As declarações de Daniel Carvalho sobre a prática de tomar anabolizantes no futebol europeu não é novidade. Longe disso, é só lembrar de o próprio Ronaldo comentar que na Holanda tomou medicamentos para ficar mais forte. Também não tem como ignorar que Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outros brasileiros ficaram mais fortes na Europa. O futebol europeu sempre teve por característica a força física. Nos últimos 20 anos evoluíram tecnicamente, hoje há uma equiparação com o Brasil e Argentina, eles têm muitos talentos. Não é por acaso que Espanha faturou a Copa de 2010 e o Barcelona domina o futebol mundial.
Os meninos brasileiros, oriundos em sua grande maioria de famílias carentes, são mal nutridos. Quando chegam no Velho Mundo precisam de um suplemento especial, caso contrário não suportam o jogo forte europeu. Infelizmente os anabolizantes apresentam os resultados mais rápidos e surtem o efeito esperado em poucos meses. A sequência de jogos não permite o tempo necessário para fazer um trabalho a longo prazo. Tudo tem que ser rápido porque os investimentos são altos e os resultados imediatos.
Vou fazer um comparativo entre os dois maiores craques do futebol atual: Neymar tem 1m75 e pesa 65, isso que no começo do ano passado pesava 62 quilos, ganhou três. A diferença entre altura e peso é de 10 quilos. O argentino Messi tem 1m 69 e pesa 67 quilos, a diferença é de apenas 2. Lionel é pequeno, mas muito forte. Na Europa se não tiver massa muscular, não joga. Os tratores passam por cima de qualquer talento. Messi suporta muito bem os trancos e vai pra cima.
Mais uma razão para Neymar continuar por aqui encantando sem precisar ficar forte e musculoso em poucos meses. Com um trabalho físico adequado irá adquirir o físico necessário. Até a Copa de 2014 tem muito tempo.








