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Ganso deve pensar com “carinho” em Neymar

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Com Neymar ao seu lado, Ganso terá maior facilidade para sacramentar o status de craque.

Para Paulo Henrique Ganso o ano de 2011 não existiu. E este assunto é muito mais sério para o futebol brasileiro do que qualquer outro nos últimos 10 anos. Com potencial para craque genial, caiu em descrédito e vive permanentes crises tanto físicas quanto de relacionamento com o Santos. O Brasil está perdendo um jogador singular, não temos ninguém próximo de sua qualidade, mas ainda busca uma afirmação e evolução.

Ganso está prestes a ter uma longa conversa com a diretoria do Peixe. Chegou a hora de descer do pedestal e fazer uma proposta simples: zerar tudo e começar de novo. Definir um aumento salarial, esquecer a Europa e encostar de lado os empresários que tanto atrapalharam a sua promissora carreira.

Aos 22 anos, Ganso perdeu tempo, dinheiro e remou pra trás. Diante do Barcelona, Ganso teve a prova real de que ainda não tem toda esta qualificação para jogar na Europa e ser a estrela que projeta. Necessita de um grande amadurecimento. Além da estrutura santista, Ganso não conseguirá arranjar um companheiro igual a Neymar em qualquer clube mundial. Ao lado da joia terá mais chances de explodir de vez e sacramentar a condição de craque. Ganso deve pensar com carinho nisso.

Ganso quebrou o “bico”. De novo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ganso recuou porque viu que na Europa na terá vida fácil.

Mau orientado ou aproveitador? Não sei qual é a do Paulo Henrique Ganso. Na semana em que decidiu o título mais importante de sua carreira, o de campeão do mundo, anunciou a venda de 10% de sua parte a um grupo de empresários. Não sei se já contava com a vitória diante do Barcelona e não quis passar por traidor. Após a derrota, anuncia que não negociou nada apenas fez contato. Se o Santos fosse campeão do mundo, a história seria diferente. Valorizado concluiria a negociação porque só pensa em jogar na Europa e ser estrela mundial. Para conquistar este sonho precisa jogar bola e não viver apenas de seu crédito e talento. Enquanto Neymar é orientado e bem policiado pelo pai, Ganso deixa transparecer de seguir as diretrizes de Ronaldo e sua empresa de promoção pessoal. A derrota para o Barcelona pode também servir de parâmetro. A realidade é bem diferente. O seu talento individual nem foi percebido diante da qualidade de Messi, Xavi e outros espanhóis. Paulo Henrique Ganso sentiu na pele a responsabilidade de liderar tecnicamente um time em grandes jogos. Não deu nem para o começo. Talvez agora entenda a sua condição: tem talento de craque, mas precisa caminhar e muito para chegar perto dos principais jogadores europeus. Caso contrário será um novo Robinho com pinta de craque e hoje não passa de um ótimo jogador.

Ganso colhe o que continua plantando

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ganso vive introspectivo. Foi instável dentro e fora de campo.

A carreira de Paulo Henrique Ganso parece um grande labirinto. E está longe de achar a saída. As discórdias com o Santos aumentaram nos últimos dias, voltou de lesão, mas ainda não conseguiu atuações compatíveis com sua qualidade. Está muito abaixo de Neymar, a cada dia jogando melhor e mais rico.

Enquanto não mostrar aquele futebol espetacular que o consagrou como a maior promessa do futebol brasileiro dos últimos 20 anos, Paulo Henrique pouco pode exigir e almejar. Não pensa assim, continua com a Europa na cabeça e ainda acha que ocupa o mesmo espaço de Neymar. Não passa nem perto, mas não aceita a realidade.

O Mundial de Clubes deve ser encarado por Ganso o ponto zero de sua carreira. Se voltar a jogar toda a bola que tem, em 2012 a busca será de brilhar no Santos e reconquistar a uma vaga na seleção brasileira. Tudo sem pressa, apenas trabalhando para isso e concentrado em conquistar títulos pelo Santos.

Em 2011, Ganso foi instável em todos os sentidos Ganso, tanto na parte física, técnica como no comportamento. Plantou instabilidade e está colhendo mais instabilidade. Se não encerrar este ciclo não conseguirá atingir na realidade o status que pensa que tem e continuará no patamar de ser apenas uma promessa.

Consagração e recomeço no Mundial

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ganso e Neymar: o mesmo objetivo por situações diferentes.

Neymar e Paulo Henrique Ganso vivem dois momentos distintos apesar de disputarem juntos o Mundial de Clubes. Enquanto Neymar sabe que atuações destacadas servirão para “carimbar” de vez a condição de craque mundial, Ganso experimenta novamente o desafio de recomeçar a carreira de craque.

Há pouco mais de um ano os dois viviam situações opostas. Ganso era uma unanimidade, considerado craque, a solução para o pobre meio-de-campo da seleção brasileira. Uma cirurgia no joelho e depois os desperdício de tempo porque só ficou pensando em jogar na Europa, o fizeram regredir e voltar a ser uma promessa ou melhor, uma incógnita.

Nesse mesmo período, Neymar explodiu de vez. Ganhou notoriedade mundial através das jogadas geniais e gols sensacionais. Hoje é o garoto-propaganda da moda. Além de mais um título mundial para o Peixe, também estão em jogo os dois. Com título ou não, Neymar e Ganso tentam superar os seus desafios e retornarem do Japão como craques consagrados.

O problema físico de Ganso começa pela cabeça

sábado, 10 de setembro de 2011

Ganso enfrenta lesões e instabilidade emocional.

A carreira de Paulo Henrique Ganso deu uma guinada de 180 graus: de promissor craque a incógnita. Antes do talento e o dom, tem o ser humano. Desde que virou celebridade e passou a escutar os seus “conselheiros”, Ganso perdeu todo o brilho, tanto dentro quanto fora de campo.

De rapaz ajuizado, com a cabeça no lugar, passou a ter um discurso deslumbrado falando em Milan, Inter de Milão e o desejo imediato de se mandar para a Europa, como se o fato de jogar no Brasil fosse muito pouco. O castigo veio com as lesões. Hoje na Europa, Ganso não ocupa espaço de destaque na mídia como reforço e sim uma grande incógnita, ninguém vai investir milhões em algo duvidoso.

Ganso não ganhou praticamente nada, mesmo na Libertadores teve participação limitada, em poucos jogos. Ganso deixou de ser unanimidade na seleção, corre o risco até de perder vaga na convocação. Ronaldinho está bem, Oscar vem arrebentando no Inter, sem contar com Kaká que deseja uma vaga.

 Fica clara a falta de condição física de Paulo Henrique, a cada volta aos gramados, após alguns jogos, uma nova lesão. É a terceira em um ano. Ganso deve esquecer o Brasileirão, a Europa, colocar a cabeça no lugar e se preparar para o Mundial de Clubes. A partir desse torneio, reiniciar a carreira do ponto zero, buscar o verdadeiro espaço de seu talento e genialidade.