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O fator Paulo Baier no Furacão

sábado, 11 de junho de 2011
Paulo Baier

Paulo Baier pode ser muito importante para o Atlético, mas em momentos especiais.

Poucos jogadores no futebol brasileiro têm a qualidade de bater na bola como Paulo Baier. Na bola parada é mestre, mas o futebol é mais do que isso. Aos 36 anos, Baier não tem mais vigor para atuar 90 minutos em todas as partidas do Brasileirão. Muitos jovens também não têm para encarar esta maratona. Colocá-lo no banco como opção não é desperdício, pelo contrário, é uma questão de preservação do talentoso meia.

A entrevista dada ontem por Madson, substituto de Baier, explica bem a situação. Paulo pode ficar no banco e entrar no decorrer da partida e decidir. No Brasil existe esta necessidade de entrar jogando, ser titular. Na semana passada, Petkovic despediu-se do futebol e do Flamengo. Aos 38 anos, poderia jogar até o final do ano, desde que aceitasse o banco de reservas e entrasse nos últimos 20 minutos de jogo. Luxemburgo nem tentou esta opção, pois sabe muito bem: Pet não aceitaria e conturbaria o ambiente.

Talvez tenha chegado a hora de Baier se conscientizar de viver um novo momento. Ser preservado para os grandes jogos e momentos decisivos das partidas. Como está acima da média, Baier sempre chama a atenção pelos seus lances diferenciados. O problema está na recomposição da meia-cancha quando o adversário ataca, não tem mais gás para isso.

Criticado, o técnico Adilson Batista chegou a escalar três volantes para compensar a defasagem causada por Baier e assim deixá-lo mais livre para criar e atacar. Não deu certo. Com Madson a transição da meia-cancha para o ataque será mais rápida, além de ser opção para puxar os contra-ataques em jogos fora de casa. A importância de Paulo Baier é inquestionável, mas hoje deve ser utilizada nos momentos necessários e decisivos.

Mengão dá o cartão de visita. Furacão não se emenda

domingo, 22 de maio de 2011
Luxa

Luxemburgo larga bem com o Fla no Brasileirão. Será que agora vai?

Na largada do campeonato brasileiro neste sábado os destaques ficam por conta da fartura de gols do Flamengo diante do Avaí e pela “trocenta” vez a fragilidade da defensiva do Atlético-Pr. O Flamengo enfrentou um Avaí preocupado com a Copa do Brasil e alguns reservas em campo, mas não tira o brilho de uma goleada de 4 a 0. Para fazer quatro gols, a equipe precisa de qualidade. Se não for competente não consegue marcar gols. Destaque para a meia-cancha onde Thiago neves e Bottineli evoluem e prometem um belo campeonato. Ronaldinho entrou no embalo dos dois e parece decidido a mostrar mais bola.

Já o Atlético continua com a sua defensiva altamente vulnerável. Se no campeonato paranaense  tomou uma chuva de gols, no Brasileiro, caso não arrume a cozinha, vai sofrer um vendaval. Só nos Atletibas, o maior clássico paranaense na grande maioria das vezes com placares apertados, o Coxa fez 4 no primeiro jogo e 3 dentro da Arena da Baixada.

O que lamento é a situação do excelente Adilson Batista. Logo ele levará a culpa. No fundo Adilson tem entrado em barcas furadas. Mais um revés com goleada, balança e vai pagar pela falta de visão dos dirigentes. Fabrício foi contratado, mas até se adaptar e chegar ao ponto ideal pode ser muito tarde. O tempo passou ninguém fez nada, o Furacão perdeu força e hoje virou uma simples brisa.

Furacão “tomou mais uma vez” por causa da zaga baba

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Renan apareceu para salvar o Furacão de vexames maiores.

Lamentável! Não encontro outra palavra para definir a desclassificação do Atlético da Copa do Brasil. E não merecia! Analisar o fracasso até causa indignação, porque desde fevereiro este blog vem alertando a falta de um setor defensivo seguro. A comprovação disso foram os três gols sofridos do Vasco nos jogos da Copa do Brasil. Todos aconteceram pelas laterais e a falta de antecipação do miolo de zaga. A situação não é pior porque este menino Renan cresceu nas partidas diante do Vasco e conseguiu fazer esquecer Neto. Salvou o Atlético com defesas sensacionais. Tem um belo futuro.

O Atlético traz Cleber Santana e não prioriza a lateral-esquerda e dois zagueiros. Ganhar do Atlético é fácil. Explorar as jogadas pelas beiradas do campo e cruzamentos para a área, vira um salseiro. Não é possível o departamento de futebol não ter a competência de constatar a fragilidade defensiva. Levou pau no paranaense. Só o Coxa passeou, enfiou sete gols nos dois Atletibas,  três dentro da Baixada. Em 2010 seria uma epopéia conseguir fazer dois, três nem pensar. No primeiro turno, no Alto da Glória, o Furacão marcou dois gols no alviverde. Se a defesa fosse boa pelo menos poderia conseguir um empate, levou quatro. Ninguém faz dois gols no Coxa em sua casa com facilidade.

A teimosia da diretoria é irritante. Existe algo estranho. Começo a acreditar que empresários defendem interesses escusos em detrimento do clube. Não é possível em quatro meses ter uma avenida na zaga e ninguém fazer nada. Em poucos meses o Atlético já está no terceiro técnico e se continuar assim irá para o quarto. E a defesa, continua a mesma… uma baba!

Cleber Santana? Seria melhor dois zagueiraços, Furacão!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Cleber Santana está encostado há um ano Morumbi e ganha 200 paus pior mês.

A diretoria do Atlético continua ignorando a necessidade de fortalecer e bastante o seu setor defensivo. O Furacão está prestes a contratar Cleber Santana junto ao São Paulo. Santana ganha 200 paus e não vai solucionar nada para o Atlético. No setor o rubro-negro já tem Paulo Baier, Branquinho e Madson que podem jogar como armadores. Terá explicação caso seja concluída a transação iniciada em janeiro com Branquinho. O meia estava praticamente acertado com o São Paulo.

Mesmo assim é trocar um jogador de qualidade com futuro, por outro inativo, encostado e de idade avançada.

Posso estar enganado, mas será outra dor de cabeça na Baixada. Com os 200 mil por mês dá para contratar dois zagueiraços (60 mil de salário para cada um), um volante (80 mil traz um ótimo jogador) e fechar a avenida no miolo da zaga.

Para se ter idéia, o ídolo e capitão Chicão no Corinthians ganha 120 mil. O goleiro Márcio contratado junto ao Prudente é excelente e mais três jogadores para o setor defensivo, o Atlético começa a estruturar o time para pelo menos figurar entre os 12 melhores do Brasileirão.

A defesa do Furacão continua “doando o ouro”

domingo, 8 de maio de 2011
Sem perdão

A verdade com ou sem dor

A diretoria do Atlético anuncia jogadores para a meia-cancha e ataque. Tudo menos defesa. Não precisa ser especialista para ver a deficiência do setor defensivo do Furacão. No dia 21 de janeiro (está na íntegra neste blog), escrevi o primeiro post sobre este assunto. Eu alertei o seguinte: “Enfim, não há cabeça no lugar que suporte tanta coisa. As ofertas de empresários e clubes mexem com qualquer um. O Atlético ficou sem Neto um dos melhores goleiros do Brasil, Manoel está perdidão e tem falhado, Rhodolfo não joga e Chico deixou a Baixada.Todo o setor defensivo está comprometido, este que foi o ponto alto da equipe em 2010. Por isso o rubro-negro sofreu nos dois primeiros jogos. Com a defesa instável a insegurança tomou conta do restante”.

Na época Rhodolfo ainda estava na Baixada. Em apenas duas rodadas do primeiro turno do paranaense já dava para ver o filme de terror que virou a defensiva com o desmanche.

 Não vou me estender muito. No campeonato paranaense, o Atlético sofreu 32 gols, enquanto os coxas levaram 17, ou seja, praticamente a metade. As defesas do Operário, Cianorte e Arapongas tomaram menos gols, 25 tentos cada uma. Se o rubro-negro não arrumar e bem arrumadinha a defesa estará correndo risco de deixar a primeira divisão da série A do Brasileiro. Na quarta-feira a sorte do Atlético ficou por conta da fragilidade da defesa vascaína. Com exceção dos excelentes Fernando Prass (goleiro) e Dedé (zagueiro), o restante da retaguarda é tão fraca quanto a  do Atlético. Por isso o placar terminou 2 a 2. Foi falhas dos dois lados.

O furacão já está atrasado, deveria ter contratado antes. Uma defensiva não fica entrosada do dia para a noite. Mesmo assim dependendo da qualidade dos reforços, o rubro-negro ainda pode se safar. Precisa urgente de dois zagueiros, um lateral-esquerdo e dois volantes de qualidade. O resto o rubro-negro tem jogadores do nível dos demais do futebol brasileiro.