Os craques argentinos acordaram: reconhecidos por torcedores e imprensa, resolveram receber em grana a consagração de figurarem entre os melhores jogadores no Brasil. Montillo e D’Alessandro foram o centro das atenções neste mês de janeiro. Ambos ameaçaram deixar os seus clubes em troca de excelentes propostas.
Mercenários? No caso deles não dá para ser tão exigente. Montillo ganha 180 mil reais no Cruzeiro e D’Ale 350, isso após renovar no meio do ano, ganhava 300, recebeu “cinquentinha” de aumento. Parece muito, mas no futebol nada de excepcional.
Nos últimos dois anos ambos estão entre os cinco melhores jogadores do país. Uma unanimidade. Ninguém questiona o talengto desses argentinos. Dando uma passada rápida no padrão salarial de alguns dos jogadores brasileiros mais valorizados, Fred ganha 700 mil reais, Deco 550, Thiago Neves acertou com o Flu e receberá 730, Deivid (Fla) 475, Kleber no Grêmio cerca de 500 e muitos outros casos.
Montillo recebe 180, é humilhação, por isso ficou desesperado com os 500 oferecidos pelo Corinthians. E mesmo assim ficaria abaixo de jogadores que produzem muito menos, como por exemplo, Deco.
Os clubes brasileiros não terão mais jogadores argentinos de alta qualidade sem pagar bem. Os “hermanos” acordaram e sabem quanto valem. Pelo menos o dinheiro pago não é desperdício, pelo contrário é investimento com resultados positivos. Pergunte ao Timão se os 350 mil desembolsados mensalmente por Adriano dão retorno? E os 550 por Deco? Os 475 por Deivid? Paramos por aí, logo chegaria a Ronaldinho. Com o salário de Gaúcho daria para pagar Montillo, D’Alessandro, e Thiago Neves. Qualquer um toparia.








