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Cartilha, R-10, Adriano… é o “samba do crioulo doido”

domingo, 25 de março de 2012

A verdade com ou sem dor

Tem notícia que eu não sei se é para irritar ou tirar sarro da cara do torcedor. Na última sexta-feira o departamento de futebol do Flamengo anunciou dois fatos antagônicos, até ridículos, dignos de programa humorístico: instituiu uma cartilha de bom comportamento e responsabilidades dos atletas, logo em seguida confirmou o convite a Adriano recuperar a forma na Gávea e depois, caso consiga ficar em forma, assinar contrato. Nem uma coisa é séria, muito menos outra.

Falar em cartilha de bom comportamento, inclusive orientando o elenco a dormir cedo, é delírio principalmente quando o maior líder do grupo é Ronaldinho Gaúcho. Nos últimos dois meses R-10 “enfiou o pé na jaca”. Treina pouco e aproveita a noite carioca, show do cantor Belo e outras festas. Não sei se a dívida do clube permite a Ronaldinho fazer o que bem entende porque ninguém tem coragem de chamar a sua atenção.

Completando a insanidade flamenguista, convida Adriano para se recuperar na Gávea e depois assinar contrato, caso esteja 100%. Será bem interessante ver Adriano lendo a tal cartilha e depois entrar em forma. Em um ano no Timão não “cumpriu a cartilha” de Tite e muito menos entrou em forma. De tudo isso, tenho apenas uma certeza: o Flamengo virou o “samba do crioulo doido” de vez. Em campo talvez não melhore nada, mas as baladas cariocas serão mais agitadas com R-10 e o Imperador ditando o ritmo.

Os “urubuzinhos” de Papai Joel pedem passagem

terça-feira, 20 de março de 2012

A história do Flamengo é recheada de craques formados dentro de casa. Nas últimas duas décadas abandonou a tradição e trouxe alguns jogadores renomados (outros nem tanto), enfrentou sérios problemas dentro e fora de campo principalmente por dívidas astronômicas com jogadores que pouco produziram para justificar as aquisições.

Nas últimas semanas muitas lesões atrapalharam o Flamengo e o técnico Joel Santana utilizou a meninada sem maiores preocupações porque não tinha outras opções. Tomás, Galhardo, Luis Antonio, Muralha, e Diego Maurício. A garotada formada no “Ninho do Urubu” supriu a falta de jogadores mais experientes, com vantagens. O Flamengo venceu os últimos três jogos no Carioca e se não fosse a cochilada teria vencido fácil o Olímpia pela Libertadores, permitiu o empate após estar vencendo por 3 a 0.

Mesmo com o retorno de alguns veteranos, Joel pode muito bem manter a meninada, dar oportunidade de afirmação. Já ouvi muitas críticas a Negueba, por exemplo, porém até agora não consegui definir a real capacidade desse menino. Ele precisaria de pelo menos 10 jogos seguidos para mostrar o real potencial. Baseado no caso de Negueba, o “papai” Joel precisa dar uma nova diretriz ao time, assumir a responsabilidade de dar novas oportunidades aos “urubuzinhos”,mas não quando necessitar para tapar um buraco. Se der confiança e segurança esta gurizada vai encher a galera flamenguista de alegria.

Ronaldinho nunca foi Rei, porém ele acha que sim

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ronaldinho e Ana Maria Braga. Uma jogada para melhorar a imagem desgastada.

O que Ronaldinho foi fazer no programa da Ana Maria Braga? Aprender a cozinhar? Ou apelou para o coração mole dos brasileiros e tentar reconstruir a imagem já desgastada. Uma jogada competente de marketing pessoal, mas pouco resolve para quem acompanha o futebol, nem mesmo para o torcedor passional do Flamengo. Principalmente o flamenguista, porque sabe muito bem que R-10 pouco fez pelo Mengão, nada mais de que outros jogadores de médio porte.

Na entrevista chegou a falar algo que só ele pensa: “um dia você é rei e no outro não é nada”. As últimas gerações de jogadores brasileiros têm esta concepção errada. Pensam que em algum dia foram reis. São frutos do forte marketing europeu, usufruíram da marca “jogador brasileiro” hoje já desgastada exatamente porque Ronaldinho, Ronaldo, Adriano e Robinho “viajaram” nessa história de reis intocáveis, craques supremos. Dos quatro, apenas Ronaldo vai sobreviver porque fez dois gols na decisão da Copa de 2002 e tem carisma enigmático, dominador.

Ronaldinho veio para o Flamengo com o intuito de vender muitos produtos e levar o clube aos títulos. Não conseguiu porque não tem o carisma que pensava ter e também não joga tudo o que pensa que joga. Aos 31 anos, nem a idade pode ser desculpa, e também não tem as cirurgias nos joelhos de Ronaldo que seguraram as cobranças nos últimos anos de carreira.

Aqui no Brasil o mundo é real e no passado R-10 foi um jogador diferenciado, mas nada próximo de Messi, Zico, Zidane, Maradona e outros gênios da bola. E nem vou falar de Pelé, porque ele sim já nasceu Rei.

Imperador pode reforçar “bonde do pagode” de R-10

terça-feira, 13 de março de 2012

Ronaldinho e Adriano juntos? Não vai faltar festa com pagode na Gávea.

Gostaria de entender melhor o que rola nos bastidores dos clubes. Deve acontecer coisas de que até o Ali Babá ficaria vermelho de vergonha. Adriano deixou o Corinthians após causar grande prejuízo e demonstrar explicitamente não ter mais interesse de jogar em alto nível. A contratação de Adriano significa jogar dinheiro fora, não entendo a matemática financeira dos clubes. Mal saiu pela porta dos fundos do Parque São Jorge, o Flamengo escancara as portas da Gávea com direito a tapete vermelho e tudo.

Logo após os dirigentes admitirem o retorno de Adriano, Ronaldinho Gaúcho vibrou e falou maravilhas, afirmando que o Imperador faz diferença em qualquer time do mundo. Será que R-10 acompanha o futebol? O Imperador sumiu faz dois anos. No Corinthians ficou 11 meses, marcou dois gols. Que diferença é essa?

Não acredito em Adriano, até pode fazer alguns golzinhos, mas deixou pra trás uma carreira vitoriosa. Agora tenho convicção de que o pagode do Ronaldinho e suas festas conquistarão um grande reforço. Presença garantida e rendimento em alto nível. O “bonde do pagode” no Fla vai arrebentar nas noites cariocas com a dupla R-10 e Imperador. Coitado do Fla.

Errar é humano, persistir com Ronaldinho é burrice

sábado, 3 de março de 2012

A verdade com ou sem dor

Qualquer jogador tem direito e pode passar uma má fase. Inclusive os craques, porém não é o caso de Ronaldinho Gaúcho. A má fase do atacante tem outro nome: alienação. Não tenho dúvida de no caso dele os milhões amoleceram, tiraram o sentimento de competitividade e prazer em jogar bola.

Se o Flamengo ganha ou perde, nada interessa a Ronaldinho. A sua programação de festas e vida social continuam. Vive com dores musculares e preguiça de treinar. É um direito de Ronaldinho gastar e aproveitar a sua vida como bem entende, desde que não afete os direitos alheios, no caso do Flamengo e a enorme torcida.

Ronaldinho recebe uma fortuna mensalmente. A sua aquisição visava retorno em campo e fora dele. Não conseguiu nem um e muito menos outro. O fracasso de marketing foi tão grande que não faturou nem para pagar o salário. Diferente de Ronaldo, em campo pouco produziu para o Corinthians, pelo menos vendeu barbaridade, pagou o seu salário e ainda deu substancioso lucro.

Depois de um ano, o resumo na novela é o seguinte: quem acompanhava o futebol europeu já sabia que Ronaldinho pouco ajudaria o Flamengo dentro de campo.  Lances esporádicos de talento individual e alguns gols (no ano passado marcou 21). A intenção era badalar o clube, dar visibilidade através da vinda de uma estrela mundial atrelada ao faturamento milionário. Nada aconteceu. Foi um erro, como todo ser humano é normal errar, mas persistir é burrice. Chegou a hora de Ronaldinho deixar o Flamengo seguir outro rumo, parar de prejudicar o rendimento do time dentro de campo, não gerar nenhum retorno financeiro e ainda dar prejuízo.