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Vencer o Tubarão já foi bom demais para o Coxa

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sem Rafinha e Emerson, o Coxa é um time ainda mais comum.

A vitória por 1 a 0 diante do Londrina não foi comemorado pela torcida do Coritiba e com toda a razão. Além de vencer, havia necessidade de golear para aumentar as suas chances de ganhar o segundo turno. Acontece que a realidade atual do time é essa: sem Emerson e Rafinha, não passa de um time comum. Tcheco e Lincoln são diferenciados, mas fisicamente ainda não conseguiram manter o mesmo ritmo durante os 90 minutos. O Londrina não é líder por acaso e mostrou qualidades. As duas equipes se equivalem. Talvez com Rafinha e Emerson as chances aumentassem, mesmo assim falta alguma coisa.

O maior problema do Coritiba é saída de bola. Willian e Gil são ótimos jogadores como tantos por aí, pecam na criação de lances mais agudos. Lincoln volta demais e assim o ataque atua muito isolado. Ele deveria jogar mais próximo da área onde tem capacidade técnica de tabelar e finalizar.

Não vou crucificar por enquanto o técnico Marcelo Oliveira. Sem jogadores mais qualificados não dá para exigir muito mais. Ele comete erros como todos os técnicos, entretanto o padeiro faz pão com os produtos que tem em mãos. Sem ingredientes de qualidade, nunca o pão será o esperado.

A diretoria do Coritiba deve assumir que Marcos Aurélio, Léo Gago, Leandro Donizetti, Davi e até o Bill fazem muita falta e a reposição não tem a mesma qualidade. O alviverde precisa urgente de dois volantes e um meia. Talvez mais um atacante, depende de Keirrison. Se voltar a ser o K-9 tudo bem. Dificilmente acontecerá nos próximos meses porque volta em julho ou agosto e precisará de sequência de jogos. Roberto pode ser a solução, necessita de mais tempo. A situação real é a seguinte: o time alviverde não é ruim, e sim comum. Apenas isso!

K-9 ama o Coxa. Só agora quando está na m….

terça-feira, 20 de março de 2012

A verdade com ou sem dor

A hipocrisia de certos jogadores chega a causar náuseas. Nos últimos dias o atacante Keirrison tomou conta do noticiário do Coritiba. As declarações de amor ao clube chegam ao ridículo. Há dois anos cheguei a escrever um comentário neste blog sugerindo a sua volta ao Alto da Glória. Encontrei amigos do atacante e me falaram: não dá pra voltar, ele está em outro patamar. Na época, vivia encostado na Fiorentina da Itália. Logo em seguida veio emprestado para o Santos.

Quando falei no retorno de K-9 ao Alto da Glória pensava na recuperação técnica. Em casa, teria tranqüilidade e apoio da torcida para voltar a fazer gols e jogar bem. Pouco produziu no Santos, menos ainda no Cruzeiro, além de sofrer uma lesão grave nos ligamentos. Após dois anos, Keirrison fala do Coritiba e de seu sentimento pelo clube.

Desacreditado na Europa e no Brasil, lesionado, K-9 quer voltar ao Coxa. Aceita qualquer coisa. Uma perguntinha: Qual clube aceitaria o atacante no atual momento? Keirrison e seu empresário esquecem que praticamente obrigaram o Coritiba a liberá-lo para o Palmeiras. No clube paulista arrebentou, fez 24 gols em 36 jogos. Também forçou a sua saída, inclusive revoltando o técnico Vanderlei Luxemburgo. K-9 jogava com má vontade por querer a liberação para o Barcelona.

Seria mais honesto e decente, Keirrison e seu empresário assumirem a realidade: K-9 está precisando de uma oportunidade de recomeçar a carreira e gostaria de tentar no clube que o revelou. Em casa, com o apoio da torcida que tanto gosta dele, as chances serão maiores de novamente conseguir jogar em grande nível. Simples assim, porém preferem utilizar de declarações ordinárias e populistas para receber a chance de quem sabe um dia voltar a ser um artilheiro respeitado. E não tenha dúvida, caso consiga, logo em seguida irá embora sem ao menos dizer obrigado.

Marcelo Oliveira, melhor técnico do Brasil também balança

domingo, 11 de março de 2012

O trabalho de 2011 no Coritiba colocou Marcelo como o melhor técnico brasileiro.

Os números não mentem. Contra o fato não há argumento. Com estas afirmações, o site de estatísticas “Football Coach Word Ranking” comprova a supremacia do técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira no futebol brasileiro. A campanha no Coritiba em 2011 consagra o treinador. Após o levantamento de jogos, vitórias, empates, derrotas e conquistas Marcelo é o 14º melhor técnico do mundo. O primeiro colocado é Pep Guardiola do Barcelona.

Marcelo Oliveira superou técnicos consagrados como o campeão da Libertadores, Muricy (16° colocado), Luxemburgo (19º) e o campeão brasileiro, Tite (23°), mas nem por isso está livre do risco de cair do cargo. Na semana passada após uma vitória apertada diante do Toledo, deixou o gramado sob vaias e chamado de burro. A pressão aumentou consideravelmente após o Coxa perder o primeiro turno para o seu maior rival, o Atlético-PR. Realmente o futebol não tem passado, muito menos futuro. Vale até para o melhor técnico do Brasil, os números afirmam isso, se o Coxa não reagir terá o mesmo destino de qualquer outro simples mortal.

Abaixo a relação dos melhores técnicos do mundo, segundo o site de estatísticas:

Ranking:

1º Josep Guardiola (ESP)
Barcelona (ESP)

2º José Mourinho (POR)
Real Madrid (ESP)

3º Alex Ferguson (ESC)
Manchester United (ING)

4º Roberto Mancini (ITA)
Manchester City (ING)

5º André Villas-Boas (POR)
Chelsea (ING)

6º Jupp Heynckes (ALE)
Bayern de Munique (ALE)

7º Ricardo Gareca (ARG)
Vélez Sarsfield (ARG)

8º Unay Emery (ESP)
Valencia (ESP)

9º Arsène Wenger (FRA)
Arsenal (ING)

10º Jorge Jesus (POR)
Benfica (POR)

14º Marcelo Oliveira (BRA)
Coritiba (BRA)

Novo “maquinista” no Coxa? Caio Júnior na área

domingo, 4 de março de 2012

Caio pode ser a bola da vez no Coxa. O alviverde tem sorte com profissionais que já passaram pelo Paraná Clube.

Existe um fator no futebol insolúvel: desgaste. Muitas outras coisas podem ser superadas, mas quando um técnico sai de campo sob o coro de “burro”, o respeito já não existe. O técnico Marcelo Oliveira passa por um processo desgastante há alguns meses. Depois de perder o título da Copa da Brasil, inclusive quando assumiu publicamente o erro de escalar mal o time no momento mais decisivo diante do Vasco, Marcelo nunca mais recebeu apoio incondicional.

Não estou aqui achando que Marcelo deva sair, por princípio sou contra mudanças constantes de técnicos, mas as reclamações contra o técnico só aumentaram. Uma vitória aqui outra ali até podem equilibrar a situação, adiar algo que parece claro. Assim como sou a favor do trabalho a médio ou longo prazo, também entendo que se um clube vai trocar de técnico, o momento é agora. A prioridade de todos os principais clubes do país é o campeonato brasileiro. Uma mudança no início da temporada proporciona ao novo técnico pelo menos dois meses para impor o seu ritmo de treinamentos, conhecer bem o elenco e formatar o esquema tático, dar segurança aos jogadores em realizá-lo.

Por isso se for para o Coritiba trocar de “maquinista” a hora é agora. E vejo o técnico Caio Júnior como a melhor opção. Tem uma ligação muito forte com o futebol paranaense, comprovou qualidades, é correto, dedicado e sempre propõe aos clubes trabalho de estruturação. Além disso, Caio sofreu muito no Botafogo e Grêmio, está ansioso em mostrar serviço. Sempre é bom contar com profissional “mordido”.

Assim como a diretoria agiu certo quando manteve Marcelo no ano passado, porque não se deve interromper o trabalho no meio da temporada, chegou a hora de fazer uma avaliação minuciosa da situação. São duas opções viáveis: definir pela manutenção de Marcelo Oliveira até o final do ano ou muda agora, motiva o elenco com uma sacudida na reta final do Paranaense e proporciona ao novo comandante a oportunidade de chegar ao Brasileirão com a equipe redondinha. O que não pode é “empurrar com a barriga” e adiar uma decisão que deve ser tomada imediatamente. E quando decidir, terá que aguentar até dezembro e ponto final.

PS- Não citei a necessidade de também contratar pelo menos quatro reforços de qualidade porque não é o assunto do comentário. Of course!

A máquina emperrou. Coxa “quebrou a espinha”

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Certos conceitos fundamentais no futebol foram esquecidos. A grande rotatividade de jogadores nos clubes brasileiros enterrou o princípio básico de o time manter a “espinha dorsal”. Essa mudança de mentalidade descaracterizou as equipes e na carona os ídolos sumiram porque a esmagadora maioria dos jogadores mal fica um ano no mesmo clube. Pouquíssimos jogadores têm identidade com a camisa que vestem. No futebol do Paraná então, a ciranda de jogadores é exagerada.  O Coritiba é o caso mais recente. Após um excelente ano, desmanchou a espinha dorsal.

Para os mais jovens, a espinha dorsal era composta por cinco jogadores: goleiro, zagueiro, volante, meia e centroavante. Os principais jogadores que atuavam pelo meio como a espinha dorsal dos vertebrados. Na época eram descartáveis e sujeitos à negociação ao final da temporada, laterais, um meia e os pontas. Hoje não existe mais pontas e os laterais, agora alas, são considerados fundamentais, tudo porque o futebol brasileiro assumiu de vez o estilo europeu de jogar pelas pontas e alçar bolas à área.

Vanderlei, Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes, Leandro Donizeti, Leo Gago, Marcos Aurélio e Davi; Rafinha e Bill. Este time virou uma “máquina de gols”, no primeiro semestre foi motivo de elogios da imprensa brasileira e bateu recordes. No Brasileirão caiu de produção, mesmo assim ficou em oitavo lugar e até a última rodada lutou por vaga na Libertadores. Suspeito que a queda de rendimento esteja ligada ao fato de alguns jogadores já estarem negociando com outros clube visando 2012.

Contrariando o “manual” de como manter um time vencedor, o Coxa liberou mais jogadores de que deveria, manteve apenas Vanderlei, Emerson e Rafinha, este último não faz parte da espinha dorsal, ou seja, dos cinco jogadores básicos permaneceram dois. Não seria impossível ou inviável manter mais três. Na defensiva foi mantida a mesma base. Poderia contratar mais um de alta qualidade, assim estaria reforçando o setor.

Na meia-cancha deveria segurar Léo Gago ou Leandro Donizetti, nunca liberar os dois, o mesmo ocorre nas meias, se negociou Marcos Aurélio com o Inter, Davi teria que ficar ou vice-versa. No ataque não entendi a saída de Bill, com um agravante, a maioria da torcida gostava do tanque, poderia sair desde que viesse um bem melhor, não é caso de Marcel do mesmo nível. Vanderlei, Emerson, Leandro Donizetti (Léo Gago), Davi ( Marcos Aurélio) e Bill, o Coritiba manteria a espinha dorsal da máquina de gols. O lateral Jonas que poderia render um dinheiro e não faria falta, permaneceu por problemas de negociação com o Santos. Uma pena!

Agora o Coritiba corre atrás de uma nova espinha dorsal. Quanto tempo levará? Difícil de prever dependerá de uma série de situações desde a qualidade técnica, entrosamento e empatia dentro do grupo. Resta aos coxas esperarem e torcer que seja o mais breve possível.