
Mano critica o esquema dos clubes, mas na seleção também não consegue dar um padrão diferente. É o esquema pebolim e pronto.
O técnico Mano Menezes criticou os clubes brasileiros por jogarem sem intensidade e os setores – defesa, meio-de-campo e ataque – muito distantes. A análise está correta e não precisa quebrar muito a cabeça para observar tal situação. E a deficiência não tem solução, pelo menos no momento. Na seleção o Mano também enfrenta a mesma dificuldade.
A explicação é simples: a transição da defesa ao ataque não existe porque não temos jogadores com qualidade suficiente para executar este papel. No Cruzeiro o argentino Montillo realiza esta função com grande qualidade. A base dos clubes forma jogadores com o seguinte perfil: alas velozes, volantes limitados à marcação, meias e atacantes velozes. O esquema básico dos times: roubar a bola perto de sua área defensiva e sair em velocidade através dos laterais e meias. É só isso. Não temos jogadores com capacidade de pensar e articular jogadas.
Por isso é o tal “bate e volta”. Quem for mais rápido no contra-ataque ganha o jogo. Isso sem contar com o grande trunfo: zagueiros altos e excelentes cabeceadores. Através deles muitas vitórias são conquistadas. Enquanto não houver um trabalho na formação de jogadores mais qualificados para a meia-cancha o Brasil continuará jogando um futebol estilo pebolim: bate, volta,com as linhas dos setores rígidas e distantes.







