
A justiça ainda não condenou Bruno. Até lá ele continua sendo um profissional da bola e não um mandante de crime.
A autorização que Bruno recebeu na segunda-feira para usar roupa apropriadas em seus trabalhos no Presídio Nelson Hungria, em Contagem, é apenas o início de uma dura luta que poderá permitir ao goleiro um trabalho profissional.A intenção da sua defesa é para que Bruno seja acompanhado por um preparador físico e por um preparador de goleiros em suas atividades diárias.
Hoje o advogado do atleta do Flamengo, Robson Pinheiro Melo, terá uma reunião com o secretário do sistema prisional do estado para solicitar uma avaliação física de Bruno por profissionais qualificados no esporte.
PITACO DO MION – Não acho nenhum absurdo. Infelizmente no Brasil, o camarada é culpado e tem que provar a sua inocência. Nos países mais desenvolvidos, alguém acusado de crime sempre é inocente até a justiça condená-lo como culpado. Pelo que sei, as evidências contra Bruno são fortes, mas não existe uma prova cabal. Baseado nisso, reforço a minha tese e não vejo nenhum problema em treinar diariamente. E se for absolvido? Voltará a exercer a sua profissão. Assim vale para qualquer outro ser humano. Se o prisioneiro é pintor não vejo razão para não exercer a sua profissão dentro do presídio. A sociedade condena o suposto responsável pelo crime, a perder a liberdade, o livre arbítrio de ir e vir. Agora não significa que tenha que vegetar em uma cela. Após Bruno ser julgado, e culpado, aí sim outra fase da punição deverá ser imposta. Sem isso, ele continua sendo suspeito de ter cometido um crime.




