Arquivo da Categoria ‘Paranaense’

De novo um “Trem Bala Verde” de verão?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A verdade com ou sem dor

O Coritiba começa o ano de 2012 exatamente igual ao primeiro semestre de 2011: atropelando os adversários e em ritmo de treino. A questão principal é saber se não repetirá o comportamento do ano passado. Terminado o verão, no início do inverno, o Coxa perdeu fôlego, fraquejou no Brasileiro. Não que o oitavo lugar em um dos campeonatos mais difíceis do mundo seja desprezível, mas a equipe poderia ir mais longe. O que aconteceu? Uma simples queda de rendimento?

Pode ser coincidência, observei que alguns dos principais jogadores a partir de junho despencaram de rendimento e não estão mais no clube. Começo por Léo Gago, no primeiro semestre encheu os olhos do torcedor com lançamentos de 30 metros e até gols. Um fôlego impressionante. Na reta final da Copa do Brasil e no Brasileirão tornou-se um jogador comum, sem brilho. O mesmo ocorreu com Marcos Aurélio, artilheiro, ídolo e após uma lesão pouco jogou. Os dois estão no futebol gaúcho, Grêmio e Inter respectivamente. E não para por aí: Leandro Donizetti e Bill também estiveram bem abaixo do normal. O primeiro foi para o Atlético-Mineiro e o segundo voltou para o Corinthians. Coincidência ou já no meio do ano iniciaram as negociações visando 2012?
Também pode ser coincidência, os únicos jogadores que começaram e terminaram o ano jogando bem, continuam no clube casos de Vanderlei, Lucas Mendes, Emerson, Tcheco e Rafinha.

A situação de Davi, o jogador mais completo e fundamental ao time, passou por desentendimentos contratuais. O Coxa demorou em comprar seu passe e renovar o contrato. O stress durou mais de quatro meses. Agora com um compromisso até 2014 e 50% pertencente ao Coxa, recebeu uma boa grana, terá de provar não ser um jogador instável.

Talvez o leitor coxa ache que sou pessimista, deveria enaltecer o início arrebatador, mas é exatamente nesse momento que deve existir avaliação mais criteriosa. Quando perde criticar é muito fácil, assim como elogiar quando ganha. Enfim, a galera coxa espera não ter novamente apenas uma alegria de verão.

Provincianismo e autofagia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A verdade com ou sem dor

A rivalidade moderada é fundamental no futebol. Motiva, emociona, o melhor combustível para os grandes clássicos. No Paraná acima da rivalidade, impera o provincianismo e autofagia. Enquanto no Rio, Flamengo e Fluminense brigavam por Thiago Neves, em São Paulo a disputa girava por contratar Montillo do Cruzeiro, no Paraná a desavença passa por emprestar ou não um estádio.A Arena da Baixada será a praça dos jogos da Copa Mundo 2014 em Curitiba. A reforma do estádio obrigará o Atlético jogar em outro estádio. O Coxa negou por preservarno seu gramado, o Paraná exigiu um caminhão de grana e assim foi instalada uma grande crise. Pessoas coerentes e de diálogo teriam uma breve reunião na sede da Federação Paranaense de Futebol e acertariam tudo. Afinal, o campeonato tem uma média de público de 8 mil pessoas e estádios de Ponta Grossa, Paranaguá e até o pequeno e simpático Ecoestádio do Corinthians-PR podem solucionar a situação, mas não, aconteceu uma verdadeira guerra. É bom lembrar que após a escolha do estádio do Atlético à Copa, estará em jogo o nome de Curitiba, logo a união entre todos será fundamental.Só que esse provincianismo acompanhado de autofagia prevalece e não deixa o futebol paranaense evoluir. Na última rodada do Brsileirão 2011, a torcida atleticana vibrou nas arquibancadas porque ganhou o Atletiba e tirou o Coxa da Libertadores. Esqueceu de que naquele jogo estava caindo para a segunda divisão. E a torcida saiu satisfeita do estádio, fazendo festa. Enquanto isso, em Porto Alegre o Internacional em um jogo de compadres, ganhava o Gre-nal e ficava com a vaga dos paranaenses. O resultado final? Mais uma vez os gaúchos estão na Libertadores e os paranaenses fora, isso sem contar que o Paraná perdeu a vaga na primeira divisão. Nada a comemorar, só a lamentar.Na Copa São Paulo a dupla Atletiba chegou à semifinal. Após as vergonhosas derrotas por 6 a 0 para o Corinthians e 4 a 0 diante do Fluminense, o que ouvi foi  seguinte:os coxas tirando sarro porque o Furacãozinho levou de seis e o Coxa perdeu “só” de quatro. Quanta pobreza! Deveriam lamentar o grande fiasco. Se física e tecnicamente têm qualidades, em termos psicológicos a coisa não anda bem. Não há dúvida que “amarelaram”, renderam ao sentimento de inferioridade ao eixo Rio-São Paulo. Aliás, esse é mais um sintoma do provincianismo paranaense. A rivalidade pode e deve existir dentro de campo ou fora dele por grandes objetivos. Jamais alicerçada na mentalidade medíocre de fracassar e achar que o fracasso do rival será a solução para os seus problemas.

O menino pastor e o lobo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Jorge Henrique

Jorge Henrique gosta de se jogar até para comemorar gol.

Esta história de cavar falta pode trazer péssimas conseqüências para o jogador e até ao clube que defende. Se a princípio parece ser malandragem, uma esperteza, ao longo do tempo vai criando má vontade tanto da arbitragem quanto da própria imprensa.

Existe um ditado bem apropriado: Fez a fama, deita na cama. A TV está aí para flagrar os grandes encenadores. Depois de enganar algumas vezes, ninguém mais acredita. Muitas vezes sofre falta, mas na dúvida, a arbitragem reluta em marcar.

Um exemplo típico é Jorge Henrique do Corinthians. Muitas vezes ele até leva pancada, mas já se fala na sua fama de “cai cai”. Outro dia eu vi um lance em que foi pênalti, mas como o árbitro estava longe preferiu não apitar, porque já sabe… encostou, ele cai.

Por isso o pessoal encenador deve se ligar, porque os zagueiros vão descer a botina e os árbitros, na dúvida, não vão apitar. Lembra daquela estória do menino pastor e o lobo, em que o menino chamava ajuda para matar o lobo, mas era mentira? No dia que era verdade, o lobo fez o serviço.

Só falta o matador com “pedigree” ao Coxa

domingo, 18 de dezembro de 2011

Lincoln dará ainda mais qualidade na meia Coxa, mas ainda falta o matador.

Estruturar o time não acontece de um dia para o outro. O Coritiba caiu á Série B em 2009, subiu no ano seguinte com o título de campeão da Série B e agora em 2011 realizou uma ótima campanha de recuperação: campeão paranaense, vice da Copa do Brasil, oitavo lugar no Brasileiro e o melhor ataque do Brasil. Em 2012 terá que no mínimo manter o mesmo padrão ou de preferência melhorar. Não é fácil, porque todos os clubes desejam superar o ano anterior e trabalham para isso.

Dois fatores projetam um ano melhor no Alto da Glória: manteve a base do time, renovou contratos e contratou reforços pontuais, principalmente Lincoln é um jogador diferenciado. Só faltou o centroavante de alto nível. Não estou esquecendo de Marcel, mas no momento é uma aposta, com grandes chances de dar certo, mas é uma aposta.

Sem esse matador de alta qualidade o Coxa conquistou a condição de ataque mais positivo de 2011 do Brasil, imagine se tiver uma fera no comando. Não dá para esquecer que futebol também é mídia e badalação. O São Paulo de Luis Fabiano, o Flu de Fred, o Corinthians de Liédson, o Fla de Ronaldinho Gaúcho e assim por diante. Falta este jogador que dê uma cara, a personalização de grande clube. A diretoria deveria analisar com mais carinho este investimento. A torcida Coxa vai garantir, tenho certeza.

De ídolo a “professor” e até presidente

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Rogério Ceni sonha e tem perfil para ser presidente do São Paulo.

A vida pós-carreira dos jogadores sempre limitou a tentar a carreira de técnico. Roberto Dinamite quebrou o paradigma ao desbancar conselheiros e dirigentes profissionais. O ídolo vascaíno tirou o clube das cinzas. A responsabilidade do ídolo é bem mais acentuada, ninguém vai jogar fora uma vida, uma história por migalhas ou interesses próprios.

É claro que para reivindicar a presidência são necessários alguns quesitos além de simplesmente ser ídolo. Cito alguns nomes de ex-jogadores com capacitação de almejar a presidência de seus clubes. Pelé (Santos), Zico ( Flamengo), Rogério Ceni (São Paulo), Falcão ( Inter), o falecido Sócrates (Corinthians), Tostão (Cruzeiro), Hidalgo (Coritiba), Atlético-PR (Alfredo Gottadi Júnior) e muitos outros. Com certeza todos os grandes clubes brasileiros têm no mínimo um ídolo com capacidade para assumir a presidência. Além de conhecer profundamente o futebol dentro de campo, eles também sabem tudo o que leva ao sucesso fora. Muitas vezes a vaidade e afalta de conhecimento de dirigentes estraga todo o trabalho.

Os citados acima são pessoas de grande capacidade intelectual, liderança, idoneidade e preparo para assumir. O fator principal é o respeito que possuem junto às torcidas, inclusive por parte dos rivais. Esse respeito acompanhado da admiração proporciona o ambiente ideal para um trabalho de médio ao longo prazo. Roberto Dinamite começou mal, se fosse outro dirigente qualquer não teria tanta paciência da já sofrida torcida vascaína. Talvez este seja um novo caminho para a recuperação dos clubes e do futebol brasileiro.