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Mano precisa urgente de um “cão-guia”

sexta-feira, 2 de março de 2012

Até o Mano fica com sono ao ver o Brasil jogar: é melhor agir rápido e renovar de verdade.

O técnico da seleção brasileira chega a ficar anestesiado de tanta crítica. É lugar comum meter o pau no treinador que dirige o time mais popular do mundo. Não dá para exagerar porque ninguém sabe de verdade as pressões e interesses que o obrigam a tomar certas decisões. Quando assumiu o comando em 2010, o papo era de renovação, formação de uma seleção jovem. É claro com a mescla de gente experiente, porém experientes de qualidade.

A coerência tão peculiar nas atitudes do técnico Mano Menezes está perdida. Ficou cego e não consegue ver determinadas situações tão claras, ou não pode ver. Não sei de fato. Seria leviandade afirmar categoricamente o que penso, apesar de ter convicção. Ronaldinho não dá mais, Julio César vive há muito tempo uma fase ruim, até mesmo na Inter de Milão. Será que Mano não assiste aos jogos do campeonato italiano transmitidos pela ESPN ou só recebe permissão para ver outros canais. Da CBF eu espero tudo.

Mano perdeu 1 ano e meio dos 4 que tinha até a Copa. Deveria testar jovens exaustivamente. Não adianta testar os mais experientes, todo mundo já sabe o que podem render. Também não pode colocar um garoto de 20 e poucos anos para jogar uma ou duas partidas. Necessita de pelo menos 10 para comprovar se tem ou não capacidade de vestir a amarelinha. Vou insistir: não consigo entender porque Arouca do Santos não recebe uma oportunidade. Estou começando a pensar que é medo. Caso Arouca jogue muita bola não poderá mais chamar Paulinho, Elias, Lucas Leiva e outros protegidos.

A seleção necessitará de pelo menos 15 jogadores jovens visando a Copa. E até 2014 deverão rodar bastante para chegarem calejados e prontos para encarar uma Copa. Contra a Bósnia perdeu mais uma grande oportunidade. Ganso poderia adquirir mais experiência internacional, preferiu Ronaldinho alienado ao jogo.

É bom ressaltar que a Bósnia não é tão ruim como falam. Hoje está em 19 º lugar no ranking da FIFA, no final do ano passado empatou com a França, que na terça-feira venceu a Alemanha na casa dela.

De novidade na seleção, Jeferson, Dedé, David Luis, Ganso, Lucas, Neymar e Damião. Muito pouco para quem renovaria a seleção. Se o Mano não abrir os olhos e deixar a “cegueira” de lado, logo não verá mais o horizonte no comando da seleção.

R-10 apagado, JC falhou… nada mudou

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Apesar de não estar em grande fase, Kaká é mais digno de vestir a 10 da seleção.

O tempo passa, o tempo voa e a seleção brasileira continua longe de estar numa boa. Não há a menor perspectiva de alimentar grandes esperanças no tal projeto do técnico Mano Menezes. O time brasileiro não transmite confiança, não possui brilho. Ganhou da Bósnia porque achou um gol contra nos últimos minutos de jogo e no geral o resultado justo seria um empate.

Não vou escrachar apenas o Mano. Ele convoca aquilo que tem de melhor. A pobreza técnica do futebol brasileiro não proporciona muitas opções. A convocação para a partida de ontem o maior pecado foi a convocação de Ronaldinho Gaúcho. Muito mistério nesta convocação porque R-10 anda apagado há muitos anos. Se não consegue resolver os problemas do Flamengo, não dá para pensar em seleção. Como relações públicas, Ronaldinho é 10, sem dúvida. O seu prestígio eleva a badalação à seleção, já dentro de campo o 1 do 10 some… resulta 0.

Júlio César também não consegue mais ser aquele goleiro que inspirava confiança. Já tem até gozação em cima dele, estão chamando de “Júlio Chester”. O goleiro do poderoso Brasil não pode chegar a tal ponto. A defensiva tem jogadores de qualidade. As laterais não preocupam, Daniel Alves e Marcelo estão entre os melhores do mundo. Na zaga Dedé e Thiago Silva são excelentes e David Luis apesar de falhar ontem, tem um belo futuro. Querendo ou não, o “véio” Lúcio ainda pode ser útil. Na Copa estará com 36 anos, temos muitos jogadores na Copa com esta idade. Vale mesmo a parte física, se estiver bem, nada a questionar.

Na meia-cancha reside o grande problema. Com exceção de Paulo Henrique Ganso, a seleção não tem talentos. A convocação de Ronaldinho talvez seja justificada por desespero de Mano. Se for isso, vale mais apostar no Kaká. Os volantes são muito fracos. Aí reside a maior deficiência de Mano, insiste em jogadores do Corinthians: Ralf e Paulinho. São limitados e não podem jogar na seleção brasileira. São excelentes no Corinthians, mas não estão no patamar de uma seleção. Já escrevi diversas vezes, gostaria de ver Arouca, tem mais qualidade e velocidade na saída de bola e Hernanes ao seu lado. Nas meias Kaká pela direita e Ganso na esquerda. Diego (ex-Santos) voltou a jogar bem no Atlético de Madri, tem talento, é diferenciado e poderia receber uma oportunidade. Melhor que Fernandinho e outros com certeza será.

No ataque Neymar  e Leandro Damião estão amadurecendo, ainda tem Hulk que encaixou bem com a camisa canarinha. Robinho também é opção, deixou de ser absoluto, mas pode ser importante para compor o grupo. As opiniões são diversas, cada um pensa de uma forma, mas tenho certeza que há unanimidade na impressionante falta de qualidade técnica da seleção e o tempo perdido na formação de pelo menos uma seleção digna da tradição do futebol brasileiro.

O coadjuvante Daniel Alves e nada mais

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Daniel Alves

O lateral Daniel Alves salva a imagem brasileira na Europa.

Mais uma vez na escalação da seleção do mundo de 2011 o Brasil aparece como coadjuvante. Vários nomes conhecidos e craques. Do Brasil, apenas o lateral Daniel Alves. Onde estão os meias e atacantes brasileiros? Não tem né! Realmente esta é a maior prova que nos últimos anos o Brasil não revelou ninguém que mereça indicação. Nem falo em Neymar, aos 19 anos, está construindo um caminho de sucesso, ainda precisa de mais conquistas individuais e coletivas.

O último representante brasileiro foi Kaká que ainda viveu um ano de problemas físicos. Ele é o nosso melhor jogador no exterior. Robinho ficou no “chove, mas não molha”. O futebol brasileiro está num momento de reflexão. Temos D’Alessandro e Montillo, os melhores meias de armação do nosso país. Os dois são argentinos.

Talvez em 2012, Paulo Henrique Ganso volte a pensar em jogar bola. Concentrado em apenas jogar bola e deixar de lado esta história de Europa, a parte física irá melhorar. A ansiedade de Ganso tem prejudicado a cabeça e por consequência o rendimento físico e técnico.

As categorias formadoras de jogadores têm que deixar de lado este conceito de buscar jogadores, altos, fortes e velozes. Precisamos de mais pensadores, gente que pare e saiba o que fazer com a bola e não apenas correr com ela ou atrás dela.

Mano “gasta vela boa com defunto ruim”

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ralf, 27 anos, é um competente marcador, mas não tem talento para disputar uma Copa do Mundo.eção.

Não é questão de opinião, os fatos comprovam que o futebol brasileiro não pode mais viver de badalação e falsas promessas. Enquanto vemos as principais seleções do mundo compostas de jogadores talentosos, o Brasil se rende a Ralf, Lucas Leiva, Paulinho, Elano e outros. Rapidamente vou citar os jogadores que atuam na meia-cancha das melhores seleções do mundo: Espanha – Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Fábregas;  Alemanha – Müller, Özil, Kroos e Schweinsteiger; Inglaterra – Gerrard, Lampard, Ashley Young;  Holanda – Sneijder, Robben, Van der Vaart.

Em comum dois fatos inquestionáveis: As quatro possuem jogadores talentosos na meia-cancha e estão acima do Brasil no ranking de seleção da FIFA. A menos de 3 anos da Copa do Mundo, o técnico Mano Menezes não renovou como prometeu. Ralf, Paulinho, Lucas Leiva, Hernanes, Elias estão na faixa dos 25 anos, na Copa próximos dos 30. Renovação mesmo tivemos Dedé, Neymar, Leandro Damião e Marcelo na faixa dos 20 anos. Também tem Hulk com 24 anos, mas ele tem qualidade para jogar na seleção. É evidente que a idadé não é o mais importante, o problema reside mesmo na falta de criatividade e qualidade técnica destes jogadores, são verdadeiros soldados competentes. O Brasil perde tempo e gasta vela boa em defunto ruim. Um exemplo de renovação seria Mano fixar a meia-cancha da seleção com Arouca, Casemiro, Lucas e Paulo henrique Ganso e deixar jogar. Aposto que em seis meses o Brasil voltará ser respeitado. A meia-cancha terá talento e força para enfrentar as melhores seleções do mundo, mesmo assim sem ser favorito. Esta é a verdade nua e crua. Resta mesmo lamentar. Afinal, é o que temos!

Muda já, ou Brasil fica assim… só enganando

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A verdade com ou sem dor

A decepção na decisão do Mundial de Clubes não pode ser tratado como caso isolado, apenas o fracasso de um jogo. Não é, longe disso. O futebol brasileiro necessita de reformulação na CBF, passando pelos clubes, técnicos, jogadores, imprensa e torcedores. O mestre Tostão cansa de escrever colunas sobre o assunto, Sócrates morreu repetindo a mesma coisa. Aqui neste blog também foram dezenas de comentários sobre este tema. Vou tentar escrever uma síntese rápida para que o leitor não fique cansado. Poderia escrever umas 30 páginas.Vou resumir os meus pensamentos. A CBF é hoje uma empresa de marketing. Vende uma marca: a do país do futebol. Cobra fortunas por amistosos, fecha patrocínios milionários e não investe nada na  formação de jogadores e qualidade técnica. Nos clubes as más administrações são divididas entre pessoas desqualificadas, aproveitadores e passionais. Grupos empresariais tomaram conta pensando apenas em investir e ter lucros fabulosos em pouco tempo. Os técnicos estão limitados a um estilo de jogo. Marcação forte, velocidade nos contra-ataques, objetividade extrema e treinar jogadas de bola parada, hoje a maior arma do futebol brasileiro. Não há mais prazer em jogar futebol e sim só pensar em fazer gol e depois segurar o resultado. Já os jogadores nem bem completam 18 anos, projetam Europa e ficar ricos. Nas peneiradas são escolhidos jogadores de altos, fortes, boa técnica e rápidos. A técnica fica em segundo plano, prevalece a compleição física. A Europa gosta muito de jogadores com este perfil. A imprensa então procura manter a idolatria de jogadores medianos. Mal surgem e os elegem para defender a seleção brasileira. São denominados craques. um verdadeiro sacrilégio. O Corinthians foi campeão brasileiro e grande parte da imprensa enaltece Paulinho e Ralf. Nenhum dos dois teria capacidade de jogar na seleção espanhola, alemã, holandesa inglesa, francesa ou argentina. O Brasil está tão pobre que se contente com muito pouco. E os torcedores? Brigam, matam por nada. Quando um time pretende jogar futebol, trabalhar a bola recebe vaia. O torcedor apoia a mentalidade de correria e buscar o gol sem a menor qualidade, apenas objetividade. Existe pressa em ganhar o jogo e sem se preocupar em mostrar o verdadeiro futebol brasileiro. É a ansiedade dos fracassados. Vemos em campo aquela diretriz social: tempo é dinheiro. A questão não é jogar bonito, mas sim jogar futebol. Simples assim.