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Tem gente que joga pouco e ganha muito. Qual é o segredo?

segunda-feira, 16 de abril de 2012
Sem Perdão

Sem Perdão: a verdade com ou sem dor.

As especulações são constantes no futebol. Um tema que sempre está em evidência é a corrupção no futebol brasileiro. Ninguém prova nada, mas não faltam acusações e dúvidas. Cabe-me colocar também “bocadinho” de fogo nesta fornalha. Gostaria de entender qual a razão que leva um clube ou um patrocinador a pagar verdadeiras fortunas para jogadores que não cumprem os seus contratos dentro de campo. Vivem com problemas de todos os tipos. Se o clube realiza 20 jogos, participam no máximo de cinco. E dá-lhe marketing e mídia! Agora ele joga… e nada, continua fora. O que se vê é a movimentação do noticiário que só fala do retorno aos gramados. E ainda renovam este contrato. Aí vem a pergunta: será que este jogador recebe toda a grana divulgada na imprensa, ou isso faz parte de algum esquema obscuro? E temos muitos casos como estes, não é um caso isolado. É só observar.

Vamos para o outro lado da moeda. Terminada a temporada encontramos dezenas de jogadores de ótima qualidade que jogaram praticamente todos os jogos, deram resultado em campo e não renovam os seus contratos, ou têm dificuldades para o acerto. Deve existir uma explicação…  aguardo uma justificativa empresarial de gestão de dinheiro. Afinal, ninguém joga grana fora, mesmo aqueles que têm muito, pelo contrário estes são os que mais sentem dor no coração ao perder alguns “tostões”, imagine milhões.

Clubes estão à beira da quebradeira

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O carismático Neymar ganha fortunas porque vende barbaridade.

O futebol europeu vive em uma crise financeira muito grande, talvez a maior dos últimos 30 anos. E o Brasil parece uma ilha onde tudo está a mil maravilhas. Uma “Suíça” do futebol mundial. Não é bem assim: os salários fora da realidade já estão esquartejando financeiramente as instituições.

O Flamengo foi pressionado por jogadores sem receber salários. No Vasco a situação apertou de tal forma que os jogadores sob protesto não concentram. Douglas chega ao Corinthians dizendo que o Grêmio devia 8 meses de direito de imagem. Ronaldinho Gaúcho quer receber mais de 4  milhões de salários atrasados. Poderia citar mais uma dezena de fatos.

Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar inflacionaram o mercado. Eles são exceção e não ganham tanto assim dos clubes. Explico melhor: de 50 a 70% dos salários de jogadores diferenciados são bancados por patrocinadores. No caso de Ronaldinho, ele ganhava o mesmo salário de Thiago Neves, ou seja, 500 mil os 700 restantes, para completar 1,2 milhão, vinham da Traffic. Deveriam vir, mas não recebeu. A Traffic não paga porque Ronaldinho não vendeu tanto assim, nem camisa!

Já Neymar ganha 3 milhões, mas vende barbaridade. O Santos e empresários pagam os salários e ainda têm lucro, o menino dá retorno nas vendas. Ele se garante! Ronaldo não jogou nada, mas vendeu muito e deu lucro, mesmo sem jogar. É um fenômeno de marketing.

Na Europa muitos jogadores ganham milhões, mas conseguem vender produtos e são estrelas de comerciais. Aqui no Brasil dá para contar nos dedos, ou alguém acha que o Deivid do Flamengo consegue vender tanto para pagar os quase 500 mil de salário?

Está na hora dos clubes colocarem o pé no breque. Caso contrário vai ser uma quebradeira geral.

Rebelião portenha: ‘más plata’

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Finalmente D'Alessandro recebe dentro do padrão que merece.

Os craques argentinos acordaram: reconhecidos por torcedores e imprensa, resolveram receber em grana a consagração de figurarem entre os melhores jogadores no Brasil. Montillo e D’Alessandro foram o centro das atenções neste mês de janeiro. Ambos ameaçaram deixar os seus clubes em troca de excelentes propostas.

Mercenários? No caso deles não dá para ser tão exigente. Montillo ganha 180 mil reais no Cruzeiro e D’Ale 350, isso após renovar no meio do ano, ganhava 300, recebeu “cinquentinha” de aumento. Parece muito, mas no futebol nada de excepcional.

Nos últimos dois anos ambos estão entre os cinco melhores jogadores do país. Uma unanimidade. Ninguém questiona o talengto desses argentinos. Dando uma passada rápida no padrão salarial de alguns dos jogadores brasileiros mais valorizados, Fred ganha 700 mil reais, Deco 550, Thiago Neves acertou com o Flu e receberá 730, Deivid (Fla) 475, Kleber no Grêmio cerca de 500 e muitos outros casos.

Montillo recebe 180, é humilhação, por isso ficou desesperado com os 500 oferecidos pelo Corinthians. E mesmo assim ficaria abaixo de jogadores que produzem muito menos, como por exemplo, Deco.

Os clubes brasileiros não terão mais jogadores argentinos de alta qualidade sem pagar bem. Os “hermanos” acordaram e sabem quanto valem. Pelo menos o dinheiro pago não é desperdício, pelo contrário é investimento com resultados positivos. Pergunte ao Timão se os 350 mil desembolsados mensalmente por Adriano dão retorno? E os 550 por Deco? Os 475 por Deivid? Paramos por aí, logo chegaria a Ronaldinho. Com o salário de Gaúcho daria para pagar Montillo, D’Alessandro, e Thiago Neves. Qualquer um toparia.

Sobrou o “manto sagrado”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

a verdade com ou sem dor

No papel o time do Flamengo é um furor, em campo bem longe disso. O mesmo acontece nos bastidores, os discursos são de um clube poderoso, mas a gestão nem perto do esperado. O Flamengo sobrevive da tradição de sua camisa, chamado pelos seus torcedores de “manto sagrado” que continua arrastando com fervor a maior galera do Brasil. O resto é lembrança. As más administrações deterioram tudo aquilo que foi construído nas décadas de 80 e 90.

A contratação de Ronaldinho Gaúcho deu algum alento, no fundo não passou de um grande “tiro no pé”. Mesmo com a camisa do Flamengo, a maior estrela do futebol brasileiro alternou bons e maus momentos. Muitos jogadores têm prestígio, mas estão em fase de decadência física principalmente.

Luxemburgo continua sendo um técnico comum. Não colocou nada de inovador em mais de um ano de trabalho. Deixou de ser aquele técnico decisivo, especial, com mexidas geniais, quando conseguia mudar o rumo do jogo no intervalo da partida.

O ano de 2012 começa pesado para o Fla e as perspectivas não são boas. Afinal, dinheiro não dá em árvore e o time não ganha só com o prestígio de seus jogadores. Ainda mais quando estão com os salários atrasados.

Quem tem menos grana não adianta chiar

sábado, 17 de dezembro de 2011

Felipão desvia a atenção da torcida reclamando do Timão. Quem não tem grana...

O técnico Luis Felipe descarregou uma metralhadora de críticas ao presidente Andrés Sanchez do Corinthians. Acusa o dirigente de “atravessar as negociações” iniciadas pelo Palmeiras oferecendo o dobro aos jogadores que interessavam e foram para o Parque São Jorge.

O futebol é movido por dinheiro, logo quem oferece mais leva vantagem. Não vejo nenhum problema nisso. É a lei de mercado, o clube que tem mais grana, ganha a parada. O Timão anunciou no mês passado o interesse em Tévez, dias depois o Milan ofereceu um caminhão de dinheiro pelo atacante. Será que os italianos atravessaram o negócio dos brasileiros? Lógico que não. Não dá para comparar o poder financeiro do Milan com o Corinthians. Apenas os dois clubes estavam interessados no mesmo jogador. A melhor proposta com certeza levará.

É papo de perdedor. Fica evidente a dificuldade financeira do Verdão e outros clubes com mais dinheiro, também vão levar vantagem. Terminou a temporada de 2010, os jogadores estão abertos às negociações. Um exemplo verdadeiro de atravessar negócio aconteceu com o Palmeiras, quando o argentino Martinuccio tinha pré-contrato assinado e o Fluminense fez uma proposta mais vantajosa. Neste caso realmente procede a reclamação de Felipão. Já os outros jogadores perdidos, nada a reclamar: é choradeira de quem na atual fase não tem grana suficiente para superar o Timão.