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Papai Joel assina “sentença de morte”. Dele ou do Mengão?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A verdade com ou sem dor

 

Mais uma vez a diretoria do Flamengo será testada. O técnico Joel Santana em entrevista ao Sportv deixou transparente a insatisfação com a falta de comprometimento de alguns jogadores. Ao fazer esta declaração certamente não terá um ambiente amistoso na Gávea. Ronaldinho & Cia devem iniciar o mesmo processo de desgaste que culminou com a saída de Vanderlei Luxemburgo.

E dessa vez não haverá segunda chance: a diretoria deverá apoiar o treinador. Caso Joel perca a “queda de braço” e seja demitido, o grupo de baladeiros ganhará ainda mais força. Ronaldinho e seus parceiros não têm o menor interesse em ver uma nova fase no clube. Este mês de férias foi uma maravilha, ganhar mais de 1 milhão de reais só para treinar foi um presente dos céus. Sem jogos, pressão da torcida, viagens… Êta vidão!

Quando Luxemburgo cobrou mais responsabilidade de Ronaldinho assinou a sentença de morte. Poucas semanas depois caiu. Agora é a vez de Joel, tomou a mesma posição do seu antecessor. Se novamente Ronaldinho receber o aval da diretoria, quem estará com a sentença de morte prestes a ser assinada será o Flamengo.

As diversas faces de Patrícia Amorim

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Patricia se saiu muito bem após convite de Marin: fez média com a nação flamenguista.

Acumular cargos antagônicos pode gerar sérios problemas. É o caso da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. Eleita vereadora pela cidade do Rio de Janeiro enfrenta infindáveis crises políticas. Não adianta querer separar as funções, ainda mais quando se estamos falando de dois cargos exponenciais. Patrícia, presidente a nação flamenguista e vereadora de uma das principais cidades do mundo.

Além de mãe, cidadã, esposa, ex-atleta renomada, presidente e vereadora, agora recebe o convite do presidente da CBF, José Marin para que chefie a delegação feminina de futebol às Olimpíadas. Pega de surpresa ficou perdida e como toda boa política soube sair com classe e ainda fez o seu comercial: “ vou pensar, o senhor sabe que a minha prioridade é o Flamengo”, respondeu meigamente a Marin. Não deve ser fácil Patrícia atender todos os ônus de cargos tão importantes. Precisa de muito “jogo de cintura”.

Pura balela, Patrícia tem dificuldade em aceitar o convite por duas razões: a principal é de estarmos em ano eleitoral. As Olimpíadas terminam em agosto, a esta altura a sua campanha em busca de reeleição à Câmara Municipal do Rio estará pegando fogo. Teria que ficar um mês no exterior, além de chefiar a delegação brasileira ser uma faca de dois gumes: se o Brasil voltar das Olimpíadas com o ouro terá valido à pena. Dará uma força em sua campanha, agora caso fracasse poderá perder votos.

O dilema de Patrícia é exatamente este: o Flamengo serve apenas como desculpa caso não aceite. Duvido que em 30 dias distante da Gávea as coisas possam piorar ainda mais. Corre o risco de melhorar e aí sim a sua candidatura à reeleição irá pro espaç

Choradeira boba de Dinamite. R-10, a porta está aberta!

domingo, 8 de abril de 2012

A verdade com ou sem dor

O clássico entre Flamengo e Vasco reservou grandes emoções nos últimos minutos, entretanto o maior destaque ficou por conta do pós-jogo.  Do lado vascaíno, a choradeira descabida do presidente Roberto Dinamite. O pênalti reclamado em Thiago Feltri não foi tão absurdo assim. Já o lance em Leo Moura não tem nem comparação: Fernando Prass entrou no meio do lateral. Se o árbitro não apitasse teria que ser internado. A bola estava distante de Léo, o goleiro se jogou contra as pernas do adversário.

Roberto marca a sua administração por ser equilibrado, dessa vez “chutou o pau da barraca”. Fez um escândalo desproporcional à realidade da partida. Deve ser duro perder o clássico aos 47 do segundo tempo e de penalidade máxima, porém o futebol é assim. A choradeira desesperada soou como desculpa por uma derrota diante do seu maior rival.

Ronaldinho jogou bem, fez diferença em quatro ou cinco lances, não chegou a ser sensacional, pelo menos teve um rendimento decente.  Após a partida também exagerou. Falou em querer sair pela porta da frente. A pose de vítima não cabe, porque vem recebendo críticas e cobranças por não ter comprometimento e render bem abaixo do que pode: exagera em noitadas e falta treinos. Vive com dores e lesões inexplicáveis. A vitória acalma a dor rubro-negra, entretanto a cura do problema está bem longe. Aliás, a porta da Gávea está bem aberta. É só sair, R-10!

Mengão queria o Ronaldinho craque, não coreógrafo de funk

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A nação flamenguista esperava o Ronaldinho craque de bola e não coreógrafo de funk.

Tenho certeza que o leitor deste blog já está enjoado de ler críticas repetitivas sobre Flamengo e Ronaldinho. Confesso também ficar estressado em escrever repetidamente o óbvio. O pior do fracasso é quando ninguém assume a responsabilidade e ainda joga nas costas dos outros.  Esta semana inclusive, escrevi sobre o perigo de o técnico Joel Santana “pagar a conta”. A diretoria e Ronaldinho Gaúcho, os principais culpados, sempre dão um jeitinho de desvirtuar a situação e pular fora.

Com as exceções de Vagner Love, Thiago Neves e Bottinelli, as contratações do Flamengo nos últimos dois anos fracassaram. A pior delas, a de Ronaldinho Gaúcho, coloca o clube em crise técnica, tática e principalmente financeira. Além de ser um jogador comum na atual fase da carreira, Ronaldinho instituiu um ambiente de irresponsabilidade e falta de comprometimento. É só pagodinho, toquinho de lado, malabarismo e risadinha ao perder um gol.

Cobrar do treinador quando o time joga com 10 é no mínimo falta de bom senso. Luxemburgo tentou e Joel continua tentando suprir a falta de um jogador mais participativo, tanto técnica quanto taticamente. A meia-cancha fragilizada na marcação, ainda é “obrigada” a passar a bola por Ronaldinho. Após a “carimbada” o toque de lado. Nada de dribles, velocidade ou jogadas mais contundentes. Um lance isolado como o passe espetacular a Junior César que resultou no gol de Deivid contra o Emelec, basta para maximizar a participação de Ronaldinho. Muitos jogadores fazem diversas vezes lances parecidos, porém não possuem o rótulo “Ronaldinho Gaúcho”.  Lances deste nível deveriam ser uma constante para valer à pena.

Enquanto a diretoria não assumir o erro de trazer Ronaldinho, a situação do Flamengo ficará cada vez mais difícil. Além de não produzir, o elenco está nitidamente influenciado pelo jeito desleixado de Gaúcho. Qualquer golzinho gera dancinha, trenzinho e outras bobagens que não significam nada. Quando um time vence e ganha títulos até dá para engolir, agora diante de tanta mediocridade é ridículo.

O Flamengo é uma instituição muito importante no Brasil, são milhões de torcedores apaixonados. Por respeito à tradição do clube, a diretoria precisa assumir os seus erros e buscar solução. Já Ronaldinho deve seguir outro rumo. Com certeza apenas as boates cariocas sentirão a sua falta. Será um sério desfalque às baladas cariocas. Para compensar, Adriano vem aí! Acho que basta, né?

Será que Papai Joel vai “pagar a dívida” sozinho?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A verdade com ou sem dor

A fase do Flamengo é problemática. O maior objetivo do primeiro semestre corre sério risco de murchar. Vencer os jogos diante do Emelec (quarta-feira) e Lanús para continuar na Libertadores. Nos últimos dias o antigo enredo se repete na Gávea. Perante momentos difíceis a diretoria fica afastada e deixa o treinador sozinho sofrendo todas as consequências. Assim ocorreu na passagem de Zico como diretor de futebol, e recentemente com Vanderlei Luxemburgo no comando técnico.

O Flamengo mergulhou em uma grande crise nos últimos meses: salários atrasados, problemas disciplinares com Ronaldinho Gaúcho, má fase de jogadores e campanha irregular. A classificação ou não à sequência da Libertadores, será a linha divisora entre a instauração de uma enorme crise ou a manutenção da atual fase, onde tudo é empurrado “com a barriga”.

É comum no futebol brasileiro, jogar a culpa em cima do treinador e mandá-lo embora. O Flamengo até pode fazer isso com Joel Santana, porém não serão resolvidos os maiores problemas: a falta de comprometimento de Ronaldinho e o ambiente descompromissado do elenco por vitórias e títulos. Enquanto o Mengo colhe resultados negativos, o pagode e as festas continuam embalando R-10 e o seu grupo.