Tenho acompanhado com atenção as discussões sobre a autorização da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014. A briguinha entre parlamentares tem haver mais por interesses diversos de que propriamente com o assunto em questão. O Brasil assumiu compromisso perante a FIFA e terá que cumprir. Falar em bebida alcoólica não reflete bem a realidade: a FIFA quer a liberação da cerveja Budweiser, sua patrocinadora, não fala em whisky, vodka etc e tal. Essas podem continuar proibidas. A questão não é a cerveja, mas quem bebe e o que faz depois.
Também não consigo entender toda esta celeuma, quando é de conhecimento público de o problema reside em encher a cara de destilados e até misturar com drogas ilícitas. A cerveja não responde nem por 10% da violência nos estádios. Além disso, se o pessoal quiser, enche a cara nos botecos e depois vai ao estádio.
No Catar a proibição é total. A pessoa que consumir qualquer bebida alcoólica simplesmente será expulsa do país. Somente estrangeiros podem beber, mesmo assim em determinados lugares e sob licença especial. Lá a FIFA já conseguiu um acordo preliminar à Copa que acontecerá em 2022.
Não estou aqui fazendo apologia da venda de cerveja, apenas não consigo assimilar a importância de tanta discussão. O público de uma Copa do Mundo não irá ao estádio pensando em briga, mas sim ver um espetáculo que há mais de 60 anos não acontece em terras brasileiras. Sempre existe exceção e é nela que os políticos deveriam gastar os seus “preciosos neurônios”.
Em minha opinião os marginais e vândalos não pretendem assistir aos jogos, estarão mais preocupados em assaltar os torcedores estrangeiros e gerar baderna nas ruas. É preferível debater exaustivamente a prevenção da segurança nas ruas e tratar da organização. Gastam muito tempo preocupados com o sujeito que vai ao estádio tomar uma cervejinha e assistir ao jogo, como se ele fosse o motivo real de preocupação diante de um evento gigantesco como a Copa do Mundo.









