Em março o técnico Mano Menezes da seleção declarou que é difícil convocar vários jogadores de um mesmo time. Falou fazendo menção ao Santos. Até dá para entender, caso convoque três ou quatro de um clube a barra pesa, praticamente desmancha a estrutura e em pleno campeonato brasileiro é inadmissível porque três ou quatro resultados negativos comprometem todo o trabalho em busca do título.
E aí reside o grande problema: a partir de julho do ano que vem Mano não poderá pensar assim e os clubes também terão de entender que a seleção precisa de certos sacrifícios. Se mantiver o nível, querendo ou não, o Santos deve compor a espinha dorsal da seleção. Acredito que a politicagem poderá incomodar. Muitos clubes querem jogadores convocados.
Rafael, Arouca, Elano, Paulo Henrique Ganso e Neymar formam a base santista e podem fazer a diferença no selecionado. Esse discurso de não poder basear a seleção em um time apenas, valia nas décadas de 70 e 80, quando o torcedor passional queria um jogador de seu clube na seleção. Era uma exigência. Hoje não existe mais isso.
É bom lembrar que a melhor seleção do mundo no momento, a Espanha, tem o Barcelona como base com Puyol, Piquet, Busquet, Xavi e Iniesta. A Alemanha não é diferente os talentosos Neuer, Lahn, Boateng, Schweinsteigerr Thomas Mueller e Toni Kross do Bayern de Munich compõem a base alemã e uma das três melhores seleções do mundo. O melhor time do Brasil na atualidade é o Santos e dele basear a espinha dorsal de nossa seleção. Além de muito talento, Mano também convocará o tal entrosamento tão difícil de ser atingido na seleção brasileira.








