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Fred tem direito de beijar a camisa tricolor

terça-feira, 6 de março de 2012

Fred tem direito de beijar o quanto quiser a camisa do Fluzão. Não é falsidade.

O centroavante Fred completou ontem 3 anos de Fluminense. Nesse período muitas confusões, discussões, mas principalmente gols e títulos. Muitas vezes a gente vê jogadores beijando a camisa já na estréia. Tudo falso e demagógico. Fred tem esse direito porque 3 anos já significam identidade e história, ainda mais no futebol de hoje quando a grande maioria mal completa um ano vestindo a mesma camisa.

Fiz diversas críticas ao atacante, mas o comentário de hoje é um resumo de Fred com a camisa 9 do Fluzão. No final de semana completou 115 jogos e 78 gols, uma média de 0,67 gol por jogo. Uma média alta e significativa digna de grandes artilheiros. O melhor ano de Fred foi exatamente o de 2011, quando realizou 43 partidas e marcou 34 gols. Poucos joagdores mais de 30 gols em um ano, ainda mais disputando o campeonato brasileiro.

No último ano Fred vibrou mais, conseguiu uma grande seqüência de jogos. O futebol brasileiro anda tão pobre de ídolos e jogadores identificados com os clubes, que Fred pode sim comemorar e merece respeito por ser uma exceção. Fred é hoje o maior símbolo tricolor dos últimos 10 anos. Ficará na história do clube. Parabéns, Fred e vida longa nas Laranjeiras.

De amaldiçoados a heróis da Taça Guanabara

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cavalieri merece o mesmo reconhecimento de Fred e Deco.

Badalação total para Fred e Deco. É claro que marcar gols em uma decisão e conquistar o título, vale muita badalação. Terminada a decisão da Taça Guarnabara diante do Vasco, pouco ouvi falar de dois personagens tão importantes ou mais: Diego Cavalieri e Abel Braga. A memória é curta, principalmente quando o assunto oscila entre derrota e vitória.

Na semana passada a torcida do Fluminense pendurou uma faixa “Fora Abel”. E agora? A faixa foi rasgada ou guardada para quando o Flu tropeçar, fato comum no futebol, ninguém ganha tudo. Chegaram a dizer que Abelão não tem gabarito de ser técnico do clube. São brincalhões, esquecem que o profissional em questão foi campeão mundial Inter-clubes, além de muitos outros títulos.

O mesmo ocorre com Diego Cavalieri. Cansei de ler e ouvir gente dizendo que o ponto frágil do Flu era o gol. Cavalieri seria apenas um bom reserva. Se não fosse Diego, o Flu não estaria na final. Contra o Fogão defendeu dois pênaltis, inclusive o do especialista Loco Abreu. Uma atuação de goleiro qualificado. E na decisão contra o Vasco, fez importantes defesas principalmente no final do jogo quando o Vasco pressionou barbaridade.

Reconheço, enalteço Fred e Deco, mas prefiro deixar de lado a badalação óbvia para aqueles que fazem gols e dar a mesma relevância da conquista a Cavalieri e Abel. Os dois foram feras e seria fundamental para o Fluzão, a torcida não esquecer disso após algum tropeço.

Vitória sob vaias. Só no Brasil

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Abel Braga chiou com razão. Vencer um jogo merece aplausos e não vaias.

O técnico Abel Braga tem toda a razão. Não dá para entender a vaia da torcida do Fluminense após vencer o Arsenal pela Libertadores. O torneio por si só já é uma pedreira, pior ainda diante de um adversário argentino. Cada triunfo deve ser comemorado como passo importante rumo ao título. É um torneio curto e dificílimo. É muita empáfia vaiar um time que vence. Em qualquer outro país não acontece… só no Brasil.

Parte desse comportamento tem haver com o excesso de badalação aos jogadores brasileiros. Alguns são ótimos, apenas isso, mas grande parte da imprensa e de torcedores idolatram como craques. Até mesmo Thiago Neves é um baita jogador, mas longe de ser craque. Fred então, um matador de respeito, ótima qualidade, mas também nada de excepcional. A impressão passada é de superioridade. Há certeza de passar por cima de clubes sem nome. No Brasil não tem nenhum Barcelona que mereça tal status. Os times brasileiros não são tão superiores quanto os seus torcedores pensam, na verdade a maioria é do mesmo nível. Muita gente ainda vive de passado glorioso quando o futebol brasileiro tinha muitos craques.

Dentro de campo prevalece a realidade. O Fluminense possui um elenco de qualidade, mas enfrentará muitas dificuldades na Libertadores. Além da questão técnica, o fator físico é primordial acompanhado de perto pela dedicação principalmente dos argentinos. A torcida tricolor perdeu uma grande chance de fazer festa, seria justificada por estar mais próximo da classificação à fase seguinte da Libertadores.

Amor com final feliz na dupla Fla-Flu

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Love entra no lugar de Thiago, tem mais haver com a camisa rubro-negra.

Thiago Neves no Fluminense e Vagner Love no Flamengo. Tudo está no seu devido lugar. Prevaleceu o sentimento,além de os clubes conquistarem reforços de ótima qualidade. Thiago nunca escondeu o seu amor pelo Fluminense, a identidade com o tricolor é enorme. O mesmo ocorre com Love, mais uma vez realiza o sonho de criança: vestir o manto sagrado.    Deixando de lado o sentimentalismo, tecnicamente as negociações foram boas para os dois clubes. O Fluminense sofre com a grande instabilidade de Deco. As lesões e falta de condição física impedem a sequência de jogos. Neves poderá ser o meio de ligação, além de um excelente companheiro para Fred.    O Flamengo sofreu demais por não ter um matador. Deivid fez alguns gols, mas não encaixou no gosto da torcida. Não parece ter empatia pela camisa. O limitado Jael está mais em sintonia. Love preencherá esta lacuna. Bottineli receberá a chance de ser titular que tanto merece. Portanto, o amor pode proprocionar um final feliz tanto para Flamengo quanto Fluminense.

Um dia bate, no outro apanha!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A verdade com ou sem dor

Desconfortável a situação do Grêmio quando no ano passado perdeu para o Flamengo aos 45 minutos do

segundo tempo a contratação de Ronaldinho Gaúcho. Muita revolta em Porto Alegre. O mesmo ocorre agora com a contratação de Thiago Neves por parte do Fluminense. Imperou a lei do mais forte, ou seja, quem tinha mais grana levou vantagem. Tanto Flamengo por Ronaldinho, como o Flu por Thiago agiram corretamente, tiveram mais sucesso na negociação. Apenas isso.

Não vejo nenhum absurdo no desfecho da novela Thiago Neves. Não existe esta história de atravessar negócio. O Flamengo tinha a prioridade, mas o Flu mostrou mais cacife e apresentou maiores vantagens aos árabes e Thiago. A negociação aconteceu no período correto. Seria falta de ética caso a proposta viesse no decorrer da temporada.

Sobre a contratação, não há dúvida do belo reforço tricolor. Thiago é talentoso e tem tudo para mais uma vez emplacar com a camisa das Laranjeiras. Ao Mengão resta parar de chorar e trabalhar para buscar um novo reforço. Thiago Neves não é a única cereja para enfeitar o bolo.