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Sem camarões, Porco e Felipão engasgam com os lambaris

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A crise técnica sobrou até para o goleador Barcos: ficou quatro jogos sem marcar.

Os primeiros dois meses no Palmeiras foram promissores. As chegadas de Juninho, Bruno Carvalho, Barcos e agora Wesley significaram qualificação de um elenco considerado mediano. Deola, Cicinho, Henrique, Thiago Heleno e Juninho; Marcos Assunção, Wesley, Valdivia e Bruno Carvalho; Maikon Leite e Barcos.

O sonho de ver esta em formação em campo durou pouco tempo: no final de março, o zagueiro Thiago Heleno passou por cirurgia no pé e só retorna no mês que vem. Valdívia novamente lesionado continua no departamento médico, Bruno também sentiu problemas clínicos e agora Wesley sofre rompimento de ligamentos do joelho e ficará inativo até o final do ano. Luan está retornando, mas ainda precisará de 10 dias de preparação física.

Nas últimas cinco rodadas o Verdão perdeu 3 e ganhou duas partidas. Muito ruim para quem estava brigando pela liderança e agora segura com dificuldade a quinta colocação. É um pouco de azar, porém o risco de ter um elenco reduzido e de qualidade questionável abre espaço para este tipo de revés. Felipão enfrenta mais uma vez uma fase instável. É aquela história, quem tem apenas um carro, corre o risco de ficar a pé. Se quebrar terá que improvisar. O técnico também é assim, se conta com apenas 11 titulares não tem um time, também corre o risco de ficar a pé.

Valdivia e Carvalho juntos. Tem jeito sim, Felipão!

domingo, 18 de março de 2012

Valdivia e Daniel Carvalho não só podem como devem jogar juntos. Felipão precisa mudar o esquema.

Logo após a vitória diante da Ponte Preta, Felipão afirmou em entrevista coletiva que não pode escalar em todos os jogos Valdivia e Daniel Carvalho. Citou inclusive, os laterais Cicinho e Juninho por serem altamente ofensivos. Analisando a declaração entendi claramente a posição do treinador: não admite a possibilidade de mudar os seus conceitos. É partidário dos laterais apoiarem e limitar a equipe ao jogo aéreo. Não é por acaso que a maioria dos gols acontece nas cobranças de faltas de Marcos Assunção arrematando direto ou colocando na cabeça dos companheiros.

Se quisesse aproveitar os dois jogadores mais talentosos do elenco, poderia sim mexer na estrutura. Scolari criou um conceito e não abre mão tanto que jogou com três volantes ( Marcos Assunção, Marcio Araújo e João Vitor) para compensar a falta de marcação dos dois meias-atacantes e assim contar com o apoio dos laterais.

Felipão pode limitar um dos laterais ou liberar um lateral de cada vez.  Se quiser, Scolari escala dois volantes, dois meias e Barcos na frente. A opção atual de transformar os laterais em alas e sacrificar a meia-cancha está cada vez mais ultrapassado. A meia-cancha sempre foi e continua sendo o diferencial de um time. Felipão está com as ferramentas nas mãos, apenas precisa saber usar.

“Porco Atômico” embalou no Paulistão

terça-feira, 13 de março de 2012

Depois de uma "coleção" de crises, Felipão consegue embalar o Verdão em 2012.

Até pode parecer exagero o título acima, entretanto os palmeirenses merecem após tanto sofrimento. Não que todos os problemas estejam resolvidos, mas a diferença do time de 2011 para o início desta temporada é considerável. Os dois “camarões” do Felipão deram um toque especial na receita do treinador. Barcos e Daniel Carvalho além de qualificarem, aumentaram a motivação e confiança dos demais jogadores.

O Palmeiras é o único time invicto no Paulistão, sem significar jogar na retranca e vencer apertado, ao contrário, tem o melhor ataque do campeonato com 30 gols, uma média de 2,3 gols por jogo. Scolari encontrou uma fórmula equilibrada, porém ainda precisa ajustar a defensiva. Agora dá para entender o desespero em trazer o volante Wesley. Com ele o time terá poder de marcação, porém aumentará a qualidade técnica. É uma questão mais técnica de que tática.

A um ponto do Corinthians, já está grudado no retrovisor do líder. As chances de assumir a liderança nas próximas duas rodadas são grandes. O Timão enfrenta o lanterna Comercial, enquanto o Verdão recebe a excelente Ponte Preta. A rodada é mais complicada para o time de Felipão, entretanto se passar bem pela Macaca entrará mais forte do que nunca no clássico diante do Timão. Na semana que vem teremos um grande jogo e aí sim Felipão terá oportunidade de testar a real qualidade de seus “camarões” e o poder de decisão.

César Sampaio “joga o fino” fazendo o meio-de-campo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cesar Sampaio blinda Felipão que assim pode pensar apenas no futebol.

Qual foi a melhor contratação dos últimos seis meses do Palmeiras?  Os mais afoitos vão responder rapidamente: o argentino Barcos. Nada disso… César Sampaio. Como jogador já seria um baita reforço, na sua época jogava muito. Hoje no futebol brasileiro não temos nenhum volante de sua qualidade. Na função de dirigente comprovou competência e sensibilidade em conseguir recuperar o desgastado ambiente do Verdão.

Sampaio pouco aparece, porém realiza aquilo que prometeu quando assumiu: ser a ponte entre o futebol e diretoria. De lá pra cá não vimos mais bate-boca em público do técnico Luis Scolari com dirigentes. Mais tranquilo, Felipão pensa apenas em trabalhar a equipe no campo.

Scolari largou aquela posição de manda-chuva fiscalizando tudo, dando ordens até ao porteiro do Parque Antártica. Desperdiçava muito tempo cuidando de outras coisas. Centrado no futebol, o Palmeiras melhorou o seu rendimento. Único invicto do Paulistão, o Verdão ganhou 7 jogos e empatou 5. Está em terceiro lugar, bem pertinho do líder Corinthians

O Palmeiras pouco contratou, no geral é a mesma equipe. Parece um novo time tudo porque vive algo imprescindível em qualquer ambiente de trabalho: tranqüilidade e confiança.O efeito César Sampaio deu tão certo que hoje pode ser considerado o 12º jogador do Porco. Ele continua “jogando o fino” ao fazer o meio-de-campo nos bastidores.

Paulistas descartam “dança dos técnicos”

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Felipão e Tite continuam firmes e fortes no Palmeiras e Corinthians respectivamente.am oportunidade de estruturar os seus times.

O futebol paulista pode liderar um novo momento dos técnicos no Brasil. O atual campeão brasileiro, Corinthians, mantém Tite no comando desde 2010, Felipão no Palmeiras também completará dois anos. Muricy fecha o primeiro ano na Vila Belmiro em abril e Jorginho, esta semana, na Portuguesa. A “dança dos técnicos” deu lugar a um trabalho com planejamento, nenhum dos técnicos acima pode reclamar da falta de tempo para obter padrão tático e condições de buscar resultados. Dos grandes paulistas, apenas Emerson Leão do São Paulo não se encaixa nesse novo perfil, mas a proposta do tricolor é dar tempo ao treinador, vamos aguardar.

A avaliação com relação aos técnicos mudou. Os dirigentes aprenderam a analisar o trabalho como um todo e não só resultados. Felipão não conquistou nada significativo, mas a diretoria compreendeu que sem grandes jogadores, Scolari pelo menos manteve o clube com dignidade, sem ser humilhado. Tite também passou por momentos ruins, Andrés bancou e se deu bem. É de conhecimento público de que o elenco corinthiano, apesar de não contar com craques, é mais qualificado em comparação ao do Verdão. No Santos, Muricy recebeu a compreensão da diretoria e torcida por entenderem a fase de transição e problemas: saída de alguns jogadores e a interminável crise entre Ganso e o clube.

Se houver continuidade os demais clubes brasileiros seguirão o exemplo. E já era hora, os jogadores serão forçados a assumirem mais responsabilidade. Era muito cômodo, jogar mal, perder e simplesmente largar tudo nas costas do técnico. Resumindo, agora sim, dirigentes, jogadores e técnicos estão no mesmo barco. Com certeza os técnicos paulistas dormem mais seguros, certos de que deixaram de ser “bode expiatório” de jogadores e dirigentes.