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Petit comité de Brasil e Argentina. Puro engano

domingo, 3 de julho de 2011
Del Bosque

O técnico Del Bosque da Espanha já alertou: Copa América não será moleza para Brasil e Argentina.

Para quem analisava a Copa América como uma festinha particular de Brasil e Argentina pode repensar o seu conceito. A tendência da final continua sendo o maior clássico da América do Sul, mas a estréia com empate da Argentina diante da Bolívia mostra outra realidade da disputa. Para chegar à final, Brasil e Argentina terão que ralar barbaridade e não pode cometer erros.

O técnico da Espanha, Del Bosque chamou a atenção na semana passada, lembrando da grande fase do Uruguai, além de destacar a força da Colômbia e Venezuela.

Adiciono os sempre perigosos Chile e Paraguai, ou seja, além de Brasil e Argentina, cinco seleções podem fazer excelentes campanhas. Dos sul-americanos o Uruguai ficou em quarto lugar na Copa do Mundo, acima de Brasil e Argentina. Nem vou citar o México, mas sabemos muito bem, pode ser uma pedrinha no sapato dos grandes.

A qualidade das seleções comprova o ressurgimento da força do futebol no continente. Não considero exagero afirmar que teremos na Argentina uma pequena Copa do Mundo.

Sem meia-cancha nem Messi faz milagre

sábado, 2 de julho de 2011
Messi

Messi não conseguiu andar. Os bolivianos grudaram no craque.

Ficou flagrante a deficiência da Argentina na meia-cancha. Mais uma vez questiono a opção de jogar com três atacantes. Não acho que isso signifique jogar ofensivamente. A Argentina ficou sem criatividade na meia-cancha, Messi marcado por dois e até três bolivianos mal conseguiu andar. É bom lembrar, Messi é o melhor jogado do mundo, mas humano e não um ser extraterrestre com poderes paranormais. A mídia gosta de inventar estas baboseiras.

No intervalo do jogo o técnico Batista consertou taticamente, colocando Di Maria e Agüero. As duas mudanças deram mais consistência na armação de jogadas. Os bolivianos continuaram grudados em Messi (até nisso o craque desequilibra) e Aguero além de fazer o gol de empate, deitou e rolou porque teve liberdade.

É claro que foi uma decepção, mas ela aconteceu por questões táticas. Não adianta jogar com Messi e dois jogadores diferenciados como Aguero e Tévez, se não houver talento na criação. Com certeza, ao terminar a partida, Messi deve ter lamentado: saudades de seus companheiros  Xavi, Iniesta e Busquets, do Barcelona!

Ligações com Brasil e Kia derrubaram o River

quarta-feira, 29 de junho de 2011
Kia

O iraniano Kia teria voz ativa no River. Isso trouxe má vontade do futebol argentino com o clube.

A queda do River Plate à segunda divisão do futebol argentino foi traumática. Os dias passam e nem assim o assunto cai no esquecimento, pelo contrário, começam a surgir versões para justificar o fracasso. A má administração dos dirigentes é a principal causa, inclusive com suspeita de desvio de dinheiro. O atual presidente Daniel Passarela, assumiu no ano passado, já solicitou uma auditoria.

Outra versão que cresce em Buenos Aires, se refere à má vontade dos argentinos com o clube, pela sua estreita ligação com empresas brasileiras. Nos últimos anos Petrobrás e Tramontina são os patrocinadores do clube, o que não agrada as indústrias argentinas assim como por autoridades políticas. O futebol é transmitido pelo canal de TV do Governo Federal. Para completar, o River teria um vínculo muito forte com empresários russos, donos de jogadores, preocupados em lavar dinheiro na Argentina. Enfim, o River Plate se meteu no inferno e será muito difícil sair.

Messi pode ser tudo, menos “pecho frio”

domingo, 5 de junho de 2011

Messi deveria ser idolatrado pelos argentinos como Maradona.

A agressão sofrida por Messi em Rosário na Argentina é um exemplo de banalização do respeito ao profissional e principalmente ao ser humano. Contestado na Argentina por não ganhar títulos, até a sua nacionalidade é colocada em dúvida. Boa parte dos argentinos considera o craque um espanhol nascido na Argentina, tudo porque Messi foi contratado aos 13 anos de idade pelo Barcelona.

Até aí é uma questão de opinião e deve ser respeitada.  Este sentimento fica desfigurado quando há agressão, ofensas sem lógica. Messi pode não ganhar títulos, mas hoje é o maior craque do mundo e argentino. Só de colocar o futebol dos “hermanos” nessa posição já deveria ser razão suficiente para ser amador e idolatrado em seu país natal.

A falta de razão é tão grande que o adolescente que o agrediu (até agora não está claro se foi física ou só verbal), gritou : “ pecho frio”. Traduzindo para o bom português significa “medroso”, no popular, “pipoqueiro”.  Para mim esta é a prova da insanidade da agressão: Messi pode ser acusado de tudo, menos de pipoqueiro. O que este rapaz leva de pancada em campo, fato testemunhado pelo mundo através da televisão, não é brincadeira. Messi não sofre mais lesões porque é muito esperto e rápido: os zagueiros não acham o baixinho.

 O Brasil nos últimos 10 anos não teve jogadores próximos de Messi e os trata como deuses. O povo argentino pode ser exigente, mas não ingrato. Qualquer país do mundo, inclusive o Brasil, gostaria de ter um filho com a genialidade de Messi.

Messi está diplomado. Com ou sem Copa, é craque!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vencer uma ou duas Copas não vão deixar Messi mais craque. Ele é craque e ponto.

Eu discordo da prática de avaliar um jogador pelas conquistas coletivas. Pelé vive falando uma frase, pouco analisada pela imprensa: “eu atingi o status de Rei, porque joguei ao lado de grandes jogadores no Santos e na Seleção brasileira”. Além de ser extraordinário, Pelé contou com grandes craques ao seu lado.

O mesmo vale para Messi no Barcelona. Os títulos ganhos têm haver com o timaço do Barcelona. Pela seleção Argentina, Messi pouco ganhou. Para os críticos de Messi serve de base para dizer que ele não conseguiu o status de craque por não ganhar nada pela seleção argentina.

Discordo com veemência. É absurdo discutir a condição de craque de Messi. Independente de títulos, se continuar jogando assim até o final da carreira estará entre os maiores craques de todos os tempo. Vejam os casos de Zico, Falcão, Sócrates,  Cruyjff, Platini e outros, nunca ganharam Copas e são considerados craques inesquecíveis. De um tempo para cá, criou-se o conceito de ganhar Copa, só assim é craque.

E este conceito premia jogadores como Ronaldo, entre outros que nunca foram craques, mas fizeram gols importantes e participaram de grandes conquistas. Para exemplificar, na Copa de 1970, Jairzinho jogou demais e foi o artilheiro do Brasil, mas nunca é citado como craque, esta definição fica para Pelé, Tostão e Gerson.  Messi é craque e daqui 20 ou 30 anos ainda será referência de futebol habilidoso, criativo e sensacional.