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Falta pouco à FIFA mandar pra “pqp”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A verdade com ou sem dor

Não sou defensor da FIFA, mas o Brasil está de brincadeira. O secretário-geral da entidade, Jèrôme Valcke deu uma entrevista bem interessante ao “Estadão” e três coisas me chamaram a atenção: a primeira e mais importante, o Brasil assinou em 2007 o documento concordando com as diretrizes e exigências da FIFA.

A segunda, a entidade já fez muitas concessões em várias áreas. E para concluir, Valcke afirmou literalmente não importar se as obras terão ou não dinheiro público. Ele quer tudo pronto.

Sou obrigado a concordar com as três afirmações. Não gostaria, mas como contrariar o secretário-geral se o fatos são reais e justos. O Brasil sabia muito bem que a cerveja Heineken patrocina a Copa e estará nos estádios. O Brasil assinou toda a documentação sabendo das exigências. Como assinou, precisa respeitar e cumprir.

Com relação às concessões, a FIFA mostrou realmente maleabilidade, como por exemplo, pelas diretrizes, São Paulo estaria fora da abertura da Copa, pois o Fielzão começou a ser construído recentemente. A entidade ignorou os prazos determinados.

Para fechar, a FIFA não tem nenhuma responsabilidade com a origem dos investimentos. O país assumiu o compromisso de sediar a Copa e terá que cumprir o seu papel. Apesar das dúvidas que cercam a FIFA, dessa vez não dá para criticar, eles estão apenas cobrando aquilo que o Brasil prometeu e assinou que irá realizar.

Se gritar pega ladrão, não sobra um mesmo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A verdade com ou sem dor

Parte do refrão do samba de Bezerra da Silva encaixa direitinho no atual momento do futebol mundial. Da FIFA às Confederações denúncias rolam em grande número. Até o Ministério dos Esportes do Brasil está cercado de desconfianças. Desde que o futebol optou pelo caminho do business o resultado não passa de muito dinheiro acompanhado de corrupção.

O ministro Orlando Silva ganhou sobrevida com Dilma. Ninguém tem o direito de sentenciar qualquer pessoa sem um julgamento justo, mas o desgaste foi tão grande que é uma questão de bom senso. O Brasil vai sediar o maior evento esportivo do mundo, pelo menos em termos de business. Nunca os políticos deram atenção ao futebol ( Para ser justo, lembro apenas o Senador Álvaro Dias do Paraná que comandou CPI e já fez várias denúncias contra a CBF).

Agora todo mundo quer o Ministério do Esporte. Por quê? É muita grana em jogo e ponha grana nisso. Para acabar com a farra, Dilma deveria optar por gente do ramo. Pelé seria o ideal, mas Tostão, Zico, Falcão e Sócrates são nomes de respeito, credibilidade  e conhecem profundamente o futebol. São cidadãos brasileiros na expressão da palavra. Sob os olhos de um deles, os políticos ficariam mais calmos e menos gananciosos. Uma denúncia feita por um desses ícones do futebol brasileiro seria fatal para qualquer político.

Para encerrar,  o presidente Joseff Blatter afirmou que em março a comissão de ética e disciplina da FIFA passará a limpo a entidade após uma “criteriosa” sindicância. Serão denunciados os dirigentes corruptos. Bom, com esta iniciativa Blatter deseja enrolar e no final a FIFA coloca “panos quentes” ou pensa em eliminar aliados, entre eles Ricardo Teixeira, jogando toda a culpa neles e sair limpinho, limpinho. É se gritar pega ladrão, não sobra um mesmo.

Até tu, Blatter? Salve-se quem puder

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Blatter pode entregar Teixeira que anda bastante carrancudo. Não é para menos, pode pagar tudo sozinho.

É uma verdadeira caçada. O presidente Ricardo Teixeira recebe tiro de todos os lados, inclusive, fogo amigo. Isto se for possível considerar o presidente da Fifa, Joseff Blatter com esta proximidade.

Na Europa a imprensa está alvoroçada após o boato dando conta da intenção de Blatter tornar público alguns documentos que ligam Teixeira ao suborno ou recebimento de propina.

A situação de Teixeira fica cada vez mais complicada. Dentro do Brasil, a Polícia Federal já investiga o envio de dinheiro ilegalmente para o exterior. Blatter bem rapidinho pode entregar a ”cabeça do amigo” na bandeja e assim escapar de qualquer insinuação ou respingo. Garanto que não existe nenhuma prova concreta contra Blatter. Os outros fazem tudo em seu nome. Este é o mundo podre do futebol. Que pena, já foi mais puro e melhor.

“Amazônia”, a bola da Copa no Brasil

sábado, 8 de outubro de 2011

O Brasil quebrou a cabeça para escolher as sedes dos jogos da Copa Mundo de 2014. Uma verdadeira batalha política até a escolha das capitais vencedoras. Não dá para entender a construção de um estádio de última geração em Manaus. Acontece que a Amazônia, patrimônio natural e ecológico não poderia ficar fora do evento. É um tema obrigatório quando se trata de Brasil. Surgiu como uma exigência da FIFA e comunidade européia.

Ao invés de gastarem milhões de reais em um estádio que será utilizado duas ou três vezes, seria simples, honroso e sem custo dar o nome da bola da Copa no Brasil de “Amazônia”.

É um nome bonito, simpático, de fácil assimilação e que popularizaria ainda mais este patrimônio brasileiro e mundial. A homenagem cairia muito bem, seria simpática e daria retorno fantástico. Por isso nas pesquisas pedindo sugestões para  o nome da bola, eu cravo sempre… Amazônia!

Quem sabe, a FIFA adere a sugestão.

Para Blatter, “fair play” significa corrupção sem denúncia?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A verdade com ou sem dor

“Pensei que vivíamos em um mundo de “fair play”. Infelizmente, não é o caso. Porque a nossa pirâmide da Fifa, tem incertezas em sua base”. Literalmente esta foi a frase dita ontem pelo presidente da FIFA, Joseff Blatter, ao abrir o Congresso da entidade. Com um semblante até inocente, Blatter deixou de lado a arrogância ficou mansinho. Falou em “fair play” num momento crítico, como se os inimigos estivessem atacando o “país” chamado FIFA.

Dirigentes da entidade estão envolvidos em acusações de corrupção, como a compra de votos em eleição ou na escolha da Copa-2018 e 2022 e recebimentos de propinas. Blatter dá entender que as denúncias são falta de “fair play”. Na cabeça do suíço seria “fair play” tomar conhecimento das propinas e corrupção e deixar passar? Ficar por isso mesmo?

  Acredito que não preciso comentar mais nada. Só quero destacar que o tom manso tem muito haver com os maiores patrocinadores da entidade: Adidas e Coca-Cola bateram de frente e querem explicações. Duas das maiores empresas do mundo não podem patrocinar um entidade podre como a FIFA. Se eu fosse presidente de uma das duas, tiraria a marca do núcleo de toda esta bandalheira. Adidas e Coca-Cola merecem respeito e seus consumidores também!