alguns fatores quebraram o bom ambiente e a tranqüilidade do elenco. Futebol não é só dentro de campo, um conjunto de fatores determinam o estado geral da equipe. O Vasco não precisa mudar nada, apenas se recuperar do deslize na final da Taça Guanabara e colocar o Trem Bala da Colina de volta no trilho.

De gol em gol Timão “enche o papo”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Muita conversa e trabalho. Tite conseguiu transformar em vencedor, um time de ótimos jogadores

Contra fatos não há argumento. Esta afirmação é tão verdadeira que não há argumento que possa contrariar este fato. Nos últimos dias o técnico Tite do Corinthians tem sofrido algumas críticas, acompanhadas de ironias por faltar gols na campanha vitoriosa do Corinthians. Dizem que vencer por 2 a 0 é goleada para Tite.

Esquecem de dois fatos concretos: o Corinthians conquistou o Brasileiro marcando poucos gols e a qualidade técnica do time é questionável, exatamente por isso, o baixo rendimento ofensivo. É uma equipe limitada, equilibrada e dotada de grande poder de superação.

Campeão brasileiro em 2011 e no Paulistão está na liderança 4 pontos a frente do segundo colocado, o Guarani. No Brasileirão realizou 38 jogos e marcou 53 gols. O vice Vasco fez 57, Flu- 60, Fla -59, Inter e São Paulo -57, ou seja, dos seis primeiros colocados do campeonato, o Timão ficou em sexto, mas com o título.

No Paulistão a situação é mais acentuada, entre os 11 primeiros colocados, o pior ataque é o corinthiano que marcou apenas 13 gols, vale ressaltar que o segundo colocado, o Bugre marcou apenas 14. Já o Palmeiras tem 21, o Santos 25 e São Paulo 23. Nem com esse potencial ofensivo chegam perto do líder.

O fato principal é o seguinte: o torcedor quer vitórias e títulos. Não importa como são conquistadas. Nenhum torcedor fica satisfeito se o time faz três gols e perde de 4 a 3. Tite montou tem em mãos um grupo competitivo, apesar da falta de qualidade técnica e ausência de talento. É claro que todos nós preferimos ver um time jogando bonito e fazendo gols, o Timão não possui esse brilho em campo, assim vale mesmo alegrar a Fiel com vitórias e títulos. Isto é fato!

De amaldiçoados a heróis da Taça Guanabara

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cavalieri merece o mesmo reconhecimento de Fred e Deco.

Badalação total para Fred e Deco. É claro que marcar gols em uma decisão e conquistar o título, vale muita badalação. Terminada a decisão da Taça Guarnabara diante do Vasco, pouco ouvi falar de dois personagens tão importantes ou mais: Diego Cavalieri e Abel Braga. A memória é curta, principalmente quando o assunto oscila entre derrota e vitória.

Na semana passada a torcida do Fluminense pendurou uma faixa “Fora Abel”. E agora? A faixa foi rasgada ou guardada para quando o Flu tropeçar, fato comum no futebol, ninguém ganha tudo. Chegaram a dizer que Abelão não tem gabarito de ser técnico do clube. São brincalhões, esquecem que o profissional em questão foi campeão mundial Inter-clubes, além de muitos outros títulos.

O mesmo ocorre com Diego Cavalieri. Cansei de ler e ouvir gente dizendo que o ponto frágil do Flu era o gol. Cavalieri seria apenas um bom reserva. Se não fosse Diego, o Flu não estaria na final. Contra o Fogão defendeu dois pênaltis, inclusive o do especialista Loco Abreu. Uma atuação de goleiro qualificado. E na decisão contra o Vasco, fez importantes defesas principalmente no final do jogo quando o Vasco pressionou barbaridade.

Reconheço, enalteço Fred e Deco, mas prefiro deixar de lado a badalação óbvia para aqueles que fazem gols e dar a mesma relevância da conquista a Cavalieri e Abel. Os dois foram feras e seria fundamental para o Fluzão, a torcida não esquecer disso após algum tropeço.