O técnico Abel Braga tem toda a razão. Não dá para entender a vaia da torcida do Fluminense após vencer o Arsenal pela Libertadores. O torneio por si só já é uma pedreira, pior ainda diante de um adversário argentino. Cada triunfo deve ser comemorado como passo importante rumo ao título. É um torneio curto e dificílimo. É muita empáfia vaiar um time que vence. Em qualquer outro país não acontece… só no Brasil.
Parte desse comportamento tem haver com o excesso de badalação aos jogadores brasileiros. Alguns são ótimos, apenas isso, mas grande parte da imprensa e de torcedores idolatram como craques. Até mesmo Thiago Neves é um baita jogador, mas longe de ser craque. Fred então, um matador de respeito, ótima qualidade, mas também nada de excepcional. A impressão passada é de superioridade. Há certeza de passar por cima de clubes sem nome. No Brasil não tem nenhum Barcelona que mereça tal status. Os times brasileiros não são tão superiores quanto os seus torcedores pensam, na verdade a maioria é do mesmo nível. Muita gente ainda vive de passado glorioso quando o futebol brasileiro tinha muitos craques.
Dentro de campo prevalece a realidade. O Fluminense possui um elenco de qualidade, mas enfrentará muitas dificuldades na Libertadores. Além da questão técnica, o fator físico é primordial acompanhado de perto pela dedicação principalmente dos argentinos. A torcida tricolor perdeu uma grande chance de fazer festa, seria justificada por estar mais próximo da classificação à fase seguinte da Libertadores.








