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Raposa mete “as mãos pelos pés”

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A verdade com ou sem dor

A imagem do Cruzeiro anda meio distorcida e por culpa dos dirigentes. De um clube padrão, organizado, e equilibrado financeiramente, deixa transparecer viver um momento bagunçado, endividado e em decadência. Desde julho do ano passado vendeu os principais jogadores e mesmo assim reclama de continuar com as finanças desequilibradas.

Um clube do tamanho do Cruzeiro não pode ficar desesperado em vender o craque Montillo para equilibrar as contas. O argentino ganha aquém dos melhores jogadores do futebol brasileiro. Apesar do discurso contrário, a diretoria pretende arrancar o máximo de grana e assim liberar Montillo.

O mais triste é ver o conselho deliberativo do clube e até a torcida alheios a tudo. Tem que cobrar e saber o que está havendo na administração. A grande maioria dos clubes brasileiros passa por problemas financeiros, mas não vejo ninguém se entregar. Há respeito à tradição e representação da instituição. Não pode ser normal a força celeste esmorecer, terminar pedindo esmola e formar uma equipe de jogadores que jamais poderiam vestir a camisa cruzeirense. Tem coisa muito errada e cheirando mal.

Se Montillo fosse brasileiro… já era

domingo, 22 de janeiro de 2012

Montillo merece um bom aumento salarial. Tem muita gente que joga muito menos e ganha bem mais.

A principal novela do início da temporada no futebol está perto de acabar. Foram longos capítulos que arrastaram Montillo para Corinthians, São Paulo e até Flamengo. A oferta de 500 mil por mês a quem ganha 180 é de balançar a estrutura até mesmo de um atleta equilibrado e de personalidade bem formada.

A ganância insana instituída no futebol brasileiro faz com que apenas o dinheiro prevaleça. Qualquer jogador brasileiro rapidamente vira as costas e vai embora. Montillo deseja valorização, normal porque as propostas oferecidas estão dentro do padrão dos melhores jogadores do país e o argentino pertence ao rol dos cinco melhores em atividade no Brasil.

Montillo não ficou deslumbrado com a possibilidade de jogar no Corinthians e ganhar três vezes mais. Ele balançou porque é humano e quem não gosta de valorização e sucesso? A sorte do Cruzeiro é Montillo ser argentino. Prevaleceu o caráter e ligação com a camisa azul, é claro, com um bom aumento porque além de justo, ninguém é tão insensato de perder a oportunidade de ganhar mais.

Se perder Montillo, a Raposa “afoga” de vez

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Cruzeiro não achará um jogador tão talentoso quanto Montillo. É só segurar.

Um grande time começa por um craque. Personagem raro principalmente no futebol brasileiro. O Cruzeiro deve esquecer 2011, um ano medíocre em todos os sentidos. Quase caiu para a segunda divisão e fez péssimas contratações e liberou quem não deveria liberar, principalmente Henrique. Faltou pouquinho para morrer afogada diante de tanta ruindade.  Do time atual, Fábio, Montillo e Marquinhos Paraná são fundamentais para a reconstrução da equipe.

Todos os clubes precisam de dinheiro. A justificativa de vender Montillo por estar em crise financeira não justifica, isso se a Raposa pretende continuar entre os grandes do futebol brasileiro. A segurança de Fábio, e o equilíbrio de Marquinhos, somados com o craque argentino podem facilitar a montagem de um time poderoso em 2012.

Montillo é uma joia rara no futebol brasileiro e até mundial. Criativo tem qualidades diferenciadas. O grande desafio da diretoria mineira é conseguir pelo menos três ou quatro jogadores que consigam acompanhar a inteligência do argentino. Talvez o Cruzeiro esteja enfrentando a maior crise das últimas décadas. Não me lembro de tanta fragilidade. Sem Montillo a missão de honrar a tradição cruzeirense de sempre brigar por títulos ficará quase impossível.

“Tutu à mineira” ou Galo caça a Raposa?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cruzeiro X Atlético: coração mineiro X rivalidade.

Até que ponto a rivalidade entre clubes pode superar o interesse de um Estado. Considero as pessoas de três estados as mais bairristas do Brasil: gaúcho (campeão), mineiro e baiano. E não cito este fato de maneira depreciativa, pelo contrário, acho muito legal que defendam as suas origens e cultura com tanta veemência. Por isso a situação do Cruzeiro na última rodada desperta tanto interesse e gera fofocas de todos os tipos.

Tem gente que garante um belo “tutu à mineira” e o Cruzeiro escapa da segunda divisão. Já outros apostam a vida na dedicação total do Galo em afundar o maior rival. Dizem que o grande trauma dos atleticanos é o fato de já ter caído à Série B, enquanto os cruzeirenses não conhecem o desgosto de disputar a segunda divisão. Dificilmente o Galo terá uma nova oportunidade de participar da derrubada da Raposa.

Eis a questão, o que será mais importante para o povo mineiro: evitar que o futebol do Estado deixe de ter 3 representantes ( o América já caiu) para ficar com apenas 1 ou o prazer de derrubar a Raposa à segunda divisão? Até domingo esta discussão promete!

Quem dá mais por um gladiador?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Kleber busca a melhor proposta. O Grêmio vai encerrar o papo nas próximas horas: pega ou larga.

O último grande leilão no futebol brasileiro aconteceu com Ronaldinho Gaúcho. O Mengão levou a melhor ou talvez a pior, porque o título brasileiro dificilmente irá para a Gávea. Ronaldinho ganha muito e não resolveu grande coisa. Chegou a vez de Kleber. Em agosto o ensaio de negociação queimou de vez sua imagem no Palmeiras.

Liberado para negociar o seu destino. Kleber iniciou conversa com o Grêmio. Está demorando de dar o “sim”. Não acho que o clube gaúcho seja o único pretendente. O Flamengo não perdeu o interesse. Nenhum clube luta tanto por um jogador como fez no meio do ano e desiste quando está livre.

Quem sabe o Cruzeiro pense em sua volta. Este papo de Corinthians é apenas provocação, não há papo entre Timão e Palmeiras. Não seria uma boa para ninguém, principalmente porque o atacante está saindo pela porta dos fundos. Mais uma gozação do presidente Andrés.

Aposto mais no Flamengo ou mesmo Cruzeiro. Os dois clubes em fases distintas, mas cruciais não podem falar em reforços porque criará um ambiente complicado nos elencos. O Grêmio não aspira mais nada no Brasileirão, então tornou público o interesse.

Após esta exposição concluo: Kleber enrola o Grêmio a espera de um reforço financeiro na proposta, ou novamente o clube gaúcho serve de “degrau” para valorizar um jogador. Assim aconteceu com Ronaldinho. O enredo pode ser o mesmo com Kleber.