Arquivo da Categoria ‘Saudação’

Espanhóis ignoram o “panzer”. Não é bem assim!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Se os craques Ribery e Robben estiverem inspirados, o aperto do Real será grande.

Na última semana os técnicos Mourinho e Guardiola de Real Madri e Barcelona respectivamente, andaram trocando farpas. A imprensa espanhola já fala na grande final da Champions League entre as duas maiores potências do país. É evidente sempre tratando com respeito os adversários Bayern de Munich e Chelsea, porém por questões éticas. Há certeza na grande final entre Real e Barça.

Eu não tenho tanta convicção assim, ao contrário, considero o Bayern o time mais completo do mundo: solidário, competente e brilho técnico. O Barcelona é o melhor do mundo, entretanto não seria nenhum absurdo empatar ou até perder para o Bayern.

O “panzer” (na língua germânica significa tanque) alemão não vive apenas de um time disciplinado e forte fisicamente. Tem muito talento, não será fácil o Real superá-lo. Se do lado espanhol tem Cristiano Ronaldo, Benzema, Higuain, Özil, Xabi Alonso, Marcelo e Kaká. O Bayern conta com os craques Robben e Ribery, além do maior artilheiro europeu do momento, Mario Gomez. Isso sem contar com a nova geração alemã talentosa de muita qualidade técnica, casos de Thomas Mueller, Toni Kroos e Bastian Schweinsteiger, responsáveis por colocar a seleção alemã entre as três melhores do mundo. Até no gol há equilíbrio, Casillas e Neuer, ambos titulares das seleções de seus países, disputam a condição de melhor goleiro do Mundo. Nas últimas pesquisas o alemão aparece em primeiro.

A decisão da Champions League em maio acontecerá no Olympiastadion de Munich. Em casa, o futebol alemão não admite ficar fora da decisão. Os indícios são fortes, o Real deve se preparar para enfrentar verdadeira guerra contra um alvo nada fácil de ser batido.

Abril chegou e Leão cumpriu o previsto

sábado, 7 de abril de 2012

O novo velho Leão cumpriu a meta de dar padrão ao tricolor até abril.

Os críticos ferrenhos do técnico Emerson Leão vão ter que engolir: abril chegou e o São Paulo merece muitos elogios e poucas críticas. Não só por estar na liderança, a equipe tem padrão de jogo e venceu os últimos 10 jogos, 8 pelo Paulistão e 2 pela Copa do Brasil. No início de março, em entrevista coletiva, Leão pediu: tenham calma, me cobrem em abril. Até lá preciso de tempo para trabalhar. O técnico cumpriu o prazo e hoje o tricolor é um dos favoritos ao título da Copa do Brasil e do Paulistão. A cobrança pode vir em forma de elogios.

Diante do Mogi Mirim novamente Leão escalou o São Paulo com apenas um volante, recuou Cícero na função de auxiliar na marcação, sem perder o aproveitamento de sua capacidade de armação. O adversário não foi qualquer equipe, o quinto colocado do Paulistão complicou a vida de muita gente e faz uma ótima campanha. O São Paulo dominou o jogo, pressionou e novamente ficou comprovado que jogar com um volante não significa fragilidade na marcação, se todo o time pressionar o adversário é possível conquistar a posse de bola sem especialistas na função.

Leão merece elogios também por hoje ser um profissional mais centrado, ciente de suas responsabilidades, sem apelar em momentos de crise. Aos 62 anos e o longo tempo distante dos gramados serviram de aprendizado. Já critiquei Leão dezenas de vezes ( talvez centenas), porém por justiça e bom senso também a qualidade de seu trabalho e a nova postura profissional devem ser elogiadas.

O São Paulo e Emerson Leão podem ser considerados os grandes destaques do primeiro trimestre de 2012 no futebol brasileiro. Em dezembro do ano passado o tricolor enfrentava uma das maiores crises técnica-tática dos últimos 10 anos. Em pouco tempo a diretoria reformulou o elenco e Leão deu uma nova cara. E essa nova cara tem  jeito de “o campeão voltou”. A confirmação dos títulos só acontecerá em campo, entretanto na atual fase não é exagero garantir que as chances são enormes, bem diferente dos últimos dois anos.

Muricy admite busca por ‘elo perdido’

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Muricy vai influenciar os demais técnicos a buscarem mudança no estilo de jogo brasileiro.

Considerado o melhor técnico do Brasil nos últimos 5 anos, Muricy Ramalho deixa de lado a vaidade e assume publicamente a intenção de recuperar um dos grandes diferenciais do futebol brasileiro perdido há duas décadas: posse de bola. E a principal ferramenta para conseguir colocar em prática é o toque de bola. Muricy reconhece o excesso de ansiedade e a necessidade descabida de sair com a bola correndo e utilizar apenas a velocidade: o tal contra-ataque. É lógico que esta fórmula é importante e deve existir, mas não a principal e muito menos a única, o que ocorre na maior parte dos grandes times do país.

A “aula” recebida do Barcelona no Mundial de Clubes marcou o técnico e os jogadores santistas. E se Muricy aplicar a lição será fundamental aos times brasileiros. O melhor técnico brasileiro, certamente servirá de referência aos demais. A posse de bola requer qualidade no passe e técnica apurada. O trabalho de base passará a valorizar jogadores com esse potencial. Deixará um pouco de lado os jogadores fortes, ágeis e velozes. É claro que continuarão sendo necessários, porém não farão parte da maioria. Para jogar a “La Barcelona”, os volantes necessitam de qualidade técnica e os meias criatividade. Não haverá espaço para os “brucutus” que só sabem marcar e não tem capacidade de fazer um passe de 10 metros. Os meias também não sairão correndo com a bola, driblando desde a intermediária e perdendo a maioria dos lances.

O Barcelona tem o conceito de jogar assim há mais de 20 anos. Aprimorou e desenvolveu um sistema tático exemplar. Muricy inicia este movimento no Brasil, espero que seja processo permanente e não apenas um modismo passageiro como tantos outros.

Messi X Ibra: venceu o talento do craque participativo

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ibra X Messi: saiu vitorioso o craque completo e participativo.

A decisão entre Barcelona e Milan não confrontou apenas duas potências tradicionais do futebol mundial, também estiveram em campo duas escolas completamente diferentes e dois craques brilhantes, porém antagônicos.

Ao lado do Barcelona, o futebol talentoso, cheio de toques e qualidade técnica-tática. Com o Milan, o estilo pragmático, forte na marcação e velocidade nos contra-ataques. Na comparação entre Messi e Ibrahimovic, o craque genial participativo diante daquele talentoso, porém egoísta, individualista e alheio ao jogo, o primeiro também triunfou.

Fiquei satisfeito (mais uma vez) em ver a vitória dos espanhóis. Quem defende o futebol de qualidade técnica, só pode torcer pelo Barça. Mais uma vez a equipe comandada por Pep Guardiola mostrou um futebol dinâmico, bem trabalhado. O Milan, dentro da tradição do futebol italiano, defendia com oito jogadores e puxava poucos contra-ataques tentando encaixar jogadas para Robinho e Ibahimovic. O Barça não chegou a ser brilhante como em outras oportunidades, entretanto fez o necessário para impor a sua maior qualidade. Com relação aos dois pênaltis, lances que merecem análise, mas não aconteceu nenhum absurdo. Dependem muito de interpretação.

Já o embate entre Messi e Ibra, fiquei satisfeito em ver o craque completo levar a melhor. Enquanto o argentino joga para o time e brilha ao lado de outros jogadores talentosos, Ibra é remanescente daqueles jogadores de alta qualidade que ficam parados esperando a bola no pé para desequilibrar. Ainda bem que com o surgimento de Messi, este tipo de jogador está em extinção. O craque também precisa participar da partida e fazer parte de um time. Tudo conspirou a favor do futebol, o talento e a qualidade técnica-tática saíram vencedoras.

CBF anuncia queda de Mano. Tite assume seleção amanhã

domingo, 1 de abril de 2012