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Raposa mete “as mãos pelos pés”

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A verdade com ou sem dor

A imagem do Cruzeiro anda meio distorcida e por culpa dos dirigentes. De um clube padrão, organizado, e equilibrado financeiramente, deixa transparecer viver um momento bagunçado, endividado e em decadência. Desde julho do ano passado vendeu os principais jogadores e mesmo assim reclama de continuar com as finanças desequilibradas.

Um clube do tamanho do Cruzeiro não pode ficar desesperado em vender o craque Montillo para equilibrar as contas. O argentino ganha aquém dos melhores jogadores do futebol brasileiro. Apesar do discurso contrário, a diretoria pretende arrancar o máximo de grana e assim liberar Montillo.

O mais triste é ver o conselho deliberativo do clube e até a torcida alheios a tudo. Tem que cobrar e saber o que está havendo na administração. A grande maioria dos clubes brasileiros passa por problemas financeiros, mas não vejo ninguém se entregar. Há respeito à tradição e representação da instituição. Não pode ser normal a força celeste esmorecer, terminar pedindo esmola e formar uma equipe de jogadores que jamais poderiam vestir a camisa cruzeirense. Tem coisa muito errada e cheirando mal.

Rebelião portenha: ‘más plata’

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Finalmente D'Alessandro recebe dentro do padrão que merece.

Os craques argentinos acordaram: reconhecidos por torcedores e imprensa, resolveram receber em grana a consagração de figurarem entre os melhores jogadores no Brasil. Montillo e D’Alessandro foram o centro das atenções neste mês de janeiro. Ambos ameaçaram deixar os seus clubes em troca de excelentes propostas.

Mercenários? No caso deles não dá para ser tão exigente. Montillo ganha 180 mil reais no Cruzeiro e D’Ale 350, isso após renovar no meio do ano, ganhava 300, recebeu “cinquentinha” de aumento. Parece muito, mas no futebol nada de excepcional.

Nos últimos dois anos ambos estão entre os cinco melhores jogadores do país. Uma unanimidade. Ninguém questiona o talengto desses argentinos. Dando uma passada rápida no padrão salarial de alguns dos jogadores brasileiros mais valorizados, Fred ganha 700 mil reais, Deco 550, Thiago Neves acertou com o Flu e receberá 730, Deivid (Fla) 475, Kleber no Grêmio cerca de 500 e muitos outros casos.

Montillo recebe 180, é humilhação, por isso ficou desesperado com os 500 oferecidos pelo Corinthians. E mesmo assim ficaria abaixo de jogadores que produzem muito menos, como por exemplo, Deco.

Os clubes brasileiros não terão mais jogadores argentinos de alta qualidade sem pagar bem. Os “hermanos” acordaram e sabem quanto valem. Pelo menos o dinheiro pago não é desperdício, pelo contrário é investimento com resultados positivos. Pergunte ao Timão se os 350 mil desembolsados mensalmente por Adriano dão retorno? E os 550 por Deco? Os 475 por Deivid? Paramos por aí, logo chegaria a Ronaldinho. Com o salário de Gaúcho daria para pagar Montillo, D’Alessandro, e Thiago Neves. Qualquer um toparia.

Se Montillo fosse brasileiro… já era

domingo, 22 de janeiro de 2012

Montillo merece um bom aumento salarial. Tem muita gente que joga muito menos e ganha bem mais.

A principal novela do início da temporada no futebol está perto de acabar. Foram longos capítulos que arrastaram Montillo para Corinthians, São Paulo e até Flamengo. A oferta de 500 mil por mês a quem ganha 180 é de balançar a estrutura até mesmo de um atleta equilibrado e de personalidade bem formada.

A ganância insana instituída no futebol brasileiro faz com que apenas o dinheiro prevaleça. Qualquer jogador brasileiro rapidamente vira as costas e vai embora. Montillo deseja valorização, normal porque as propostas oferecidas estão dentro do padrão dos melhores jogadores do país e o argentino pertence ao rol dos cinco melhores em atividade no Brasil.

Montillo não ficou deslumbrado com a possibilidade de jogar no Corinthians e ganhar três vezes mais. Ele balançou porque é humano e quem não gosta de valorização e sucesso? A sorte do Cruzeiro é Montillo ser argentino. Prevaleceu o caráter e ligação com a camisa azul, é claro, com um bom aumento porque além de justo, ninguém é tão insensato de perder a oportunidade de ganhar mais.

COMILANÇA & FUTEBOL: Peru suculento e rápido. A ceia prontinha em 50 minutos

sábado, 24 de dezembro de 2011
Comilança & Futebol

Comilança&Futebol

O peru de natal deixou de ser trabalhoso e nada de carne seca.  vou repetir  a receita de 2010 para quem quer comer um peru danado de bom nesta noite ou no almoço de amanhã. Falar em fritura muita gente não gosta, mas nesse caso irá surpreender. O prato mais tradicional da ceia natalina é o peru. Existem centenas de modos de preparar a ave, mas criei uma resistência porque até aprender esta receita, sempre o resultado final era uma carne um tanto ressecada.

Peru frito. Isso mesmo. Peru frito. Quando aprendi a receita com uma senhora em Uberlândia, Minas Gerais, onde minha irmã Viviane mora com há muito anos, pensei que não fosse dar certo, mesmo assim arrisquei e ficou perfeito.

Sem dúvida o melhor peru que comi em minha vida. A carne ficou muito macia, suculenta e saborosa. Ninguém desconfia que foi frito, pois não fica gorduroso. Ganhei muitos elogios. O melhor de tudo é que você leva apenas 50 minutos para preparar o prato principal da festa.

INGREDIENTES

1 peru (aproximadamente 3kg)
5 dentes de alho amassados
1 colher (café) de sal
1 colher (café) glutamato monossódico (Ajinomoto)
50 ml de gordura de bacon (obtida desidratando o bacon no microondas ou derretendo na frigideira em fogo baixo e mexendo)
+ ou – 6 litros de óleo (não se assuste. Você poderá reaproveitar o óleo todo)

1) Amasse o alho com o sal, acrescente o glutamato e a gordura de bacon.

2) Lave bem o peru em água corrente. Seque-o e esfregue a mistura de temperos por dentro e por fora. Deixe pegar gosto entre 8 e 12 horas dentro de um saco plástico na geladeira.

3) Em um caldeirão ou panelão de tamanho suficiente para fritar o peru, coloque o óleo e deixe esquentar até atingir 155ºC.

DICA- coloque um pedaço de pão no óleo. Assim que o pão flutuar estará na temperatura ideal.

4) Coloque o peru com muito cuidado para não espirrar óleo. Cubra a panela com papel alumínio e deixe fritar por 50 minutos.

5) Retire o peru com muito cuidado, deixe escorrer a gordura e coloque no prato de servir.

Obs. – Caso não tenha um caldeirão compatível ao tamanho do Peru, frite em duas etapas. Primeiro frite 25 minutos com o peito para baixo. Cuidadosamente retire o peru, vire e frite mais 25 minutos com o peito para cima. Vale esta opção também, se quiser usar menos latas de óleo. O importante é que em cada etapa metade do peru esteja mergulhado no óleo.

Se perder Montillo, a Raposa “afoga” de vez

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Cruzeiro não achará um jogador tão talentoso quanto Montillo. É só segurar.

Um grande time começa por um craque. Personagem raro principalmente no futebol brasileiro. O Cruzeiro deve esquecer 2011, um ano medíocre em todos os sentidos. Quase caiu para a segunda divisão e fez péssimas contratações e liberou quem não deveria liberar, principalmente Henrique. Faltou pouquinho para morrer afogada diante de tanta ruindade.  Do time atual, Fábio, Montillo e Marquinhos Paraná são fundamentais para a reconstrução da equipe.

Todos os clubes precisam de dinheiro. A justificativa de vender Montillo por estar em crise financeira não justifica, isso se a Raposa pretende continuar entre os grandes do futebol brasileiro. A segurança de Fábio, e o equilíbrio de Marquinhos, somados com o craque argentino podem facilitar a montagem de um time poderoso em 2012.

Montillo é uma joia rara no futebol brasileiro e até mundial. Criativo tem qualidades diferenciadas. O grande desafio da diretoria mineira é conseguir pelo menos três ou quatro jogadores que consigam acompanhar a inteligência do argentino. Talvez o Cruzeiro esteja enfrentando a maior crise das últimas décadas. Não me lembro de tanta fragilidade. Sem Montillo a missão de honrar a tradição cruzeirense de sempre brigar por títulos ficará quase impossível.