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O coadjuvante Daniel Alves e nada mais

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Daniel Alves

O lateral Daniel Alves salva a imagem brasileira na Europa.

Mais uma vez na escalação da seleção do mundo de 2011 o Brasil aparece como coadjuvante. Vários nomes conhecidos e craques. Do Brasil, apenas o lateral Daniel Alves. Onde estão os meias e atacantes brasileiros? Não tem né! Realmente esta é a maior prova que nos últimos anos o Brasil não revelou ninguém que mereça indicação. Nem falo em Neymar, aos 19 anos, está construindo um caminho de sucesso, ainda precisa de mais conquistas individuais e coletivas.

O último representante brasileiro foi Kaká que ainda viveu um ano de problemas físicos. Ele é o nosso melhor jogador no exterior. Robinho ficou no “chove, mas não molha”. O futebol brasileiro está num momento de reflexão. Temos D’Alessandro e Montillo, os melhores meias de armação do nosso país. Os dois são argentinos.

Talvez em 2012, Paulo Henrique Ganso volte a pensar em jogar bola. Concentrado em apenas jogar bola e deixar de lado esta história de Europa, a parte física irá melhorar. A ansiedade de Ganso tem prejudicado a cabeça e por consequência o rendimento físico e técnico.

As categorias formadoras de jogadores têm que deixar de lado este conceito de buscar jogadores, altos, fortes e velozes. Precisamos de mais pensadores, gente que pare e saiba o que fazer com a bola e não apenas correr com ela ou atrás dela.

Mano “gasta vela boa com defunto ruim”

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ralf, 27 anos, é um competente marcador, mas não tem talento para disputar uma Copa do Mundo.eção.

Não é questão de opinião, os fatos comprovam que o futebol brasileiro não pode mais viver de badalação e falsas promessas. Enquanto vemos as principais seleções do mundo compostas de jogadores talentosos, o Brasil se rende a Ralf, Lucas Leiva, Paulinho, Elano e outros. Rapidamente vou citar os jogadores que atuam na meia-cancha das melhores seleções do mundo: Espanha – Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Fábregas;  Alemanha – Müller, Özil, Kroos e Schweinsteiger; Inglaterra – Gerrard, Lampard, Ashley Young;  Holanda – Sneijder, Robben, Van der Vaart.

Em comum dois fatos inquestionáveis: As quatro possuem jogadores talentosos na meia-cancha e estão acima do Brasil no ranking de seleção da FIFA. A menos de 3 anos da Copa do Mundo, o técnico Mano Menezes não renovou como prometeu. Ralf, Paulinho, Lucas Leiva, Hernanes, Elias estão na faixa dos 25 anos, na Copa próximos dos 30. Renovação mesmo tivemos Dedé, Neymar, Leandro Damião e Marcelo na faixa dos 20 anos. Também tem Hulk com 24 anos, mas ele tem qualidade para jogar na seleção. É evidente que a idadé não é o mais importante, o problema reside mesmo na falta de criatividade e qualidade técnica destes jogadores, são verdadeiros soldados competentes. O Brasil perde tempo e gasta vela boa em defunto ruim. Um exemplo de renovação seria Mano fixar a meia-cancha da seleção com Arouca, Casemiro, Lucas e Paulo henrique Ganso e deixar jogar. Aposto que em seis meses o Brasil voltará ser respeitado. A meia-cancha terá talento e força para enfrentar as melhores seleções do mundo, mesmo assim sem ser favorito. Esta é a verdade nua e crua. Resta mesmo lamentar. Afinal, é o que temos!

Muda já, ou Brasil fica assim… só enganando

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A verdade com ou sem dor

A decepção na decisão do Mundial de Clubes não pode ser tratado como caso isolado, apenas o fracasso de um jogo. Não é, longe disso. O futebol brasileiro necessita de reformulação na CBF, passando pelos clubes, técnicos, jogadores, imprensa e torcedores. O mestre Tostão cansa de escrever colunas sobre o assunto, Sócrates morreu repetindo a mesma coisa. Aqui neste blog também foram dezenas de comentários sobre este tema. Vou tentar escrever uma síntese rápida para que o leitor não fique cansado. Poderia escrever umas 30 páginas.Vou resumir os meus pensamentos. A CBF é hoje uma empresa de marketing. Vende uma marca: a do país do futebol. Cobra fortunas por amistosos, fecha patrocínios milionários e não investe nada na  formação de jogadores e qualidade técnica. Nos clubes as más administrações são divididas entre pessoas desqualificadas, aproveitadores e passionais. Grupos empresariais tomaram conta pensando apenas em investir e ter lucros fabulosos em pouco tempo. Os técnicos estão limitados a um estilo de jogo. Marcação forte, velocidade nos contra-ataques, objetividade extrema e treinar jogadas de bola parada, hoje a maior arma do futebol brasileiro. Não há mais prazer em jogar futebol e sim só pensar em fazer gol e depois segurar o resultado. Já os jogadores nem bem completam 18 anos, projetam Europa e ficar ricos. Nas peneiradas são escolhidos jogadores de altos, fortes, boa técnica e rápidos. A técnica fica em segundo plano, prevalece a compleição física. A Europa gosta muito de jogadores com este perfil. A imprensa então procura manter a idolatria de jogadores medianos. Mal surgem e os elegem para defender a seleção brasileira. São denominados craques. um verdadeiro sacrilégio. O Corinthians foi campeão brasileiro e grande parte da imprensa enaltece Paulinho e Ralf. Nenhum dos dois teria capacidade de jogar na seleção espanhola, alemã, holandesa inglesa, francesa ou argentina. O Brasil está tão pobre que se contente com muito pouco. E os torcedores? Brigam, matam por nada. Quando um time pretende jogar futebol, trabalhar a bola recebe vaia. O torcedor apoia a mentalidade de correria e buscar o gol sem a menor qualidade, apenas objetividade. Existe pressa em ganhar o jogo e sem se preocupar em mostrar o verdadeiro futebol brasileiro. É a ansiedade dos fracassados. Vemos em campo aquela diretriz social: tempo é dinheiro. A questão não é jogar bonito, mas sim jogar futebol. Simples assim.

Até que o Gabão não é tão ruim

quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Hernanes

Hernanes era volante e agora atuando na meia tem lugar na seleção?

É claro que o título deste comentário é uma ironia. O Brasil ganhou da seleção do Gabão por 2 a 0 e não mostrou absolutamente nada. Ouvi de um comentarista a seguinte pérola: o Hernanes vai conquistando espaço na seleção. Que espaço? Perdeu um gol feito ao tentar marcar um gol de craque por cobertura e jogou bem, mas diante da frágil marcação adversária não vale como referência. Só faltou elogios à defensiva.

Este tipo de amistoso não dá nem para elogiar e muito menos criticar. Enfrentar o Gabão não mexe com ninguém. É claro de que alguns jogadores deveriam ralar para mostrar bola e assim conquistar o Mano, mas no fundo sabem que não têm capacidade de jogar na seleção e muito menos uma Copa do Mundo.

Não dá para entender o Mano. Contra seleções de grande porte escala três atacantes. Diante do Gabão, joga no 4-4-2. Pelo jeito o esquema muda conforme os jogadores convocados. Não deu para levar Neymar, então joga só com dois atacantes. Não há time que pegue padrão. Se a intenção é jogar no 4-3-3 precisa manter o esquema diante da Alemanha ou contra o Suriname.

Voltando ao Hernanes, se Mano jogará com dois volantes e um armador, quais são as chances de Hernanes atuar de armador com o treinador brasileiro por ter Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Paulo Henrique Ganso e Lucas. Mesmo que mude o esquema, de novo, para um 4-4-2 será tarefa quase impossível. Então nem mesmo a boa atuação de Hernanes serviu para alguma coisa.

Falta pouco à FIFA mandar pra “pqp”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A verdade com ou sem dor

Não sou defensor da FIFA, mas o Brasil está de brincadeira. O secretário-geral da entidade, Jèrôme Valcke deu uma entrevista bem interessante ao “Estadão” e três coisas me chamaram a atenção: a primeira e mais importante, o Brasil assinou em 2007 o documento concordando com as diretrizes e exigências da FIFA.

A segunda, a entidade já fez muitas concessões em várias áreas. E para concluir, Valcke afirmou literalmente não importar se as obras terão ou não dinheiro público. Ele quer tudo pronto.

Sou obrigado a concordar com as três afirmações. Não gostaria, mas como contrariar o secretário-geral se o fatos são reais e justos. O Brasil sabia muito bem que a cerveja Heineken patrocina a Copa e estará nos estádios. O Brasil assinou toda a documentação sabendo das exigências. Como assinou, precisa respeitar e cumprir.

Com relação às concessões, a FIFA mostrou realmente maleabilidade, como por exemplo, pelas diretrizes, São Paulo estaria fora da abertura da Copa, pois o Fielzão começou a ser construído recentemente. A entidade ignorou os prazos determinados.

Para fechar, a FIFA não tem nenhuma responsabilidade com a origem dos investimentos. O país assumiu o compromisso de sediar a Copa e terá que cumprir o seu papel. Apesar das dúvidas que cercam a FIFA, dessa vez não dá para criticar, eles estão apenas cobrando aquilo que o Brasil prometeu e assinou que irá realizar.