Para Paulo Henrique Ganso o ano de 2011 não existiu. E este assunto é muito mais sério para o futebol brasileiro do que qualquer outro nos últimos 10 anos. Com potencial para craque genial, caiu em descrédito e vive permanentes crises tanto físicas quanto de relacionamento com o Santos. O Brasil está perdendo um jogador singular, não temos ninguém próximo de sua qualidade, mas ainda busca uma afirmação e evolução.
Ganso está prestes a ter uma longa conversa com a diretoria do Peixe. Chegou a hora de descer do pedestal e fazer uma proposta simples: zerar tudo e começar de novo. Definir um aumento salarial, esquecer a Europa e encostar de lado os empresários que tanto atrapalharam a sua promissora carreira.
Aos 22 anos, Ganso perdeu tempo, dinheiro e remou pra trás. Diante do Barcelona, Ganso teve a prova real de que ainda não tem toda esta qualificação para jogar na Europa e ser a estrela que projeta. Necessita de um grande amadurecimento. Além da estrutura santista, Ganso não conseguirá arranjar um companheiro igual a Neymar em qualquer clube mundial. Ao lado da joia terá mais chances de explodir de vez e sacramentar a condição de craque. Ganso deve pensar com carinho nisso.








