
Na CBF, Andrés ainda "veste" a camisa corinthiana. Agora é Brasil!
O novo diretor de seleções da CBF ainda não conseguiu superar a condição de ex-presidente do Corinthians e por sinal, ao lado de Vicente Matheus, divide a condição de melhor dirigente do clube de todos os tempos. Acontece que antes liderava a nação enorme e fantástica corinthiana, hoje tem grande responsabilidade com uma nação muito maior, a brasileira, tão fantástica e exigente quanto a do seu time do coração.
Andrés ainda transpira Timão e não pode. A má vontade contra o São Paulo sempre houve por parte da CBF. O presidente da entidade, Ricardo Teixeira tem ódio mortal pelo presidente Juvenal do tricolor e vice-versa. Andrés também sempre atacou os são-paulinos com piadas pejorativas. Se no passado até foi interessante porque atiçava a rivalidade, a posição atual de Sanchéz não permite.
Para início de conversa, quando aceitou o cargo de diretor da CBF, deveria avaliar a real situação: deixou de representar uma das duas maiores torcidas do Brasil, ao lado do Flamengo, para defender apenas o verde e amarelo. Se o Corinthians tem 13% dos torcedores brasileiros ( Mengão também 13%), segundo pesquisa do IBOPE divulgada em outubro de 2011, é bom lembrar que 87% restantes são rivais e abominam o Timão. Também é bom ressaltar que o São Paulo nesta mesma pesquisa recebeu 8%, é a terceira maior do país.
No caso de Lucas, Andrés deveria assumir uma postura mais conciliadora, equilibrada. As argumentações de Leão são baseadas em fatos, apenas Lucas não foi liberado. Imediatamente Andrés deveria atender o pedido justo, mas discordar das acusações de Leão. Precisou o presidente Teixeira liberar o jogador e ainda Andrés ameaçou o São Paulo (afirmou que o tricolor queimou um cartucho), além do técnico Leão de pegar punição no STJD.
Algumas perguntinhas que os torcedores brasileiros fazem: se fosse o Corinthians o tratamento discriminatório aconteceria? Depois de tudo isso o menino Lucas terá chance de ser titular na seleção, ou Paulinho, Ralf e Elias continuarão prioritários? São perguntas cabíveis baseadas nas atitudes polêmicas e radicais do dirigente. Andrés tem capacidade e carisma de se dar bem na seleção desde que administre pensando nos brasileiros e deixe de agir apenas como torcedor fanático de um clube.