
O fotógrafo Alberto Ferreira imortalizou a bicicleta de Pelé em 1965, no Maracanã lotado,quando o Brasil enfrentou a Bélgica.
Este blog estreou no dia 5 de junho de 2010. E após sete meses, chego ao post número mil. Marca significatica e nada melhor que tentar escrever sobre Pelé, o maior jogador de todos os tempos. Acho que não poderia existir um tema mais valorizado para o post 1.000.
É uma missão difícil, ou melhor, uma pretensão para qualquer jornalista ou escritor querer contar tudo ou definir o que significa Pelé para o futebol e para o mundo, mas dá para tentar. Em pesquisa realizada na década de 80, por uma empresa de publicidade norte-americana, sobre a dimensão da marca Coca-Cola nos 100 principais países, o resultado surpreendeu: Os três nomes mais conhecidos e lembrados de ponta a ponta do planeta: 1 – Jesus Cristo, 2 – Coca-Cola 3 – Pelé. Este é um pequeno exemplo do que significa Pelé. Não vou me estender pois como disse, falar do Rei é repetir o que milhares de pessoas já disseram e escreveram. Eu quero abordar apenas 3 aspectos que acho fundamentais e dignos de reflexão:
1) Os lances de Pelé reprisados pelas Tvs não causam tanto espanto nos dias de hoje para os mais jovens, porque com o tempo se tornaram comuns em nossos campos. Quero lembrar que estes lances, Pelé fez há mais de 40 anos, quando ninguém tinha a menor noção do que estava vendo. Ele criava no momento e celebrizou grandes jogadas como o “chapéu” e a “bicicleta” (esta última inventada por Leônidas da Silva, mas foi celebrizada pelo Rei)
2) Pelé surgiu exatamente no momento em que a raça negra sofria pressões terríveis. Ele venceu o preconceito e a má vontade, não das pessoas do Brasil, mas do mundo. Pelé é do tempo em que negros e brancos andavam em lados diferentes nas ruas e não frequentavam os mesmos lugares. Com genialidade, Pelé também driblou a discriminação racial. Como diria Zagalo, “tiveram que engolir o fenômeno Pelé”.
3)Pelé encantou o mundo sem o marketing e sem a mídia que existem hoje. Ele apenas enfeitiçou os seres humanos com a sua arte sobrenatural. Correu o mundo com o Santos e seleção brasileira para conseguir a posição de celebridade. Foi puro reconhecimento de sua arte.
Para encerrar este post, algumas curiosidades do Rei, apenas detalhes que somados, construíram a sua realeza:
ALGUNS NÚMEROS DO REI
• 1.279 gols. Só perde para Friendenreich
com 1.329 gols reconhecidos pela FIFA,
apesar de não documentados
• 11 vezes artilheiro do Campeonato Paulista
(de 1957 a 1965, 1969 a 1973). Quem mais se
aproximou foi Friendenreich, com 9 artilharias
no tempo do futebol amador
• 58 gols em um único campeonato, o Paulista
de 1958. Abaixo só aparece ele próprio, com 49
gols em 1945
• 1.091 gols por um único clube, o Santos
95 gols pela Seleção Brasileira. O segundo
lugar cabe a Zico, com 67 gols
• 49 gols marcados em um único clube,
o Corinthiansm entre 1957 e 1974
• 65 gols entre 1975 e 1977, nas 111 partidas
que disputou pelo Cosmos de Nova York
• 32 títulos de campeão, uma média de 1,5 por ano
• Disputou 4 Copas do Mundo sendo campeão em 3,
Disputou 14 jogos com 12 vitórias, 1 empate e 1
Derrota. Marcou 12 gols, média 0,8 por jogo.
• 23 outros títulos de campeão em torneios
não-oficiais, o que sobe a média total para 2,6 por ano
CAMISA 10
Muita gente não sabe, mas Pelé usou a camisa 10 na Copa do Mundo de 58 por puro acaso – houve um sorteio no vestiário entre os jogadores da seleção brasileira. Depois daquela Copa do Mundo a camisa 10 nunca mais foi a mesma, ela pertencia ao maior jogador de futebol do mundo. Pelé imortalizou a camisa 10 no futebol, e sempre será sinônimo de craque.
O QUE OS ILUSTRES FALARAM DE PELÉ
“Prazer em conhecê-lo. Eu sou o presidente dos Estados Unidos.Você não precisa me dizer quem é”.
(Do presidente norte-americano Ronald Reagan ao receber Pelé na Casa Branca)
“O maior jogador de futebol do mundo
foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé
como jogador. Ele está acima de tudo”
(PUSKAS, craque do escrete húngaro
que dominou o futebol no início dos anos 50)
“Se Pelé não tivesse nascido homem
teria nascido bola”
(ARMANDO NOGUEIRA, jornalista)
“Pensei: ele é de carne e osso como eu. Me enganei”
(TARCISIO BURGNICH, defensor italiano na Copa de 70)
“Pelé é o único que ultrapassa os limites da lógica”
(CRUIJFF, comandante do Carrossel Holandês
na Copa de 74)
“Senti medo, um terrível medo quando vi
aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal
selvagem, olhos que soltavam fogo”
(OVERATH, jogador alemão nas Copas de 66 a 74)
“Pelé desequilibrou o mundo”
(GILMAR, goleiro do Santos e da Seleção)
Obs. Apesar de tudo isso, o Brasil não idolatra o “Rei” como deveria. Eu sempre digo: ” ah se ele fosse norte-americano, ou mesmo argentino!”