Arquivo da Categoria ‘Europeu’

Gol de bicicleta de Rooney é eternizado em eleição

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O gol de bicicleta marcado por Rooney, em fevereiro de 2011, foi eleito como o mais bonito da história da Premier League. A escolha aconteceu em comemoração aos 20 anos da competição.

O lance aconteceu no clássico contra o Manchester City, quando o United venceu por2 a1.

A jogada começou nos pés de Scholes, que tocou para Nani no lado direito. O português olhou para a área e tentou colocar na cabeça de Rooney, mas o cruzamento não saiu na medida. Foi ai que Rooney teve a ousadia de tentar o lance acrobático de primeira, conseguindo concluir com sucesso para o fundo das redes.

O gol de Rooney teve 26% dos votos, seguido pelo marcado por Dennis Bergkamp (Arsenal) contra o Newcastle em 2002, que teve 19%. Em terceiro ficou o gol de Thierry Henry (Arsenal) contra o Manchester United no ano de 2000, com 15% de preferência.

Veja o gol mais bonito das últimas duas décadas no futebol inglês:

Os números da tática podem iludir: defensivo ou ofensivo?

terça-feira, 17 de abril de 2012

É comum ouvir de torcedores e até de parte de imprensa que este ou aquele esquema tático retranqueiro. E a análise é feita através da distribuição dos jogadores em campo. É apenas o posicionamento dos jogadores em campo, mas esta esquematização em campo proporciona dezenas de variações e funções. O esquema de três zagueiros é o que gera a maior celeuma. O técnico que a utiliza já é taxado de retranqueiro. Puro engano. Em um esquema de três zagueiros, o técnico pode variar desde uma retranca total, como diziam os antigos, o ferrolho, até uma posição avançada.

Vejamos, com 3 zagueiros, o técnico centraliza um e lateraliza os outros dois. Isto proporciona que ele tenha dois alas que somados a dois meias armadores/ofensivos e mais dois atacantes, o esquema seja bem ofensivo, ou seja este time atacará com seis jogadores. Para isso o técnico terá dois volantes que darão os primeiros combates, com os zagueiros na sobra. Se o técnico jogar num 4-3-3 e com  a princípio é um time bem ofensivo. Depende, se a formação contar com dois laterais que pouco sobem e dois volantes marcadores, ele terá um meia de armação e três atacantes, ou seja, apenas quatro que buscam o gol. Muito pouco gente avalia a característica individual de cada jogador. Os alas principalmente prevalecem no futebol atual. Quem tem dois alas não joga defensivamente. Agora se optar por laterais, mais presos com certeza será mais defensivo. Isso porque com exceção do São Paulo e Barcelona todo mundo joga com dois volantes.

Por isso distribuição tática em nada define se um time é ofensivo ou não. O que define mesmo é a caracteristica de cada jogador. Como exemplo, Hernanes do São Paulo. Ele é volante, mas tem a capacidade de se tornar um armador e até um atacante. É só conferir o número de gols que ele marcou nos últimos anos. Os tais números de esquema tático só valem mesmo no papel, em campo são dezenas de opções e variáveis.

Ídolos brasileiros bons de bola, excelentes de marketing. Porém…

sábado, 14 de abril de 2012

A tal globalização deixou um legado muito preocupante no Brasil. As pessoas pensam apenas em profissionalização de qualidade, produtos sofisticados, marketing , etc… e tal. Esqueceram que acima de tudo existe o ser humano, a criatividade, capacidade de inovar. Talvez o brasileiro esteja perdendo aquilo que era o mais precioso em comparação aos ricos e qualificados europeus e norte-americanos: dom e poder de improvisar. Isso é visto de forma pejorativa, pois um profissional tem que seguir normas, regras e disciplina. Se na vida dos brasileiros já tem os seus reflexos, no futebol foi arrebatador. Pelé, Garrincha e outros craques que revelamos tinham como diferencial a capacidade de surpreender, os craques são assim. Na contramão desta característica brasileira, hoje produzimos jogadores sob medida para o mercado europeu. Desde adolescente, os clubes moldam a meninada já visando jogar na Europa. Atletas exemplares, altos, fortes, com uma técnica de boa qualidade e disciplinados taticamente. Tudo o que os europeus gostam. No passado, tivemos craques que ficaram pouco tempo na Europa em virtude desta indisciplina tática, além de não se comportarem dentro das regras. Lembro de Sócrates, Renato Gaúcho e mais alguns. Com toda esta carga de funções, o jogador brasileiro não desenvolveu mais a sua capacidade criativa, ficamos sem jogadores de meia-cancha, aqueles pensadores como Zico, Gerson, Rivelino, Ailton Lira (esse poucos lembram, era craque do Santos, estilo do Ganso). Sem este jogador, não há futebol-arte. A maior prova disso aconteceu semana passada. Na indicação dos 23 jogadores que concorrem à escolha do melhor do mundo, o Brasil tem 3 nomes: Julio Cesar, Daniel Carvalho e Maicon. Todos jogam na zaga. O último grande nome brasileiro, é sem dúvida Kaká. Os europeus o amam . Ele é a síntese que o europeu deseja: boa qualidade técnica, alto, forte, boa aparência., não fuma, não bebe, para os homens jovens um exemplo de atleta, os mais velhos, o genro dos sonhos, para as mulheres jovens um “gato”, para as mais velhas o filho que gostaria ter … um garoto-propaganda perfeito. Qual empresa não gostaria de vincular a sua marca a Kaká? É venda garantida. Kaká joga muito, excelente… tudo de bom,mas não é craque.

Andrés falou “meia abobrinha” do Barcelona

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Com certeza o Barcelona atual ficará na história como um dos melhores de todos os tempos.

Falando abobrinha. Faz tempo que não ouço esta expressão, chegou a ser moda quando alguém dizia alguma besteira, o pessoal já ironizava: o cara só fala “abobrinha”. A declaração do diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez desfazendo da escola de futebol do Barcelona repercutiu mundo afora. Soou como abobrinha.  Até os jornais espanhóis desceram a lenha. O polêmico Andrés arranjou uma maneira de voltar às manchetes. Depois da saída de Ricardo Teixeira caiu no ostracismo.

Rejeitar a excelência da escola catalã na formação de atletas é ignorar o óbvio, logo falou uma tremenda “abobrinha”. Na realidade atingiu o seu objetivo: chamar a atenção. Porém, tem razão quando questiona como será o Barcelona quando Xavi, Iniesta e Messi pararem de jogar.

Este time do Barcelona é fantástico. Consegue jogar um futebol maravilhoso, competitivo e talentoso. É o sonho de qualquer torcedor. A escola do Barça realmente é digna de referência, entretanto não dá para fugir da realidade de Messi, Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Puyol, Busquets e Piquet serem diferenciados. A escola catalã com as atuais peças encaixadas perfeitamente, somados ao talento individual transformaram o Barça em uma máquina de futebol.

Não foi por acaso que o clube pagou uma fortuna ao Arsenal da Inglaterra por Fábregas. Aos 24 anos, ele deverá ser o herdeiro de Xavi, atualmente com 31 anos. A aquisição de Fábregas já visa o futuro. Outros novatos estão sob observação.

Guardiola lançou os jovens Pedro, Thiago Alcântara, Cuenca e Tello. As experiências estão acontecendo, entretanto não dá para prever como será nos próximos 5 anos, se esta gurizada conseguirá ou não manter o mesmo padrão e conquistas. Nisso Andrés tem toda a razão: será muito difícil em breve, o Barcelona reunir novamente tantos craques tão entrosados esbanjando talento e dando aula de futebol em todos os jogos.

Espanhóis ignoram o “panzer”. Não é bem assim!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Se os craques Ribery e Robben estiverem inspirados, o aperto do Real será grande.

Na última semana os técnicos Mourinho e Guardiola de Real Madri e Barcelona respectivamente, andaram trocando farpas. A imprensa espanhola já fala na grande final da Champions League entre as duas maiores potências do país. É evidente sempre tratando com respeito os adversários Bayern de Munich e Chelsea, porém por questões éticas. Há certeza na grande final entre Real e Barça.

Eu não tenho tanta convicção assim, ao contrário, considero o Bayern o time mais completo do mundo: solidário, competente e brilho técnico. O Barcelona é o melhor do mundo, entretanto não seria nenhum absurdo empatar ou até perder para o Bayern.

O “panzer” (na língua germânica significa tanque) alemão não vive apenas de um time disciplinado e forte fisicamente. Tem muito talento, não será fácil o Real superá-lo. Se do lado espanhol tem Cristiano Ronaldo, Benzema, Higuain, Özil, Xabi Alonso, Marcelo e Kaká. O Bayern conta com os craques Robben e Ribery, além do maior artilheiro europeu do momento, Mario Gomez. Isso sem contar com a nova geração alemã talentosa de muita qualidade técnica, casos de Thomas Mueller, Toni Kroos e Bastian Schweinsteiger, responsáveis por colocar a seleção alemã entre as três melhores do mundo. Até no gol há equilíbrio, Casillas e Neuer, ambos titulares das seleções de seus países, disputam a condição de melhor goleiro do Mundo. Nas últimas pesquisas o alemão aparece em primeiro.

A decisão da Champions League em maio acontecerá no Olympiastadion de Munich. Em casa, o futebol alemão não admite ficar fora da decisão. Os indícios são fortes, o Real deve se preparar para enfrentar verdadeira guerra contra um alvo nada fácil de ser batido.