Arquivo da Categoria ‘Copa do Mundo’

500 dias, 1.000 problemas e sem seleção

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A logo é muito bonita. Pena que a organização não esteja no mesmo nível.

A  Fifa divulgou ontem a logo da Copa das Confederações que acontecerá no ano que vem no Brasil. Será um aperitivo daquilo que teremos na Copa do Mundo. Por enquanto nada a comemorar. Faltando 500 dias para o início do evento, o Brasil continua com mil problemas, entre eles a falta de estádios, aeroportos, infraestrutura e morosidade nas decisões. Para piorar não temos seleção pelo menos um esqueleto da equipe que representará o país sede.

O tempo passou e o técnico Mano Menezes não conseguiu dar uma cara ao selecionado brasileiro. E não vou culpá-lo disso. O Brasil tem dificuldades há muito tempo. O ufanismo de viver da imagem de “país do futebol” iludiu dirigentes, imprensa e torcedores. O marketing foi competente em manter alguns jogadores de ótima qualidade no status de craques. Até segurou as pontas, mas agora não dá mais.

Se Dunga pagou caro por montar um time limitado na Copa de 2010, não será muito diferente em 2014. Mano terá que fazer o mesmo trabalho do ex-técnico. Apostar no talento de Neymar e formar um grupo fechado que buscará na força e comprometimento o hexa. O fator fundamental será o fato de jogar em casa com o apoio da torcida brasileira.

Qualquer outra coisa que se fale de diferente,  é pura fantasia. Não adianta “dourar a pílula” como dizia meu avô. O Brasil perdeu qualidade e precisará de mais um reforço além de jogar em casa com a força da torcida: da sorte e que Deus também resolva dar uma mãozinha.

Melhor do mundo ou o mais badalado

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A verdade com ou sem dor

A revista Sports Illustrated elegeu Messi como o melhor do mundo de todos os tempos. Os brasileiros já reagiram porque Pelé  é intocável. E realmente não dá para entrar nessa discussão. inclusive, o revista colocou Pelé como o quarto melhor de todos os tempos. Estão brincando!

Apenas acho estranho que quando elegeram Ronaldo como o melhor do mundo na época de Zidane, ninguém falou nada. É um absurdo traçar paralelo entre os dois. O francês sabia tudo e mais um pouco mais de bola. Até mesmo Ronaldinho Gaúcho é questionável. Esquecem que até Roberto Carlos foi considerado o melhor do mundo. Também  não houve contestação. Tudo ilusão e marketing puro.

Agora quando este mesmo marketing coloca um argentino, a chiadeira  é geral.  Não é só na política, economia e outros setores o Brasil se ilude. Principalmente no futebol é um “mundo da fantasia”. Há muito tempo não temos craques e Messi realmente é o melhor do mundo e deverá ficar entre os cinco melhores de todos os tempos, mas comparar com Pelé é outro papo.

A listagem da revista é a seguinte: 1 – Lionel Messi (ARG)  2 – Diego Maradona (ARG)  3 – Johann Cruyff (HOL)  4 – Pelé (BRA)  5 – Franz Beckenbauer (ALE)  6 – Lev Yashin (URSS)  7 – Michel Platini (FRA)  8 – Bobby Moore (ING)  9 – Zinedine Zidane (FRA)  10 – Ferenc Puskas (HUN)

Cada época teve o seu ‘Pelé’

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pelé é único e singular. Messi o seu herdeiro atual.

É perda de tempo querer comparar Pelé com qualquer outro jogador. Para começar o Rei fazia jogadas geniais quando não existia nada igual. Pelé foi único, singular, mas depois com certeza alguns jogadores ocuparam o seu lugar.

Também não vejo maiores desafios em apontar os seus herdeiros, sempre respeitando a época. Depois de Pelé, vieram Cruijff (anos 70), Maradona (80), Zidane (90) e nos anos 2000, Lionel Messi. Poderia citar também Zico e Platini, mas brilharam na mesma época de Maradona, o argentino ganhou uma Copa e eles não.

Se somar os talentos e virtudes de todos o resultado final é igual a … Pelé. Por isso não há discussão. Nos anos 70, Cruyjff maravilhou o mundo comprovando que o craque também é participativo. Articulava jogadas, fazia gols e com brilhantismo técnico liderava a “Laranja Mecânica”.

Maradona deslumbrou o mundo pelo talento, velocidade e força. Já o francês Zidane encantou por jogar um futebol refinado e inteligente. Finalmente Messi, em parte lembra Maradona: velocidade, dribles desconcertantes e jogadas criativas.

Sem modismo ou marketing esses foram os maiores craques geniais do futebol mundial. O restante é papo para gerar discussão e fomentar o choque de opiniões. O meu avô dizia, não adianta “reinar” tem que engolir: são dois argentinos para um brasileiro. Resta rezar por Neymar para igualar.

A braçadeira de capitão é uma questão de dom

sábado, 14 de janeiro de 2012
Messi e Mascherano

Mascherano é o atual capitão, tem liderança e sabe se impôr. Messi é calado e tímido.

Os técnicos argentinos vivem declarando nos últimos anos a intenção de transformar Messi em capitão da seleção. Uma coisa é ser craque de bola, outra ter liderança, postura e facilidade de se expressar. E Lionel está longe do segundo caso. Introspectivo e calado jamais conseguirá assumir a condição de líder.

O critério na escolha de um capitão, é puramente pessoal. O escolhido tem que ter personalidade e ascendência sobre os demais jogadores. O problema é que hoje se direciona ao craque. Ele tem que ser tudo, mesmo que não tenha capacidade. Messi é um rapaz avesso a qualquer tipo reação, até mesmo quando leva pancada do adversário, não fala nada, apenas uma careta de dor. Por isso fica claro que jamais será uma pessoa de liderança.

Vamos lembrar de na Copa de 70, o nosso capitão do Tri era Carlos Alberto, que jogava muito, mas não era craque comparado com  Pelé, Tostão, Gerson e Rivelino.

No Flamengo de Zico na década de 80, Carpegiani, Rondinelli e até Raul foram os capitães. Na Copa de 94, Dunga era capitão e assim vai. Ser capitão é uma questão de postura e de condição natural, é um dom, assim como o craque tem o dom natural de fazer maravilhas com a bola.

Grandes palcos, belos shows. Brasil também pode

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A verdade com ou sem dor

É irreversível a construção de grandes e modernos estádios para a Copa do Mundo, mesmo com dinheiro público em jogo. Faltando pouco mais de dois anos, os dirigentes terão tempo para iniciar a reestruturação dos clubes e pensar após 2014, para que estas praças não virem “elefantes brancos”. Na Europa também os países possuem muitos e grandes estádios modernos sempre lotados.

Por que no Brasil não é possível? É uma questão de organização e trabalho profissional. Vou exemplificar resumidamente ao citar a Inglaterra: São 50 milhões de ingleses, 35 estádios, destes cinco na capital Londres, é isso mesmo 5, para uma população perto de 10 milhões de pessoas. Os torcedores londrinos lotam em todos os jogos as partidas de Arsenal, Chelsea, Tottenham, West Ham e Fulham. Estes estádios representam juntos a capacidade de 200 mil torcedores.

São Paulo tem cerca de 12 milhões de paulistanos, a Grande São Paulo chega a 20 milhões. Não é por falta de gente que Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Portuguesa serão impedidos de possuírem estádios modernos. A realidade brasileira é diferente da inglesa, mas é possível ter estádios lotados. Quatro aspectos são fundamentais: grandes espetáculos, times com ídolos, ausência de violência e conforto. A profissionalização existe apenas no papel, mas na prática está longe de ser realidade.

A Copa do Mundo vem acompanhada de aprendizado importante no aspecto admistrativo. Tomara que os dirigentes brasileiros assimilem e inaugurem nova fase do futebol brasileiro, utilizem os conhecimentos para evoluir, colocando o Brasil entre os principais países do mundo. Assim poderá recuperar a condição de país do futebol. Se o Brasil não conseguir lotar os seus estádios como pode pensar em ser o melhor do mundo?