Fiquei decepcionado com a tal visita de Romário a Ronaldo para saber qual a função do fenômeno no COL. Parece ter saído da reunião convencido, porém espero, que não esteja iludido. A amizade e o respeito por Ronaldo podem desviar atenção, a rigidez da atuação do baixinho no controle dos assuntos relacionados à organização da Copa do Mundo de 2014. A minha impressão do encontro é de o deputado ter amolecido pelo menos um pouco.
Talvez até seja uma estratégia sorrateira de Ricardo Teixeira, colocar Ronaldo no circuito para neutralizar o amigo. Ele estava incomodando demais. O fenômeno sempre fez parte da administração de Teixeira, inclusive na Copa de 2002, o presidente da CBF jogou forte para tirar Romário do torneio e assim não ofuscar Ronaldo. Infelizmente a mídia e os torcedores engoliram aquela história da família Scolari, e Romário não tinha o perfil do grupo. Vingou a bravata porque o Brasil foi penta. Na verdade os interesses comerciais em Ronaldo estavam acima de tudo. O campo ficou livre, o fenômeno aproveitou bem a chance para consagrar o seu nome na conquista do penta. Ronaldo tem obrigação de ser fiel a Teixeira, se não fosse ele, essa caminhada teria Romário como obstáculo, pois o risco do baixinho ofuscar era grande.
Romário não deve esquecer isso. Esta dupla já ferrou com ele uma vez e está pronta para dar um novo bote. Teixeira e Ronaldo só fazem alguma coisa em troca de dinheiro, já ganharam muito juntos e pretendem ganhar ainda mais. Romário vive chamando os amigos de “peixe”. O povo brasileiro confia em Romário e espera que não seja um peixe diferente, daquele fisgado por Teixeira e Ronaldo. Se isso acontecer não teremos ninguém para fiscalizar as ações da CBF e do COL. Aí ferrou de vez, a festança com dinheiro público será de arromba.








