Não sou defensor da FIFA, mas o Brasil está de brincadeira. O secretário-geral da entidade, Jèrôme Valcke deu uma entrevista bem interessante ao “Estadão” e três coisas me chamaram a atenção: a primeira e mais importante, o Brasil assinou em 2007 o documento concordando com as diretrizes e exigências da FIFA.
A segunda, a entidade já fez muitas concessões em várias áreas. E para concluir, Valcke afirmou literalmente não importar se as obras terão ou não dinheiro público. Ele quer tudo pronto.
Sou obrigado a concordar com as três afirmações. Não gostaria, mas como contrariar o secretário-geral se o fatos são reais e justos. O Brasil sabia muito bem que a cerveja Heineken patrocina a Copa e estará nos estádios. O Brasil assinou toda a documentação sabendo das exigências. Como assinou, precisa respeitar e cumprir.
Com relação às concessões, a FIFA mostrou realmente maleabilidade, como por exemplo, pelas diretrizes, São Paulo estaria fora da abertura da Copa, pois o Fielzão começou a ser construído recentemente. A entidade ignorou os prazos determinados.
Para fechar, a FIFA não tem nenhuma responsabilidade com a origem dos investimentos. O país assumiu o compromisso de sediar a Copa e terá que cumprir o seu papel. Apesar das dúvidas que cercam a FIFA, dessa vez não dá para criticar, eles estão apenas cobrando aquilo que o Brasil prometeu e assinou que irá realizar.







