Posts com a Tag ‘Pelé’

Cada época teve o seu ‘Rei Pelé’

sábado, 24 de março de 2012

Pelé é único e singular. Messi o seu herdeiro atual.

É perda de tempo querer comparar Pelé com qualquer outro jogador. Para começar o Rei fazia jogadas geniais quando não existia nada igual. Pelé foi único, singular, mas depois com certeza alguns jogadores ocuparam o seu lugar. Nos últimos dias Lionel Messi encantou mais uma vez o mundo. Conseguiu a marca de maior artilheiro do Barcelona de todos os tempos ao completar 234 gols. A partir do feito novamente voltou a comparação com Pelé e até hipóteses de que poderá superar o Rei. Messi é hoje o Pelé de sua época.

Também não vejo maiores desafios em apontar outros herdeiros do Rei, sempre respeitando a época. Depois de Pelé, vieram Cruijff (anos 70), Maradona (80), Zidane (90) e nos anos 2000, Lionel Messi. Poderia citar também Zico e Platini, mas brilharam na mesma época de Maradona, o argentino ganhou uma Copa e eles não.

Se somar os talentos e virtudes de todos o resultado final é igual a … Pelé. Por isso não há discussão. Nos anos 70, Cruyjff maravilhou o mundo comprovando que o craque também é participativo. Articulava jogadas, fazia gols e com brilhantismo técnico liderava a “Laranja Mecânica”.

Maradona deslumbrou o mundo pelo talento, velocidade e força. Já o francês Zidane encantou por jogar um futebol refinado e inteligente. Finalmente Messi, em parte lembra Maradona: velocidade, dribles desconcertantes e jogadas criativas.

Sem modismo ou marketing esses foram os maiores craques geniais do futebol mundial. O restante é papo para gerar discussão e fomentar o choque de opiniões. O meu avô dizia, não adianta “reinar” tem que engolir: são dois argentinos para um brasileiro. Resta rezar por Neymar para igualar.

O gênio só brilha se estiver rodeado de talento

quarta-feira, 21 de março de 2012
Time do Santos

Este é o timaço do Santos da década de 60. Pelé explodiu porque tinha craques jogando com ele.

O atacante Palermo da Argentina, deu uma entrevista em seu país afirmando que Messi não estava preparado para “carregar a seleção nas costas”. Este é um mito criado ao longo dos anos. Pelé não carregava o Santos nas costas, ele era o gênio e o exponencial da equipe. O mesmo aconteceu com Zico no Flamengo. Quando se fala nestes craques, vem à mente que eles jogavam sozinhos. Não é nada disso. Pelé conseguiu chegar ao patamar de “Rei” porque sempre jogou com jogadores de alto nível. O próprio Pelé fala que no início de sua carreira, deve grande parte do sucesso ao Coutinho. Para muitos, Coutinho era tão bom quanto Pelé, mas não tinha o  carisma do “Rei”. Um time que além de Coutinho, contava com Zito, Pepe, Dorval, Mengálvio entre outros, não era nenhum peso a ser carregado, pelo contrário, facilitavam tudo para Pelé. O mesmo ocorreu com Zico, que tinha ao seu lado os brilhantes, Júnior, Andrade, Adílio, Carpegiani, Tita e Leandro.

O talento de Messi é inquestionável, é o exemplo claro de minha análise. No Barcelona o argentino estraçalha  os adversários por ter ao seu lado outros grandes jogadores, casos de Xavi, Iniesta, Daniel Alves entre outros. Já na Argentina não brilha porque o nível da maioria dos companheiros não o acompanha. Assim fica fácil de explicar porque a seleção espanhola é campeã do mundo e não a argentina. Acredito que fica claro,  sendo mais explícito: o craque é a cereja do bolo gostoso ou a azeitona da empada saborosa.

Blatter e Ronaldo sentiram que “buraco é mais embaixo”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ao presentear Dilma com esta foto, Blatter sinalizou ter entendido quem manda na Copa no Brasil.

A reunião de sexta-feira entre Governo Brasileiro e a FIFA deixou bem clara a posição de cada um em todo o processo da Copa do Mundo. A presidente Dilma recebeu Josef Blatter e alguns pontos fundamentais ficaram esclarecidos. O principal de todos, Dilma mostrou quem manda no país e não adianta a FIFA usar de arrogância e agressividade para impor as suas exigências. O Brasil vai cumprir os compromissos assumidos ao reivindicar a Copa do Mundo, mas não aceita interferência nas decisões e ações. A queda do todo poderoso Ricardo Teixeira acendeu o sinal amarelo para Blatter.

Desde o começo as posições estavam invertidas. FIFA e CBF ignoraram o governo brasileiro. Tomaram decisões sem consultar ninguém. As declarações sempre soaram como determinações, ordens expressas acompanhadas de “cumpra-se”. Quando as duas entidades simplesmente ignoraram Pelé e começavam a direcionar tudo para Ronaldo, foi a gota d’água, Dilma entrou no circuito e deu um basta: nomeou Pelé Embaixador da Copa e ignorou Ronaldo. Atitude correta porque as entidades pensavam apenas em colocar alguém de confiança e que com carisma e simpatia poderia convencer o povo brasileiro de certas posições radicais tanto de Blatter quanto de Ricardo Teixeira. Uma Copa no Brasil sem Pelé seria o máximo do absurdo e da indignidade.

Acabou a alegria: Teixeira já era, Ronaldo representa a FIFA e Pelé o Brasil.

Durante o encontro Blatter presenteou Dilma com uma foto em que está acompanhado dela e Pelé, sinalizando ter entendido o recado: reconheceu o Rei como o verdadeiro representante dos jogadores brasileiros. Também ficou explícito o papel de cada um: Dilma, a maior autoridade do país e do evento, cercada por Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes e Pelé, Embaixador da Copa. Sem Teixeira, a FIFA e CBF foram representadas pelo presidente Blatter e Ronaldo. Os erros e fracassos na organização da Copa existem, mas é assunto que compete ao governo e ao povo brasileiro, não de grandes grupos estrangeiros que esperam apenas faturar milhões de euros em cima do evento. Tenho convicção de que Dilma deixou isso bem claro à FIFA e todos seus comparsas.

Um drible de classe do Rei

sábado, 19 de novembro de 2011

Pelé deu um drible de classe em Romário, mas precisa ter uma posição mais contundente contra a CBF.

Pelé é questionado por muitas de suas declarações. Algumas vezes cria algumas celeumas sem solução, mas neste embate desnecessário com Romário deu um drible de Rei, muita classe e deixou o baixinho no chão.

Enquanto Romário fez declarações fortes, até agressivas, Pelé respondeu às críticas com muita categoria afirmando que foi eleito Rei e não precisa ser político para entender de determinados assuntos relacionados ao futebol.

O pecado de Pelé é manter uma política neutra com relação a Ricardo Teixeira. Afirmar que não sabe de nada, é muito cômodo. Neste ponto Romário é quem tem sido Rei. Mete bronca e fala muitas verdades.

O mundo sabe das falcatruas da FIFA, CBF e Teixeira. E Pelé limita a sua participação em dizer que ouve muita fofoca, mas não sabe de nada. Pega muito mal para o maior ídolo do futebol mundial.

O resumo de toda esta controvérsia: ninguém ganhou nada. Tanto Pelé quanto Romário estão desgastados. Menos mal a atitude de Pelé usar da nobreza e evitar um bate boca de rua, bem plebeu. Foi polido, “pedindo nas entrelinhas” para Romário amenizar e segurar mais nas declarações. O episódio foi péssimo para Pelé… para Romário e principalmente para o Brasil.

É feio brigar feito comadres

domingo, 13 de novembro de 2011

A língua afiada de Romário marca gol ao criticar a CBF. É bola fora falar de Pelé.

Pelé é Rei, o melhor jogador de todos os tempos. Romário venerado no mundo inteiro por ser considerado o gênio da área e um dos melhores de todos os tempos. Infelizmente não se comportam com tal nobreza. Principalmente Romário está um pouco fora do eixo.

A briguinha de comadres entre os dois, pega mal para ambos e ao futebol brasileiro prestes a sediar a Copa do Mundo. Talvez interesses comerciais ou políticos motivem tais reações, mas não justificam. Perdem muito mais diante de seus fãs e admiradores.

Em outros países há respeito incondicional aos seus deuses. Na Argentina nenhum jogador é insolente ao ponto de fazer críticas mais agudas a Maradona. E é muito fácil brigar com Diego. Ninguém se atreve. Assim ocorre na Alemanha com Beckembauer, na França com Platini e Zidane, e em outros países.

Pelé e Romário até podem ter as suas diferenças, mas devem resolver no particular, nunca em público. Além de mitos, não fica bem para um senhor de 70 anos e um deputado federal entrarem na baixaria. O Brasil já tem poucos ídolos e personalidades respeitadas. O presente não é promissor, que não percamos o passado. Assim não vai sobrar nada.