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Só a tecnologia pode diminuir erros e violência no futebol

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Luis Fabiano acha que a polêmica empolga o futebol. pena que não seja para todos.

 O centroavante Luis Fabiano (foto) afirmou certa vez ser contra a tecnologia no futebol. Entende que a polêmica deixa um futebol mais alegre, mais emocionante. Concordo plenamente com o Fabuloso, mas esta avaliação valeria até o início da década de 90. Faz tempinho, hein?

Ocorre que o futebol mudou muito, dentro e fora de campo. Se dentro só se pensa em termos profissionais e comerciais, fora dele o torcedor não tem mais o futebol como esporte, onde se ganha e se perde. É apenas um jogo de futebol. Quando ganha tira sarro do rival, quando perde tem que agüentar as gozações. É um fenômeno social. Boa parte dos torcedores descarrega no esporte todas as suas frustrações pessoais e profissionais. Basta uma gozação para explodir em raiva e sai babando para agredir e até matar o torcedor rival.

Lembro que os torcedores diziam assim: tesão é ganhar do adversário aos 45 minutos com um gol impedido. Tudo era em tom de gozação, para cutucar esportivamente a frustração do adversário. Se acontece isso hoje, com certeza torcedores vão se matar de pau na saída do estádio, na verdade nem precisa disso, basta acabar o jogo, independente de resultado, tem aquela meia dúzia de imbecis briga por nada, apenas para descarregar as suas fraquezas e frustrações.

Por isso, até pelo aspecto social, a tecnologia vai colaborar. Ninguém pode contrariar uma imagem clara. Um dos fatores que gera a violência é a dúvida. Quem sabe tendo a tecnologia dando certeza do lance, o nível de violência diminua nos estádios.

Além disso, o futebol deixou de ser um simples esporte. Hoje se investe milhões por mês. É muito dinheiro em jogo. Num erro humano simples o juiz pode liquidar todo o investimento e o trabalho de um ano inteiro. Por isso, infelizmente, a tecnologia é necessária sim. O futebol de hoje, já não tem a mesma graça e sem a polêmica perderá um pouquinho mais, mas em nome da justiça até vale a pena.

Tem gente que joga pouco e ganha muito. Qual é o segredo?

segunda-feira, 16 de abril de 2012
Sem Perdão

Sem Perdão: a verdade com ou sem dor.

As especulações são constantes no futebol. Um tema que sempre está em evidência é a corrupção no futebol brasileiro. Ninguém prova nada, mas não faltam acusações e dúvidas. Cabe-me colocar também “bocadinho” de fogo nesta fornalha. Gostaria de entender qual a razão que leva um clube ou um patrocinador a pagar verdadeiras fortunas para jogadores que não cumprem os seus contratos dentro de campo. Vivem com problemas de todos os tipos. Se o clube realiza 20 jogos, participam no máximo de cinco. E dá-lhe marketing e mídia! Agora ele joga… e nada, continua fora. O que se vê é a movimentação do noticiário que só fala do retorno aos gramados. E ainda renovam este contrato. Aí vem a pergunta: será que este jogador recebe toda a grana divulgada na imprensa, ou isso faz parte de algum esquema obscuro? E temos muitos casos como estes, não é um caso isolado. É só observar.

Vamos para o outro lado da moeda. Terminada a temporada encontramos dezenas de jogadores de ótima qualidade que jogaram praticamente todos os jogos, deram resultado em campo e não renovam os seus contratos, ou têm dificuldades para o acerto. Deve existir uma explicação…  aguardo uma justificativa empresarial de gestão de dinheiro. Afinal, ninguém joga grana fora, mesmo aqueles que têm muito, pelo contrário estes são os que mais sentem dor no coração ao perder alguns “tostões”, imagine milhões.

Santos, 100 anos da “DisneyWorld” do futebol brasileiro

sábado, 14 de abril de 2012
Santos 100 anos. De todos os clubes brasileiros com certeza é o maior precursor do futebol-arte. Desde a época de Pelé, passou por várias fases boas e ruins, porém nunca deixou de lado cultivar o talento e a qualidade técnica. Poderia até ganhar mais títulos caso aderisse o futebol de resultado. Enfrentou de peito aberto, manteve a tradição de jogar bola e buscar soluções em casa. Pita, Ailton Lira, Cláudio Adão, Giovani, Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso, Neymar… poderia citar muitos outros. No fundo do coração de todos os brasileiros, o Santos conquistou a vaga de segundo time. Não conheço ninguém que não goste do Santos. Mesmo em São Paulo, os palmeirenses, são-paulinos e corinthianos têm rivalidade entre eles, o Peixe sempre é relevado. Assim como o sonho de todo ser humano é brincar na Disneylandia, os brasileiros se divertem vendo o Santos jogar. E sonham em ver os seus times de coração seguirem o mesmo caminho. Atualmente temos excelentes times no Brasil, entretanto quem quiser ver futebol talentoso, bola rolando e se divertir vai assistir aos jogos do Santos. Parabéns Santos e obrigado por um século manter o futebol-arte vivo e preservado.

Ídolos brasileiros bons de bola, excelentes de marketing. Porém…

sábado, 14 de abril de 2012

A tal globalização deixou um legado muito preocupante no Brasil. As pessoas pensam apenas em profissionalização de qualidade, produtos sofisticados, marketing , etc… e tal. Esqueceram que acima de tudo existe o ser humano, a criatividade, capacidade de inovar. Talvez o brasileiro esteja perdendo aquilo que era o mais precioso em comparação aos ricos e qualificados europeus e norte-americanos: dom e poder de improvisar. Isso é visto de forma pejorativa, pois um profissional tem que seguir normas, regras e disciplina. Se na vida dos brasileiros já tem os seus reflexos, no futebol foi arrebatador. Pelé, Garrincha e outros craques que revelamos tinham como diferencial a capacidade de surpreender, os craques são assim. Na contramão desta característica brasileira, hoje produzimos jogadores sob medida para o mercado europeu. Desde adolescente, os clubes moldam a meninada já visando jogar na Europa. Atletas exemplares, altos, fortes, com uma técnica de boa qualidade e disciplinados taticamente. Tudo o que os europeus gostam. No passado, tivemos craques que ficaram pouco tempo na Europa em virtude desta indisciplina tática, além de não se comportarem dentro das regras. Lembro de Sócrates, Renato Gaúcho e mais alguns. Com toda esta carga de funções, o jogador brasileiro não desenvolveu mais a sua capacidade criativa, ficamos sem jogadores de meia-cancha, aqueles pensadores como Zico, Gerson, Rivelino, Ailton Lira (esse poucos lembram, era craque do Santos, estilo do Ganso). Sem este jogador, não há futebol-arte. A maior prova disso aconteceu semana passada. Na indicação dos 23 jogadores que concorrem à escolha do melhor do mundo, o Brasil tem 3 nomes: Julio Cesar, Daniel Carvalho e Maicon. Todos jogam na zaga. O último grande nome brasileiro, é sem dúvida Kaká. Os europeus o amam . Ele é a síntese que o europeu deseja: boa qualidade técnica, alto, forte, boa aparência., não fuma, não bebe, para os homens jovens um exemplo de atleta, os mais velhos, o genro dos sonhos, para as mulheres jovens um “gato”, para as mais velhas o filho que gostaria ter … um garoto-propaganda perfeito. Qual empresa não gostaria de vincular a sua marca a Kaká? É venda garantida. Kaká joga muito, excelente… tudo de bom,mas não é craque.

Andrés falou “meia abobrinha” do Barcelona

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Com certeza o Barcelona atual ficará na história como um dos melhores de todos os tempos.

Falando abobrinha. Faz tempo que não ouço esta expressão, chegou a ser moda quando alguém dizia alguma besteira, o pessoal já ironizava: o cara só fala “abobrinha”. A declaração do diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez desfazendo da escola de futebol do Barcelona repercutiu mundo afora. Soou como abobrinha.  Até os jornais espanhóis desceram a lenha. O polêmico Andrés arranjou uma maneira de voltar às manchetes. Depois da saída de Ricardo Teixeira caiu no ostracismo.

Rejeitar a excelência da escola catalã na formação de atletas é ignorar o óbvio, logo falou uma tremenda “abobrinha”. Na realidade atingiu o seu objetivo: chamar a atenção. Porém, tem razão quando questiona como será o Barcelona quando Xavi, Iniesta e Messi pararem de jogar.

Este time do Barcelona é fantástico. Consegue jogar um futebol maravilhoso, competitivo e talentoso. É o sonho de qualquer torcedor. A escola do Barça realmente é digna de referência, entretanto não dá para fugir da realidade de Messi, Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Puyol, Busquets e Piquet serem diferenciados. A escola catalã com as atuais peças encaixadas perfeitamente, somados ao talento individual transformaram o Barça em uma máquina de futebol.

Não foi por acaso que o clube pagou uma fortuna ao Arsenal da Inglaterra por Fábregas. Aos 24 anos, ele deverá ser o herdeiro de Xavi, atualmente com 31 anos. A aquisição de Fábregas já visa o futuro. Outros novatos estão sob observação.

Guardiola lançou os jovens Pedro, Thiago Alcântara, Cuenca e Tello. As experiências estão acontecendo, entretanto não dá para prever como será nos próximos 5 anos, se esta gurizada conseguirá ou não manter o mesmo padrão e conquistas. Nisso Andrés tem toda a razão: será muito difícil em breve, o Barcelona reunir novamente tantos craques tão entrosados esbanjando talento e dando aula de futebol em todos os jogos.