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Rebelião portenha: ‘más plata’

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Finalmente D'Alessandro recebe dentro do padrão que merece.

Os craques argentinos acordaram: reconhecidos por torcedores e imprensa, resolveram receber em grana a consagração de figurarem entre os melhores jogadores no Brasil. Montillo e D’Alessandro foram o centro das atenções neste mês de janeiro. Ambos ameaçaram deixar os seus clubes em troca de excelentes propostas.

Mercenários? No caso deles não dá para ser tão exigente. Montillo ganha 180 mil reais no Cruzeiro e D’Ale 350, isso após renovar no meio do ano, ganhava 300, recebeu “cinquentinha” de aumento. Parece muito, mas no futebol nada de excepcional.

Nos últimos dois anos ambos estão entre os cinco melhores jogadores do país. Uma unanimidade. Ninguém questiona o talengto desses argentinos. Dando uma passada rápida no padrão salarial de alguns dos jogadores brasileiros mais valorizados, Fred ganha 700 mil reais, Deco 550, Thiago Neves acertou com o Flu e receberá 730, Deivid (Fla) 475, Kleber no Grêmio cerca de 500 e muitos outros casos.

Montillo recebe 180, é humilhação, por isso ficou desesperado com os 500 oferecidos pelo Corinthians. E mesmo assim ficaria abaixo de jogadores que produzem muito menos, como por exemplo, Deco.

Os clubes brasileiros não terão mais jogadores argentinos de alta qualidade sem pagar bem. Os “hermanos” acordaram e sabem quanto valem. Pelo menos o dinheiro pago não é desperdício, pelo contrário é investimento com resultados positivos. Pergunte ao Timão se os 350 mil desembolsados mensalmente por Adriano dão retorno? E os 550 por Deco? Os 475 por Deivid? Paramos por aí, logo chegaria a Ronaldinho. Com o salário de Gaúcho daria para pagar Montillo, D’Alessandro, e Thiago Neves. Qualquer um toparia.

Sobrou o “manto sagrado”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

a verdade com ou sem dor

No papel o time do Flamengo é um furor, em campo bem longe disso. O mesmo acontece nos bastidores, os discursos são de um clube poderoso, mas a gestão nem perto do esperado. O Flamengo sobrevive da tradição de sua camisa, chamado pelos seus torcedores de “manto sagrado” que continua arrastando com fervor a maior galera do Brasil. O resto é lembrança. As más administrações deterioram tudo aquilo que foi construído nas décadas de 80 e 90.

A contratação de Ronaldinho Gaúcho deu algum alento, no fundo não passou de um grande “tiro no pé”. Mesmo com a camisa do Flamengo, a maior estrela do futebol brasileiro alternou bons e maus momentos. Muitos jogadores têm prestígio, mas estão em fase de decadência física principalmente.

Luxemburgo continua sendo um técnico comum. Não colocou nada de inovador em mais de um ano de trabalho. Deixou de ser aquele técnico decisivo, especial, com mexidas geniais, quando conseguia mudar o rumo do jogo no intervalo da partida.

O ano de 2012 começa pesado para o Fla e as perspectivas não são boas. Afinal, dinheiro não dá em árvore e o time não ganha só com o prestígio de seus jogadores. Ainda mais quando estão com os salários atrasados.

Quem tem menos grana não adianta chiar

sábado, 17 de dezembro de 2011

Felipão desvia a atenção da torcida reclamando do Timão. Quem não tem grana...

O técnico Luis Felipe descarregou uma metralhadora de críticas ao presidente Andrés Sanchez do Corinthians. Acusa o dirigente de “atravessar as negociações” iniciadas pelo Palmeiras oferecendo o dobro aos jogadores que interessavam e foram para o Parque São Jorge.

O futebol é movido por dinheiro, logo quem oferece mais leva vantagem. Não vejo nenhum problema nisso. É a lei de mercado, o clube que tem mais grana, ganha a parada. O Timão anunciou no mês passado o interesse em Tévez, dias depois o Milan ofereceu um caminhão de dinheiro pelo atacante. Será que os italianos atravessaram o negócio dos brasileiros? Lógico que não. Não dá para comparar o poder financeiro do Milan com o Corinthians. Apenas os dois clubes estavam interessados no mesmo jogador. A melhor proposta com certeza levará.

É papo de perdedor. Fica evidente a dificuldade financeira do Verdão e outros clubes com mais dinheiro, também vão levar vantagem. Terminou a temporada de 2010, os jogadores estão abertos às negociações. Um exemplo verdadeiro de atravessar negócio aconteceu com o Palmeiras, quando o argentino Martinuccio tinha pré-contrato assinado e o Fluminense fez uma proposta mais vantajosa. Neste caso realmente procede a reclamação de Felipão. Já os outros jogadores perdidos, nada a reclamar: é choradeira de quem na atual fase não tem grana suficiente para superar o Timão.

A nova Parmalat na vida do Verdão

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Palmeiras está próximo de acertar uma parceria com a Kentaro, empresa com sede na Suíça que organiza jogos para a seleção brasileira. Segundo informações há interesse dos suíços em injetar 100 milhões de reais em contratações para o clube brasileiro. Só pelo fato de ter ligações com a CBF já não agrada.

A experiência da Parmalat tem muito haver com o momento atual do clube. Após um período de glória caiu em sérios problemas financeiros. Não existe fórmula mágica.  A diretoria deveria buscar novas opções mais bem alicerçadas como o investimento em jogadores jovens formados em casa.

Na vida não existe milagre. O enriquecimento ocorre com muito trabalho e dedicação. Só uma Mega Sena ou algo ilícito para tornar alguém milionário em pouco tempo. Acertar uma parceria de 100 milhões de reais não é nenhuma loteria. Quem coloca toda esta grana tem interesse em lucro e rápido. Depois os investidores vão embora alegres e com os bolsos cheios. Já o clube fica com as dívidas e dificuldades.

Com o mercado alvoroçado, a bola pune

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A verdade com ou sem dor

Timão deseja Douglas. Kleber no Grêmio. Inter negocia com Dagoberto. Cortês deve sair do Botafogo. Em minha volta de Lima, no Peru, deparo com estas e outras manchetes. Pensei comigo: fiquei fora 3 dias e o Brasileirão já está definido. O mercado de transações está aberto e vem para estragar a reta final do campeonato.

O Corinthians perto do título Brasileiro e fala em contratar Carlitos Tevez e Douglas. Esses dois interesses atingem diretamente jogadores importantes como Danilo, Alex, Willian e Liédson. Se o clube procura reforços para as suas posições, como fica em 2012?

Imagine a cabeça do jovem Cortês ao saber da possibilidade de ganhar uma bela grana em janeiro? E O Fogão lutando pelo título. Não é diferente com Dagoberto, Inter e São Paulo ainda brigam por vaga de Libertadores.

É só lembrar o caso recente de Montillo: aquele papo de o Corinthians oferecer uma fortuna ao jogador causou um mal estar danado principalmente porque o argentino perdeu uma penalidade. Se Montillo for negociado com o Timão parece que foi proposital.

O futebol não pode ser misturado com grana, principalmente no Brasil. O sonho do jogador brasileiro é ficar rico cedo para aproveitar a vida. Quem sobra? A bola, ela fica em segundo plano. Corremos o risco de termos os melhores jogadores do Brasileiro pensando em cifrões de que no futebol. O resultado final já é sabido: a bola pune e “bye bye” campeonato.