Arquivo da Categoria ‘Copa do Mundo’

R-10 pode “pintar e bordar”. Já Kaká tem que ralar

quinta-feira, 29 de março de 2012

Para Mano, Kaká ainda tem que provar muita coisa, já Ronaldinho pode até jogar mal. Vá entender!

O técnico Mano Menezes garante a convocação de Ronaldinho Gaúcho independente de seu rendimento no Flamengo. E sobre Kaká ainda tem algumas dúvidas. As declarações à Folha de São Paulo passam por uma falta de coerência incrível. Mais incrível ainda é ver Mano dar declarações incoerentes, uma constante nos últimos meses. A coerência está entre as virtudes que o levaram à seleção.

Se Ronaldinho pode jogar mal no Flamengo e assim mesmo será convocado, o critério também vale aos demais jogadores. Então a partir de agora ninguém mais precisa atuar bem. Além disso, o acomodado R-10 vai relaxar ainda mais: pressionado já não faz grande coisa, imagine com a tranqüilidade de não ser avaliado por suas atuações no clube.

Kaká mostrou mais uma vez diante do Apoel na última terça-feira, passar por uma nova fase. Entrou no segundo tempo e mudou a cara do jogo. Se for para arriscar, Mano deveria jogar as suas fichas em Kaká, por ser mais profissional e atuar no lado direito do campo, onde a seleção tem dificuldades. Ronaldinho deixou de ser jogador profissional e embola com Ganso e Neymar na esquerda. É evidente que vale o critério do treinador, entretanto fica claro de Mano estar totalmente equivocado em sua avaliação ou talvez seja obrigado a chamar Ronaldinho por outras razões que não sejam técnicas e táticas. Vai saber!

Mano tem apoio total de Marin… até Londres

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mano tem que acordar: tem quatro meses para formar uma seleção medalha de ouro em Londres.

Em todas as entrevistas o atual presidente da CBF, José Marin, afirma categoricamente apoio ao técnico Mano Menezes. Não admite a possibilidade de mudança, porém em entrevista ao Estadão soltou a seguinte fala: “Londres será um teste para todos. Os Jogos Olímpicos servirão para fazer uma avaliação de jogadores e de todos”.  Jogadores e Todos?  Não tenho dúvida, foi uma direta para Mano e sua comissão técnica.

A mudança de comando na CBF certamente terá mais repercussão de a simples troca de presidente. A mentalidade pode continuar a mesma, mas ninguém abre mão de ter ao lado pessoas de confiança. O diretor de seleções, Andrés Sanchez , ex-presidente do Corinthians, caiu no ostracismo. O São Paulo terá mais voz ativa na entidade, porque Marin sempre foi ligado ao presidente Juvenal do tricolor. Isso significa uma mudança, se antes o Corinthians estava por cima da “carne seca” , agora é a vez do São Paulo. O caminho pode ficar aberto para Muricy (grande xodó de Juvenal e da torcida tricolor), caso Mano não consiga trazer a medalha de ouro de Londres. O auxiliar-técnico Milton Cruz do São Paulo já está cotado a trabalhar na comissão técnica da seleção. Já é um indício de mudanças.

É bom o atual técnico brasileiro agilizar a formação de seu time. Se antes tinha a cômoda posição de apoio irrestrito de Teixeira e Sanchez, não conta com a mesma benevolência de Marin. Resumindo: Mano precisa ganhar a medalha de ouro em Londres e apresentar uma seleção com padrão de jogo. Para quem não tem nem um time titular definido, o trabalho será árduo até julho.

Na Copa, vândalos não vão beber cervejinha em estádio

segunda-feira, 26 de março de 2012

A verdade com ou sem dor

Tenho acompanhado com atenção as discussões sobre a autorização da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014. A briguinha entre parlamentares tem haver mais por interesses diversos de que propriamente com o assunto em questão. O Brasil assumiu compromisso perante a FIFA e terá que cumprir. Falar em bebida alcoólica não reflete bem a realidade: a FIFA quer a liberação da cerveja Budweiser, sua patrocinadora, não fala em whisky, vodka etc e tal. Essas podem continuar proibidas. A questão não é a cerveja, mas quem bebe e o que faz depois.

Também não consigo entender toda esta celeuma, quando é de conhecimento público de o problema reside em encher a cara de destilados e até misturar com drogas ilícitas. A cerveja não responde nem por 10% da violência nos estádios. Além disso, se o pessoal quiser, enche a cara nos botecos e depois vai ao estádio.

No Catar a proibição é total. A pessoa que consumir qualquer bebida alcoólica simplesmente será expulsa do país. Somente estrangeiros podem beber, mesmo assim em determinados lugares e sob licença especial. Lá a FIFA já conseguiu um acordo preliminar à Copa que acontecerá em 2022.

Não estou aqui fazendo apologia da venda de cerveja, apenas não consigo assimilar a importância de tanta discussão. O público de uma Copa do Mundo não irá ao estádio pensando em briga, mas sim ver um espetáculo que há mais de 60 anos não acontece em terras brasileiras. Sempre existe exceção e é nela que os políticos deveriam gastar os seus “preciosos neurônios”.

Em minha opinião os marginais e vândalos não pretendem assistir aos jogos, estarão mais preocupados em assaltar os torcedores estrangeiros e gerar baderna nas ruas. É preferível debater exaustivamente a prevenção da segurança nas ruas e tratar da organização. Gastam muito tempo preocupados com o sujeito que vai ao estádio tomar uma cervejinha e assistir ao jogo, como se ele fosse o motivo real de preocupação diante de um evento gigantesco como a Copa do Mundo.

Cada época teve o seu ‘Rei Pelé’

sábado, 24 de março de 2012

Pelé é único e singular. Messi o seu herdeiro atual.

É perda de tempo querer comparar Pelé com qualquer outro jogador. Para começar o Rei fazia jogadas geniais quando não existia nada igual. Pelé foi único, singular, mas depois com certeza alguns jogadores ocuparam o seu lugar. Nos últimos dias Lionel Messi encantou mais uma vez o mundo. Conseguiu a marca de maior artilheiro do Barcelona de todos os tempos ao completar 234 gols. A partir do feito novamente voltou a comparação com Pelé e até hipóteses de que poderá superar o Rei. Messi é hoje o Pelé de sua época.

Também não vejo maiores desafios em apontar outros herdeiros do Rei, sempre respeitando a época. Depois de Pelé, vieram Cruijff (anos 70), Maradona (80), Zidane (90) e nos anos 2000, Lionel Messi. Poderia citar também Zico e Platini, mas brilharam na mesma época de Maradona, o argentino ganhou uma Copa e eles não.

Se somar os talentos e virtudes de todos o resultado final é igual a … Pelé. Por isso não há discussão. Nos anos 70, Cruyjff maravilhou o mundo comprovando que o craque também é participativo. Articulava jogadas, fazia gols e com brilhantismo técnico liderava a “Laranja Mecânica”.

Maradona deslumbrou o mundo pelo talento, velocidade e força. Já o francês Zidane encantou por jogar um futebol refinado e inteligente. Finalmente Messi, em parte lembra Maradona: velocidade, dribles desconcertantes e jogadas criativas.

Sem modismo ou marketing esses foram os maiores craques geniais do futebol mundial. O restante é papo para gerar discussão e fomentar o choque de opiniões. O meu avô dizia, não adianta “reinar” tem que engolir: são dois argentinos para um brasileiro. Resta rezar por Neymar para igualar.

Três razões para Ronaldo não ser presidente da CBF

quinta-feira, 22 de março de 2012

Teixeira e Ronaldo são "unha e carne". O Brasil não merece a continuidade de tal mentalidade.

Ronaldo acredita que a fama de jogador consagrado pode ser suficiente para assumir o cargo mais importante do futebol brasileiro: não basta porque não tem qualificação para ser presidente da CBF e suas ligações políticas não o recomendam.

A CBF deixou de ser o cérebro do futebol brasileiro, se rendeu ao marketing e grandes faturamentos. Deixou de lado o trabalho da base na formação de jogadores. Por isso perdeu espaço e qualidade técnica. Atualmente não ostenta mais a condição de uma das três maiores potências do futebol mundial, posições ocupadas hoje por Espanha, Holanda e Alemanha, conforme o Ranking da FIFA. Na América do Sul o Brasil também está em baixa, nem em casa é o melhor: segundo o ranking, perde a liderança para o renovado Uruguai que se mantém em quarto no ranking. O Brasil já esteve em sexto, reagiu e ocupa hoje a quinta colocação.

Ronaldo representa tudo o que deve ser abominado no futebol brasileiro. Fruto de marketing pesado, Ronaldo construiu uma carreira em cima de muito faturamento e mídia. Nos últimos seis anos de carreira pouco esteve em campo, mas nunca deixou de faturar milhões. Baseio a minha rejeição em três fatos:

1º – Ronaldo quase chorou lamentando a saída de Ricardo Teixeira, o seu grande guru. O fenômeno representará a manutenção do atual grupo que afundou o futebol brasileiro em corrupção e mediocridade técnica.

2º – Hoje na função de empresário assumiu o papel de trabalhar a imagem de jogadores promissores. Não terá imparcialidade na função. Ser presidente da CBF e empresário não são posições éticas. Já dá para prever: só serão convocados jogadores que tiverem contrato com a sua empresa marqueteira. Ronaldo defende exclusivamente o seus interesses comerciais, jamais pensou em outra coisa.

3° – Para finalizar, não devemos ignorar de que Ronaldo enlouqueceu Paulo Henrique Ganso e também tentou minar Neymar com o intuito de convencê-los a jogar na Europa. Enquanto o país se mobilizava para que os dois ficassem, Ronaldo dizia que eles deveriam ir embora. Ganso esqueceu de jogar futebol, por só pensar em Europa e Neymar não seguiu o mesmo caminho porque o seu pai tomou conta da situação e colocou a joia no caminho certo. Ronaldo queria a transferência porque sua empresa faturaria milhões de euros com os dois em grandes times do Velho Mundo. Nem pensou no malefício ao futebol brasileiro.

Só estes três fatos recentes deixam claro o estrago que representa Ronaldo na presidência da CBF. Caso Ronaldo consiga o seu intuito as diretrizes do futebol brasileiro continuarão as mesmas. Teremos novos Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho, já os novos Zico, Sócrates, Falcão, Tostão e outros craques geniais ficarão cada vez mais distantes e esquecidos.