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Fúria cultua técnica, Brasil velocistas

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A verdade com ou sem dor

Não é por acaso a supremacia espanhola no futebol. O resultado colhido hoje é fruto de um trabalho de 20 anos. Os melhores jogadores do mundo são contratados para dar qualidade e colaborar para o desenvolvimento dos jogadores do país.

Já o Brasil se perdeu em buscar jogadores de ótima técnica e velozes. O gol contra a Argentina pela taça dos Superclássicos, é o sonho de todos os técnicos brasileiros. Em três toques, e com a alta velocidade, Lucas saiu na cara do goleiro e marcou. E o futebol? Que se dane, vale mesmo marcar gols. É o tal jogo por resultado, nada mais.

A seleção da Espanha tem em Xavi, do Barcelona, o seu cérebro. Aos 31 anos, os espanhóis já preparam o substituto com mesmo talento e capacidade. O Barça comprou junto ao Arsenal, Fábregas, 23 anos, volante formado no próprio Barça. Quando Xavi se despedir daqui três ou quatro anos, ele assumirá o comando da meia-cancha espanhola. Mesmo com Xavi, Fábregas já entrará aos poucos para pegar experiência.

Isso comprova que os espanhóis não vão se render ao futebol de correria. Eles acreditam no futebol-arte e com ele estão ganhando tudo. E o Brasil? Continua pensando em velocidade e força. Assim qualquer vitória em torneios secundários é motivo de muita festa.

Espanhóis têm identidade com a Fúria.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A verdade com ou sem dor

O talento, futebol-arte e a força da seleção espanhola já foram analisados e justificados de várias maneiras. Um aspecto não recebeu a atenção devida, pelo menos nunca ouvi um comentário neste sentido. Os craques espanhóis jogam em seu país. Há uma ligação muito forte entre jogadores e a camisa da Fúria. A segurança de Casillas (Real Madri), passa pela força de Puyol e Piquet (Barcelona), desfila através da categoria de Xavi e Iniesta (Barça) e termina na categoria de David Villa.

O craque Cesc Fábregas ficou no banco na Copa. Talvez por jogar no Arsenal da Inglaterra. Hoje o Barcelona contratou Cesc e já é citado como titular da Fúria. A diferença da campeã mundial é essa, os jogadores vivem o seu país e são valorizados por permanecer na Espanha.

No Brasil, o jogador sai jovem vive um outro mundo e no fundo nem quer saber de seu país. Na Europa tem vida decente, com segurança, saúde, respeito. A grande maioria nasceu em família pobre, passou necessidade, discriminação.

Na Europa recebe tratamento digno. Não é para menos que estes jovens joguem pelo Brasil sem a menor responsabilidade, afinal, o país também não teve nenhuma com eles.

Brasil ganha, mas talento perde na Copa sub-20

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ney Franco está fazendo um belo trabalho e o Brasil é candidato ao título da Copa sub-20.

O Brasil conseguiu a vaga à semifinal da Copa do Mundo Sub-20, após eliminar a Espanha nas penalidades. Foi um jogaço. Com a bola rolando o placar de 2 a 2 refletiu o equilíbrio entre as duas equipes. No passado poderíamos falar que o melhor futebol ganhou. Hoje a realidade é outra: até na categoria de base os espanhóis tem o melhor futebol, pelo menos o mais bem jogado.

A equipe espanhola mostrou maior talento com as bolas nos pés, mas a nossa seleção atuou de maneira competente. Vale ressaltar o trabalho do técnico Ney Franco. Mesmo com jogadores inferiores tecnicamente armou um esquema equilibrado e jogou em igualdade de condições.

Na Espanha jogadores como Isco, Canales, Rodrigo e Vázquez deram uma tremenda canseira na defensiva brasileira. O futebol bonito da Fúria chega a hipnotizar. Já a nossa seleção se impôs através da marcação forte e saída em velocidade para o ataque. Tem muita competência e qualidade para neutralizar e atacar os seus adversários.

A classificação brasileira foi justa, assim como seria caso a Espanha vencesse nos pênaltis. Nas cobranças os nossos meninos tiveram mais equilíbrio psicológico e saíram vencedores. A semifinal da Copa ficará mais pobre em talento sem a Espanha. O Brasil ganhe o título, assim pelo menos ficará justificado, a Fúria caiu fora porque perdeu para a seleção campeã do mundo.

E Del Bosque estava certo

sábado, 16 de julho de 2011

Del Bosque alertou para o equilíbrio com bons jogos na Copa América.

A insistência em não reconhecer a evolução do futebol na América do Sul é irritante. Grande parte da imprensa repete o mesmo discurso ou melhor, decoreba com as mesmas palavras. Repetem aquilo que falavam na década de 90. As seleções são fracas, limitadas e inexpressivas. E tem gente que está em Buenos Aires assistindo aos jogos e não vê, ou melhor, não quer ver.

O nível técnico e tático das seleções evoluiu, não assistimos mais aquele monte de jogadores sem conseguir dominar uma bola e se defendendo com bicos para os lados. É evidente que os grandes do futebol sul-americano ainda estão um patamar acima, mas a distância diminuiu, hoje não é mais aquele abismo.

No dia 29 de junho, o técnico campeão mundial pela Espanha, Vicente Del Bosque deu entrevista à Agência de Notícias Efe, destacando a qualidade do futebol da América do Sul e afirmou que o público veria ótimos jogos. Não errou e foi mais longe: “Brasil e Argentina tomem cuidado porque o Uruguai está aí e ainda tem Venezuela e Colômbia para incomodar”.

Terminada a primeira fase e Del Bosque não errou,eu apenas adicionaria o Chile com o melhor futebol da primeira fase. Dos oito classificados acertou cinco sendo destaque a Venezuela, ninguém falava dela. Não dá para ignorar a qualidade de muitos jogadores. Parte da imprensa deseja manter viva a mística de só o Brasil produzir jogadores habilidosos e talentosos seguido pela Argentina e o resto não existe.

O atacante Caicedo do Equador, vou pegar um exemplo de seleção desclassificada, foi contratado pelo Manchester City há dois anos, o poderoso clube inglês não investiria em um jogador limitado. Poderia citar dezenas de outros exemplos, mas é melhor encerrar dizendo: a paixão desenfreada e a arrogância enganam, mas os olhos não. A América do Sul tem sim ótimas seleções e muitos jogadores de qualidade.

Espanha joga o futebol-arte que o brasileiro sonha

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A verdade com ou sen dor

O futebol espanhol é único no mundo. O talento e arte de vencer jogando bonito predominam.  Contra os Estados Unidos, os espanhóis enfiaram 4 na casa dos filhos do Tio Sam em ritmo de treino. Poucas vezes alguém ousou ganhar com um placar tão dilatado fora de seus domínios, imagine em Boston . O Brasil então, fica no 1 a 0 e luta barbaridade.

Para preocupar os ufanistas brasileiros, a Espanha está lançando novos jogadores tão talentosos quanto os atuais  titulares. O maestro Xavi nem jogou e o seu fiel escudeiro Iniesta entrou no segundo tempo apenas para aquecer . Um tal de Cazorla meteu dois gols, mais Negredo ( o novo centroavante do Sevilla substituindo Luis Fabiano) e David Silva mostraram um futebol de alta qualidade.

A Espanha jogou com os volantes Busquets (Barcelona) e Xabi Alonso (Real Madri). Se fosse o Brasil, já diriam que a seleção estava jogando na retranca. Acontece que os dois volantes marcam muito e jogam demais. A Espanha tem qualidade na meia-cancha. No ataque pode colocar qualquer um. Na cara do gol, fica tudo mais fácil.

Depois de assistir Brasil e Holanda e ficar entediado, terminei o meu sábado vendo a Espanha jogar o fino da bola. Salvou o meu sábado e dormi feliz em saber que o futebol-arte ainda existe, mesmo que não seja do Brasil.