
Dunga abusou do jeito irônico e agressivo durante a Copa na África.
Dedicando sua vida à família e atividades particulares, Dunga desmentiu notícias de estar negociando com o São Paulo ou outra equipe. Por enquanto não pretende treinar nenhuma equipe. Dunga lidera a lista de rejeição no futebol brasileiro. Zagalo também ficou no topo por muito tempo, mesmo campeão do mundo como jogador e técnico.
Dunga não era técnico. Já assumiu uma seleção brasileira. Isso causou mal estar, mas não decepcionou. O maior pecado foi a falta de paciência e o jeito arrogante com que se portou durante a Copa de 2010, mas Muricy também não é nenhum “mel” no tratamento dos jornalistas nas entrevistas coletivas e nem por isso deixa de ser o melhor técnico brasileiro na atualidade.
Dunga parece ter um carma. Como jogador também foi combatido, símbolo do fracasso de 90 e ressuscitado em 94 na conquista do tetra. No fracasso da última Copa também recebeu toda a culpa. O tempo passou e mostrou não ser bem assim.
Júlio César continua falhando no gol brasileiro e contra a Holanda acabou sendo fatal. Se não houvesse falha, o Brasil estaria na final. Em minha opinião perderia para a Espanha na decisão, mas não por culpa do treinador, o time espanhol é melhor e mais talentoso.
Na discussão de convocar ou não Paulo Henrique Ganso e Neymar pecou em não levar, pois os meninos poderiam pegar experiência, mas a Copa América comprova que ainda não são maduros suficientes. Caso levasse também enfrentaria problemas com o grupo que estava unido. O corte de dois companheiros poderia gerar uma pequena crise. É bom pensar nisso.
Na disputa de Maicon e Daniel Alves, boa parte da imprensa criticava desejando Daniel. Está comprovado que como lateral, Maicon é mais seguro. Também a falta de talento continua. O criticado Elano tem lugar na meia-cancha brasileira até hoje.
Os últimos fatos comprovam Dunga não fracassou. É só questão de ter coerência reconhecer que o seu maior pecado foi não ter experiência como técnico. Se fosse experiente com certeza teria mais tato e equilíbrio psicológico para comandar o Brasil na Copa.