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Na Copa, vândalos não vão beber cervejinha em estádio

segunda-feira, 26 de março de 2012

A verdade com ou sem dor

Tenho acompanhado com atenção as discussões sobre a autorização da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014. A briguinha entre parlamentares tem haver mais por interesses diversos de que propriamente com o assunto em questão. O Brasil assumiu compromisso perante a FIFA e terá que cumprir. Falar em bebida alcoólica não reflete bem a realidade: a FIFA quer a liberação da cerveja Budweiser, sua patrocinadora, não fala em whisky, vodka etc e tal. Essas podem continuar proibidas. A questão não é a cerveja, mas quem bebe e o que faz depois.

Também não consigo entender toda esta celeuma, quando é de conhecimento público de o problema reside em encher a cara de destilados e até misturar com drogas ilícitas. A cerveja não responde nem por 10% da violência nos estádios. Além disso, se o pessoal quiser, enche a cara nos botecos e depois vai ao estádio.

No Catar a proibição é total. A pessoa que consumir qualquer bebida alcoólica simplesmente será expulsa do país. Somente estrangeiros podem beber, mesmo assim em determinados lugares e sob licença especial. Lá a FIFA já conseguiu um acordo preliminar à Copa que acontecerá em 2022.

Não estou aqui fazendo apologia da venda de cerveja, apenas não consigo assimilar a importância de tanta discussão. O público de uma Copa do Mundo não irá ao estádio pensando em briga, mas sim ver um espetáculo que há mais de 60 anos não acontece em terras brasileiras. Sempre existe exceção e é nela que os políticos deveriam gastar os seus “preciosos neurônios”.

Em minha opinião os marginais e vândalos não pretendem assistir aos jogos, estarão mais preocupados em assaltar os torcedores estrangeiros e gerar baderna nas ruas. É preferível debater exaustivamente a prevenção da segurança nas ruas e tratar da organização. Gastam muito tempo preocupados com o sujeito que vai ao estádio tomar uma cervejinha e assistir ao jogo, como se ele fosse o motivo real de preocupação diante de um evento gigantesco como a Copa do Mundo.

Blatter e Ronaldo sentiram que “buraco é mais embaixo”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ao presentear Dilma com esta foto, Blatter sinalizou ter entendido quem manda na Copa no Brasil.

A reunião de sexta-feira entre Governo Brasileiro e a FIFA deixou bem clara a posição de cada um em todo o processo da Copa do Mundo. A presidente Dilma recebeu Josef Blatter e alguns pontos fundamentais ficaram esclarecidos. O principal de todos, Dilma mostrou quem manda no país e não adianta a FIFA usar de arrogância e agressividade para impor as suas exigências. O Brasil vai cumprir os compromissos assumidos ao reivindicar a Copa do Mundo, mas não aceita interferência nas decisões e ações. A queda do todo poderoso Ricardo Teixeira acendeu o sinal amarelo para Blatter.

Desde o começo as posições estavam invertidas. FIFA e CBF ignoraram o governo brasileiro. Tomaram decisões sem consultar ninguém. As declarações sempre soaram como determinações, ordens expressas acompanhadas de “cumpra-se”. Quando as duas entidades simplesmente ignoraram Pelé e começavam a direcionar tudo para Ronaldo, foi a gota d’água, Dilma entrou no circuito e deu um basta: nomeou Pelé Embaixador da Copa e ignorou Ronaldo. Atitude correta porque as entidades pensavam apenas em colocar alguém de confiança e que com carisma e simpatia poderia convencer o povo brasileiro de certas posições radicais tanto de Blatter quanto de Ricardo Teixeira. Uma Copa no Brasil sem Pelé seria o máximo do absurdo e da indignidade.

Acabou a alegria: Teixeira já era, Ronaldo representa a FIFA e Pelé o Brasil.

Durante o encontro Blatter presenteou Dilma com uma foto em que está acompanhado dela e Pelé, sinalizando ter entendido o recado: reconheceu o Rei como o verdadeiro representante dos jogadores brasileiros. Também ficou explícito o papel de cada um: Dilma, a maior autoridade do país e do evento, cercada por Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes e Pelé, Embaixador da Copa. Sem Teixeira, a FIFA e CBF foram representadas pelo presidente Blatter e Ronaldo. Os erros e fracassos na organização da Copa existem, mas é assunto que compete ao governo e ao povo brasileiro, não de grandes grupos estrangeiros que esperam apenas faturar milhões de euros em cima do evento. Tenho convicção de que Dilma deixou isso bem claro à FIFA e todos seus comparsas.

Falta pouco à FIFA mandar pra “pqp”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A verdade com ou sem dor

Não sou defensor da FIFA, mas o Brasil está de brincadeira. O secretário-geral da entidade, Jèrôme Valcke deu uma entrevista bem interessante ao “Estadão” e três coisas me chamaram a atenção: a primeira e mais importante, o Brasil assinou em 2007 o documento concordando com as diretrizes e exigências da FIFA.

A segunda, a entidade já fez muitas concessões em várias áreas. E para concluir, Valcke afirmou literalmente não importar se as obras terão ou não dinheiro público. Ele quer tudo pronto.

Sou obrigado a concordar com as três afirmações. Não gostaria, mas como contrariar o secretário-geral se o fatos são reais e justos. O Brasil sabia muito bem que a cerveja Heineken patrocina a Copa e estará nos estádios. O Brasil assinou toda a documentação sabendo das exigências. Como assinou, precisa respeitar e cumprir.

Com relação às concessões, a FIFA mostrou realmente maleabilidade, como por exemplo, pelas diretrizes, São Paulo estaria fora da abertura da Copa, pois o Fielzão começou a ser construído recentemente. A entidade ignorou os prazos determinados.

Para fechar, a FIFA não tem nenhuma responsabilidade com a origem dos investimentos. O país assumiu o compromisso de sediar a Copa e terá que cumprir o seu papel. Apesar das dúvidas que cercam a FIFA, dessa vez não dá para criticar, eles estão apenas cobrando aquilo que o Brasil prometeu e assinou que irá realizar.

Se gritar pega ladrão, não sobra um mesmo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A verdade com ou sem dor

Parte do refrão do samba de Bezerra da Silva encaixa direitinho no atual momento do futebol mundial. Da FIFA às Confederações denúncias rolam em grande número. Até o Ministério dos Esportes do Brasil está cercado de desconfianças. Desde que o futebol optou pelo caminho do business o resultado não passa de muito dinheiro acompanhado de corrupção.

O ministro Orlando Silva ganhou sobrevida com Dilma. Ninguém tem o direito de sentenciar qualquer pessoa sem um julgamento justo, mas o desgaste foi tão grande que é uma questão de bom senso. O Brasil vai sediar o maior evento esportivo do mundo, pelo menos em termos de business. Nunca os políticos deram atenção ao futebol ( Para ser justo, lembro apenas o Senador Álvaro Dias do Paraná que comandou CPI e já fez várias denúncias contra a CBF).

Agora todo mundo quer o Ministério do Esporte. Por quê? É muita grana em jogo e ponha grana nisso. Para acabar com a farra, Dilma deveria optar por gente do ramo. Pelé seria o ideal, mas Tostão, Zico, Falcão e Sócrates são nomes de respeito, credibilidade  e conhecem profundamente o futebol. São cidadãos brasileiros na expressão da palavra. Sob os olhos de um deles, os políticos ficariam mais calmos e menos gananciosos. Uma denúncia feita por um desses ícones do futebol brasileiro seria fatal para qualquer político.

Para encerrar,  o presidente Joseff Blatter afirmou que em março a comissão de ética e disciplina da FIFA passará a limpo a entidade após uma “criteriosa” sindicância. Serão denunciados os dirigentes corruptos. Bom, com esta iniciativa Blatter deseja enrolar e no final a FIFA coloca “panos quentes” ou pensa em eliminar aliados, entre eles Ricardo Teixeira, jogando toda a culpa neles e sair limpinho, limpinho. É se gritar pega ladrão, não sobra um mesmo.

Até tu, Blatter? Salve-se quem puder

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Blatter pode entregar Teixeira que anda bastante carrancudo. Não é para menos, pode pagar tudo sozinho.

É uma verdadeira caçada. O presidente Ricardo Teixeira recebe tiro de todos os lados, inclusive, fogo amigo. Isto se for possível considerar o presidente da Fifa, Joseff Blatter com esta proximidade.

Na Europa a imprensa está alvoroçada após o boato dando conta da intenção de Blatter tornar público alguns documentos que ligam Teixeira ao suborno ou recebimento de propina.

A situação de Teixeira fica cada vez mais complicada. Dentro do Brasil, a Polícia Federal já investiga o envio de dinheiro ilegalmente para o exterior. Blatter bem rapidinho pode entregar a ”cabeça do amigo” na bandeja e assim escapar de qualquer insinuação ou respingo. Garanto que não existe nenhuma prova concreta contra Blatter. Os outros fazem tudo em seu nome. Este é o mundo podre do futebol. Que pena, já foi mais puro e melhor.