Arquivo da Categoria ‘Paranaense’

“Dança de técnicos” não cola mais. Alguém duvida?

sábado, 19 de maio de 2012

Felipão mesmo sem títulos continua no Verdão. Tite campeão brasileiro, fruto de um longo trabalho no Timão.

Perde força  a cultura no futebol brasileiro de jogar a responsabilidade dos resultados negativos unicamente nas costas dos técnicos. Nos últimos três anos os fatos comprovam de que os clubes vencedores fazem um trabalho a médio ou longo prazo e por isso estão por cima da “carne seca”. Vejamos os clubes do Brasileirão 2012: Em São Paulo ninguém trocou de técnico. Tite, Muricy, Felipão e Leão continuam firmes e fortes. Não é por acaso que o futebol paulista ostenta a vanguarda em comparação aos demais estados. Dá para perceber o trabalho mais estruturado e consciente.

No Rio, Fluminense e Vasco estão alguns pontos acima do Botafogo e bem distantes do Flamengo. Abel e Cristóvão sustentam os cargos, apesar de crises passageiras, que em outras épocas seriam fatais. O Fogão tenta com Osvaldo quebrar o troca-troca. O Mengão continua iludido, refém das peripécias e “festerê” de Ronaldinho Gaúcho. Não há técnico que suporte e possa fazer algum trabalho decente.

Fora do eixo Rio-São Paulo, o campeão gaúcho Inter mantém Dorival Júnior, o Coritiba, tricampeão paranaense conta com Marcelo Oliveira desde o começo de 2011. Outros grandes como Cruzeiro, Atlético-MG e Grêmio pecam em trocar técnicos após qualquer sequência de resultados negativos. Quem ainda resiste em concordar, não pode fugir da realidade e precisa rever os seus conceitos: as provas estão aí.

O fundamental continua sendo fugir de desculpas ultrapassadas e retrógradas. Por mais amor que um dirigente tenha pelo clube, não pode agir como torcedor insano, perdeu, manda embora o treinador. O trabalho sério indica a avaliação do comandante técnico e também do elenco. Cito o exemplo de Felipão, o Palmeiras está abaixo de suas tradições, mas os dirigentes sabem que a qualidade do elenco não proporciona grandes perspectivas ao treinador. É só analisar com bom senso e realismo. O lado passional deve ficar nas arquibancadas. Para o torcedor, o técnico foi e sempre será o melhor bode expiatório.

Aos 87 anos, Alvaro Arantes dá lição de vida… e de bola

sábado, 19 de maio de 2012

Alvaro Arantes e os netos. Muita emoção ao receber o diploma do "Mérito Esportivo" na Câmara Municipal de Curitiba.

A longevidade é um dos maiores desafios do ser humano. Viver acima dos 70 já é uma conquista, imagine passar dos 80 e jogando bola. Não é para qualquer um, só um verdadeiro craque em vida e saúde consegue. É o caso do paulista de Pedregulho, Álvaro Arantes, homenageado no mês passado pela Câmara Municipal de Curitiba ao ser outorgado com o diploma do “Mérito Esportivo”. Fato que orgulhou a esposa Áurea Ferreira Arantes, os três filhos Álvaro Norton, Ari Ricardo e Artur Virgilio, além de amigos.

Integrante ativo na diretoria do Círculo Militar de Curitiba, o farmacêutico bioquímico por formação, Álvaro Arantes também tem uma história exponencial dedicada ao esporte. Quando foi diretor geral de esportes do Círculo, atuou diretamente na revelação de atletas consagrados mundialmente casos do saudoso Dirceu (ex-Coxa, Botafogo e seleção brasileira), Giba e Emanuel do vôlei. Álvaro mantém a disposição de ainda participar das peladas no Círculo aos domingos de manhã. Que saúde!

Álvaro não é um personagem  fictício, existe de verdade. Eu o conheço bem e por isso faço questão de fazer esta homenagem no blog.  Álvaro Arantes, desejo que Deus lhe abençoe, continue lhe dando essa saúde de ferro. Só não precisa gastar energia para dar meia-lua ou janelinha na meninada. Basta continuar vivendo e jogando por muito tempo!

Furacão “garfeado” e ainda paga o prejuízo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A verdade com ou sem dor

O árbitro José de Caldas Souza (DF) contraiu uma dívida impagável com o Atlético-PR. Ao validar um gol indiscutivelmente ilegal obrigará o rubro-negro a jogar a segunda partida diante do Criciúma pela Copa do Brasil. E quando falo em dívida é literal e figurativa. Todo o ônus de jogar uma nova partida ficará por conta da “vítima”, além de correr o risco de desclassificação e perder ainda mais por não prosseguir na disputa.

Estou exemplificando com o caso do Atlético, para analisar o estrago da arbitragem na vida de um clube. O futebol requer muito dinheiro, a derrota deixou de ser apenas revés em campo, representa grandes prejuízos. Os altos salários de jogadores, infraestrutura e logística caras do Centro de Treinamento, viagens, hospedagens, alimentação e tudo mais. Até a década de 80, os clubes alugavam um ônibus, ficavam em hotéis intermediários e os salários representavam 20 ou 30% da média de hoje. Os clubes treinavam no próprio campo de jogo.

Quando o prejuízo em campo vem através de lance duvidoso ou de interpretação, ainda dá para digerir. O Atlético-PR teve que engolir goela abaixo o árbitro validar um gol ilegal injustificável: o goleiro Vinicius quicava a bola no chão, quando o atacante Zé Carlos tirou com a cabeça das mãos do atleticano. A bola estava em poder do goleiro. O auxiliar levantou a bandeira imediatamente apontando a infração. José Caldas ignorou e deu o gol. Só ele não viu a irregularidade.

Sem conseguir marcar dois gols de diferença em Criciúma (o Furacão venceu por 2 a 1), o Atlético terá de jogar a segunda partida. Além de desgastar os jogadores, terá que arcar com os custos da logística do jogo e vencendo pagará mais um bicho (desnecessário) ao elenco. E se perder o jogo por 2 a 0, por exemplo? Estará fora da Copa do Brasil e deixará de faturar. Sem contar que ficará alijado da chance de brigar por um título nacional e

vaga à Libertadores. É inquestionável que a incompetência da arbitragem passa bem além de um simples revés dentro do campo. As consequências podem anular toda a temporada do clube significando grandes prejuízos técnicos e principalmente financeiros.

Juninho e Baier: “veínhos” que fazem a diferença

domingo, 1 de abril de 2012

Juninho continua proporcionando lances de craque e desequilibrando.

Quanto mais velho, melhor. Esta expressão não vale para Juninho Pernambucano ou Paulo Baier. Eles sempre estiveram entre os melhores. No caso dos dois, quanto mais velho, nada muda. Jogam muita bola e continuam desequilibrando. Nas rodadas de ontem dos Regionais, os dois tomaram conta dos jogos de Vasco da Gama e Atlético-PR. Outro “veínho” sensacional é Marcos Assunção, não foi coincidência o Palmeiras perder para o Mirassol. Marcos não atuou, o Verdão jogou mal e sem a sua bola parada tudo ficou mais complicado.

Na goleada vascaína por 4 a 1 sobre o Macaé, Juninho marcou dois. O segundo uma pintura, driblou dois adversários na entrada da área e depois bateu por cobertura.  A caminho dos 38 anos, Juninho vive falando em parar. Talvez esteja cansado, mas não tenho receio em afirmar de que pode jogar mais um ou dois anos. Até mais, não vejo nenhum impedimento. Juninho continua correndo o necessário para não comprometer a equipe e desequilibra.

Baier dá personalidade e qualidade ao meio-campo atleticano.

Também com 37 anos, Paulo Baier marcou um golaço por cobertura na vitória de 3 a 0 do Atlético sobre o Iraty pelo Paranaense. Mais uma vez comprovou ser fundamental ao rubro-negro. Baier retornou de recente lesão que o afastou por um bom período. Diante do Iraty mostrou mais vez a sua importância ao time.

A técnica aliada à experiência torna Juninho, Baier e Assunção imprescindíveis. Também comprova a fragilidade técnica do futebol brasileiro. Os três poderiam seguir uma nova etapa em suas vidas, entretanto apesar de certas limitações da idade continuam ditando o ritmo e fazendo a diferença. Salve os “veínhos” bons de bola!

Vencer o Tubarão já foi bom demais para o Coxa

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sem Rafinha e Emerson, o Coxa é um time ainda mais comum.

A vitória por 1 a 0 diante do Londrina não foi comemorado pela torcida do Coritiba e com toda a razão. Além de vencer, havia necessidade de golear para aumentar as suas chances de ganhar o segundo turno. Acontece que a realidade atual do time é essa: sem Emerson e Rafinha, não passa de um time comum. Tcheco e Lincoln são diferenciados, mas fisicamente ainda não conseguiram manter o mesmo ritmo durante os 90 minutos. O Londrina não é líder por acaso e mostrou qualidades. As duas equipes se equivalem. Talvez com Rafinha e Emerson as chances aumentassem, mesmo assim falta alguma coisa.

O maior problema do Coritiba é saída de bola. Willian e Gil são ótimos jogadores como tantos por aí, pecam na criação de lances mais agudos. Lincoln volta demais e assim o ataque atua muito isolado. Ele deveria jogar mais próximo da área onde tem capacidade técnica de tabelar e finalizar.

Não vou crucificar por enquanto o técnico Marcelo Oliveira. Sem jogadores mais qualificados não dá para exigir muito mais. Ele comete erros como todos os técnicos, entretanto o padeiro faz pão com os produtos que tem em mãos. Sem ingredientes de qualidade, nunca o pão será o esperado.

A diretoria do Coritiba deve assumir que Marcos Aurélio, Léo Gago, Leandro Donizetti, Davi e até o Bill fazem muita falta e a reposição não tem a mesma qualidade. O alviverde precisa urgente de dois volantes e um meia. Talvez mais um atacante, depende de Keirrison. Se voltar a ser o K-9 tudo bem. Dificilmente acontecerá nos próximos meses porque volta em julho ou agosto e precisará de sequência de jogos. Roberto pode ser a solução, necessita de mais tempo. A situação real é a seguinte: o time alviverde não é ruim, e sim comum. Apenas isso!