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“Delegado”, a próxima vítima do Furacão?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

 

Antonio Lopes terá que ser delegado e bombeiro na Baixada.

Primeiro Geninho, depois Adilson Batista e agora Renato Gaúcho. Em oito meses o Atlético-PR precisou de 3 técnicos para perder o campeonato paranaense, cair fora da Copa do Brasil e ser assíduo na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro.

Não querendo “cornetar”, mas o problema definitivamente não é técnico. Adilson e Renato não estão entre os cinco melhores técnicos do Brasil, mas figuram entre os 10. Geninho há algum tempo não consegue realizar um bom trabalho, esse ainda tem uma justificativa.

Sobraram o elenco e a diretoria. O Furacão tem um grupo de jogadores experientes, muitos de ótima qualidade e “cascudos” como Renato Gaúcho gosta de dizer. Antes de sair, o treinador fez algumas críticas aos diretores. Vamos supor que seja alguma diferença entre Renato e os dirigentes.

Se o elenco não vingou, a diretoria é responsável pela aquisição de cada jogador que veste a camisa atleticana. Resumindo o papo: o problema está na diretoria. O técnico Antonio Lopes, o “Delegado” está confirmado como o novo técnico. Ele pode ser o próximo  “culpado” pelo fracasso rubro-negro. É a quinta vez que assume o clube, além de delegado terá que buscar o seu lado bombeiro para apagar o incêndio na Baixada.

Um Atletiba “água com açucar”

domingo, 28 de agosto de 2011

Renato Gaúcho tentou criar um clima mais quente no Atlético. Foi expulso.

Nem parecia um clássico. Um jogo morno sem vibração os jogadores em campo sorrindo um para outro, alguns lances mais viris e depois mil desculpas. Não estou falando em violência, mas em marcação mais forte e aquele ambiente de clássico com muita rivalidade. Renato Gaúcho ainda tentou colocar um pouco de fogo ao reclamar com mais veemência do árbitro acabou expulso. No final o empate em 1 a 1 satisfez aos dois. Cada clube somou mais um pontinho, não resolve, mas ajuda.

Em campo o Coritiba  mostrou superioridade tática e técnica. A melhor qualidade técnica fez o alviverde tomar conta do jogo, deitar e rolar na meia-cancha. Não deu nem para a torcida reclamar porque a equipe jogou bem. Já o Atlético segurou de todas as formas e tentou poucas vezes o gol. O árbitro Heber Lopes teve uma arbitragem tranqüila como diria o “senhor Boneco” apitou “dis costas”. Após o apito final todo mundo comeu um churrasquinho e hoje aproveita  o domingão.

Os ataques adversários “deitam e rolam” na dupla Atletiba

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A verdade com ou sem dor

A campanha da dupla Atletiba decepciona o torcedor paranaense. Enquanto na Série B o Paraná ainda salva a lavoura na briga direta por uma das quatro vagas à primeira divisão, o Atlético segura a lanterna e o Coxa empacou na 12ª colocação. Além das campanhas ruins, a do Furacão é puro fracasso, os dois têm algo em comum: as defensivas estão entre as cinco piores do Brasileiro.

Durante o campeonato paranaense a retaguarda rubro-negra demonstrava ser muito fraca. Após a perda da Copa do Brasil, a do Coxa resolveu acompanhar a mediocridade. O Atlético sofreu 19 gols e os coxas, 18. Para compensar e justificar a posição intermediária na classificação, o Cori marcou 21 gols superando inclusive o ataque líder do Timão com 19 gols. É o segundo ataque do campeonato perdendo apenas para o Flamengo de Ronaldinho com 24 gols.

Na partida diante do Ceará o Furacão jogou bem melhor perdeu um monte de gols e para “coroar” a má fase conseguiu levar dois gols no final do jogo e levar uma virada. Já o Coritiba também entrou diante do São Paulo pensando estar em um jogo contra o Cianorte. Foi para cima e deixou tudo aberto. Tomou quatro sem muito esforço. A dupla Atletiba deve buscar novas alternativas defensivas, caso contrário a barra pode pesar ainda mais. Não duvidem na possibilidade de termos Atletiba na Série B em 2012. O torcedor alviverde pode achar exagero, basta observar a classificação: o Coxa está apenas 3 pontos do 17º colocado, o Santos que tem 3 jogos a menos e vai recuperar. No Atlético o sinal já está vermelho… no Coxa chegou a hora de acender o amarelo.

Renato é uma boa? Só se reforçar a defesa

terça-feira, 5 de julho de 2011
Renato Gaúcho

Reanto é uma ótima opção para o Furacão, desde que venham reforços para a defesa.

Depois de Geninho e Adilson Batista, o técnico Renato Gaúcho surge como salvação para o Atlético-PR. Desde a vinculação do nome do ex-tecnico do Grêmio como a primeira opção, a torcida tem perguntado: será a solução?

Desde fevereiro venho alertando neste blog, a defesa atleticana com as saídas do goleiro Neto, zagueiro Rhodolfo e o volante Chico ficou vulnerável. Além disso, Manoel entrou em má fase após a negativa da diretoria em negociá-lo com o Corinthians.

         O Furacão precisa urgente de pelo menos um zagueiraço, lateral-esquerdo e volante, todos de muita qualidade. Caso contrário, Renato cai em menos de 60 dias. Adilson fez de tudo jogou com três zagueiros, três volantes, mas não adiantou. O problema do elenco é qualidade mesmo.

        Quanto a Renato é um técnico do mesmo nível de Adilson Batista, Geninho, Cuca e de mais alguns. Não está entre os cinco melhores, mas também não é enganador. Assim como Adilson era uma ótima opção, Renato também é, desde que a diretoria arrume a retaguarda.

Coxa vence com 3 volantes, Furacão perde só com dois

segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sem perdão

A verdade com e sem dor

O técnico Adilson Batista foi crucificado quando escalou o Atlético em rodadas passadas com três volantes. A atitude desesperada visava fechar a defesa rubro-negra, uma verdadeira peneira. No último jogo, o Atlético enfrentou o Fluminense apenas com Marcelo e Cleber Santana, mas este último há muito tempo não é mais volante joga mais de armador, não tem fôlego para correr atrás dos adversários: perdeu de 3 de um time que anda mal das pernas. Paulo Baier, Madson e Branquinho não sabem marcar com qualidade.

Já o Coritiba ganhou de três do Ceará e não ouvi nenhum comentário sobre o fato de jogar com três volantes. Willian, Leo Gago e Tcheco são volantes, mas têm qualidade técnica. Os dois casos são exemplos claros dos conceitos equivocados de achar que volante significa retranca ou fraqueza ofensiva. Pelo contrário, no futebol atual o clube que tem dois ou três volantes versáteis com potencial de defender e atacar, está um andar acima dos demais.

Se o Coritiba empatasse, com certeza Marcelo Oliveira levaria pau porque jogou com três volantes, como ganhou, tudo é festa. E o Atlético caso ganhasse, o técnico interino seria genial e competente. É claro que o resultado direciona uma série de circunstâncias, mas não pode mexer na coerência. Uma equipe só consegue vencer e ganhar títulos se tiver uma defesa segura, a meia-cancha que marque e crie jogadas, completadas por um ataque que não desperdiça muitas chances de gol. Simples e definitivo, o restante é papo jogado fora, movido a conceitos ultrapassados e muitas vezes passionais.