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Neymar X Ricci: situação delicada para os dois

terça-feira, 3 de abril de 2012

A desavença entre Ricci e Neymar pode atrapalhar o jogão entre Santos e Inter.

Internacional e Santos devem fazer um jogaço pela Libertadores. Além de muita qualidade técnica, o jogo apresentará um ingrediente extra: a rixa entre Neymar e o árbitro da partida, Sandro Meira Ricci. Pelo Twitter, Neymar chamou Ricci de ladrão em 2010. Foi processado e pagou indenização de 15 mil reais. Situação difícil de Ricci. Com certeza de qualquer maneira terá atuação contestada: se apitar faltas em Neymar, os colorados dirão que fez média, quis provar que o problema está superado e não afeta a sua arbitragem. Se não apitar, os santistas falarão em vingança. A Conmebol poderia evitar tal situação em um jogo decisivo. Não dá para ignorar que uma acusação de ladrão possa ser esquecida com facilidade. Ninguém gostaria de estar na pele de Ricci. É muita pressão e pior: não tem direito de errar.

Fora isso, novamente os dois times lutam pela liderança do grupo. A partida é fundamental para o Inter que divide a segunda colocação com o The Strongest no grupo com 7 pontos. Se perder, a vida colorada complica. Sem D’Alessandro e Guiñazu lesionados a tarefa ficará mais difícil, sem contar a ausência de Oscar. O Inter perdeu a maior parte de sua criatividade e talento na meia-cancha sem os três.

O Santos está completinho, a maior adversidade será o Beira-Rio lotado e empurrando o colorado. Agora se Neymar e Ganso estiverem inspirados, ficará muito difícil escapar de uma nova derrota. Analisando a tabela, classificação e as circunstâncias, o empate, mesmo em casa, não seria de todo ruim.

Fratura de Kleber serve de alerta por Neymar

terça-feira, 27 de março de 2012

Leo chega atrasado e força excessiva no tornozelo de Kleber.

A falta sofrida por Kleber no lance em que resultou a fratura da fíbula da perna direita não foi nada de assustador. Não houve violência, ao contrário foi uma falta corriqueira de jogo. Com isso não estou querendo isentar o zagueiro Leo Carioca. Não houve maldade, porém a justificativa já é conhecida: chegou atrasado. Vamos somar mais dois fatores: força exagerada e a obrigação do zagueiro evitar que a bola passe, caso não consiga, barre o atacante.

Neymar sofre pelo menos umas quatro faltas por jogo desse nível, chegadas atrasadas por trás. Depois ainda reclamam que a joia santista pula. Tem que pular, caso não consiga se esquivar vai sofrer o mesmo de Kleber. O Gladiador apanha barbaridade sempre escapa ileso, dessa vez não conseguiu. A falta de conceitos na arbitragem proporciona lances mais ríspidos principalmente por trás. A punição neste lance deveria ser radical: vermelho e pronto. Assim os zagueiros pensariam duas vezes antes de entrar atrpelando. A perda de Kleber é lamentável, um dos melhores centroavantes do país, quero ver quando acertar Neymar, como ficará o futebol brasileiro sem o seu melhor jogador.

O autêntico craque nunca perde a fome de bola

segunda-feira, 19 de março de 2012

Além de genialidade e talento, Messi e Neymar tem em comum a fome de jogar bola.

Além de talento e genialidade o que mais Neymar e Messi têm em comum? A fome por bola. É incrível o custo-benefício dos dois. Não perdem nem a tradicional “rodinha do bobinho” antes dos treinos. É mais impressionante ainda por serem os personagens mais perseguidos e agredidos em campo, nem assim vivem nos departamento médicos e deixam de atuar partidas por lesões. Messi joga todas as partidas, é de conhecimento público que apesar de muito disciplinado, odeia ser substituído ou não jogar por precaução.

Neymar não é diferente. Outro dia, o rigoroso técnico Muricy fez uma declaração que passou meio despercebida. Falando sobre Neymar e Ganso, afirmou: “ o Neymar e Ganso a gente tem que controlar, eles treinam demais e querem jogar tudo”. Para o trabalhador e exigente Muricy falar isso, já dá para imaginar o quanto são dedicados e compenetrados na profissão. Muricy não é de jogar elogios baratos, pelo contrário cobra demais. Na realidade o resumo de tudo isso é o gosto de jogar bola. Não deixaram a grana ou a notoriedade de estrelas atrapalharem o prazer em jogar bola.

A escassez de jogadores talentosos fez o futebol brasileiro aceitar gente mediana com pose de craque. São amparados por empresários competentes e uma mídia complacente. Logo que atingem certo patamar deixam a bola de lado e pensam apenas em usufruir da fama e dinheiro. Para esses jogar bola se torna um fato secundário e até chato. No fundo, nunca gostaram tanto da bola, assim como ela também não é muito chegada neles.

Lucas, próximo de Kaká, bem longe de Neymar

segunda-feira, 12 de março de 2012

Neymar é craque genial, já Lucas busca espaço para se consagrar como excelente jogador.

O rótulo de craque assusta e perturba muitos jovens que surgem no futebol brasileiro e não é para menos, porque craque no Brasil é coisa séria, a responsabilidade triplica. Principalmente aos jovens com talento, mas distantes da condição de craque. Mal o meia-atacante Lucas surgiu no Morumbi, já o compararam com Neymar. A badalação acanhou o menino e a partir daí tem lutado para justificar tal comparação.

O tempo passou e a cada dia Lucas comprova ter qualidades de excelente jogador, não de craque. Nesse período Neymar iniciou a perseguição a Messi em busca de ser o maior craque do mundo. O argentino ainda está bem a frente, porém o santista já aparece em seu retrovisor. Se continuar assim a briga será boa.

Lucas também tentou iniciar uma perseguição a Neymar, nada aconteceu, ao contrário, a Joia disparou e já colocou uma volta de vantagem. A distância incomodou Lucas, passou a driblar demais e tentar jogadas geniais. O potencial de Lucas é grande, mas deverá pensar em algum dia chegar ao patamar de Kaká. Assim como Lucas também não é craque, mas um excelente jogador, talvez o mais completo das últimas décadas. Lucas precisa de duas coisas: ignorar a necessidade de em todo jogo provar que é craque, decidir o jogo sozinho e em segundo, deixar de lado Messi e Neymar porque eles estão no patamar de craques geniais e isso Lucas não é e nem será.

Messi, Neymar… chegou a vez dos craques do bem

sexta-feira, 9 de março de 2012

Messi e Neymar, uma nova geração de craques do bem. Chega de mau exemplo.

Vou sair um pouco dos comentários feitos de Lionel Messi e Neymar. Eu seria mais um a escrever aquilo que todos nós estamos vendo e admirando, um show de talento e genialidade. Depois de muito tempo surge no futebol mundial um novo momento: o aparecimento de dois craques geniais. O último digno dessa categoria foi o francês Zinedine Zidane, isso no início da década de 90. Quase 20 anos depois surgem Messi e Neymar, com eles um novo comportamento, uma nova postura. Jovens do bem voltados apenas em jogar futebol.

Pode significar um nova era. Chega de ver Ronaldinho Gaúcho com aquele andar malandro, cheio de gracinhas, adepto da vida noturna, malandragem e outras coisas. Não treina, tem regalias. Ou então de jogadores como Ronaldo e Adriano tratados como craques, também maus exemplos. O craque obrigatoriamente tinha que gostar de noitadas diárias, pagode, mulheres e bebidas.

Messi e Neymar são de outra estirpe. Curtem a vida sem exageros como todo jovem faz, mas têm consciência de seus compromissos, além de serem excelentes exemplos para os jovens e crianças. Os dois são tudo de bom, o melhor tanto dentro quanto fora de campo. Chegou a hora dos craques geniais do bem. Ainda bem, já passou da hora!