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Santos, 100 anos da “DisneyWorld” do futebol brasileiro

sábado, 14 de abril de 2012
Santos 100 anos. De todos os clubes brasileiros com certeza é o maior precursor do futebol-arte. Desde a época de Pelé, passou por várias fases boas e ruins, porém nunca deixou de lado cultivar o talento e a qualidade técnica. Poderia até ganhar mais títulos caso aderisse o futebol de resultado. Enfrentou de peito aberto, manteve a tradição de jogar bola e buscar soluções em casa. Pita, Ailton Lira, Cláudio Adão, Giovani, Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso, Neymar… poderia citar muitos outros. No fundo do coração de todos os brasileiros, o Santos conquistou a vaga de segundo time. Não conheço ninguém que não goste do Santos. Mesmo em São Paulo, os palmeirenses, são-paulinos e corinthianos têm rivalidade entre eles, o Peixe sempre é relevado. Assim como o sonho de todo ser humano é brincar na Disneylandia, os brasileiros se divertem vendo o Santos jogar. E sonham em ver os seus times de coração seguirem o mesmo caminho. Atualmente temos excelentes times no Brasil, entretanto quem quiser ver futebol talentoso, bola rolando e se divertir vai assistir aos jogos do Santos. Parabéns Santos e obrigado por um século manter o futebol-arte vivo e preservado.

Muricy admite busca por ‘elo perdido’

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Muricy vai influenciar os demais técnicos a buscarem mudança no estilo de jogo brasileiro.

Considerado o melhor técnico do Brasil nos últimos 5 anos, Muricy Ramalho deixa de lado a vaidade e assume publicamente a intenção de recuperar um dos grandes diferenciais do futebol brasileiro perdido há duas décadas: posse de bola. E a principal ferramenta para conseguir colocar em prática é o toque de bola. Muricy reconhece o excesso de ansiedade e a necessidade descabida de sair com a bola correndo e utilizar apenas a velocidade: o tal contra-ataque. É lógico que esta fórmula é importante e deve existir, mas não a principal e muito menos a única, o que ocorre na maior parte dos grandes times do país.

A “aula” recebida do Barcelona no Mundial de Clubes marcou o técnico e os jogadores santistas. E se Muricy aplicar a lição será fundamental aos times brasileiros. O melhor técnico brasileiro, certamente servirá de referência aos demais. A posse de bola requer qualidade no passe e técnica apurada. O trabalho de base passará a valorizar jogadores com esse potencial. Deixará um pouco de lado os jogadores fortes, ágeis e velozes. É claro que continuarão sendo necessários, porém não farão parte da maioria. Para jogar a “La Barcelona”, os volantes necessitam de qualidade técnica e os meias criatividade. Não haverá espaço para os “brucutus” que só sabem marcar e não tem capacidade de fazer um passe de 10 metros. Os meias também não sairão correndo com a bola, driblando desde a intermediária e perdendo a maioria dos lances.

O Barcelona tem o conceito de jogar assim há mais de 20 anos. Aprimorou e desenvolveu um sistema tático exemplar. Muricy inicia este movimento no Brasil, espero que seja processo permanente e não apenas um modismo passageiro como tantos outros.

Neymar X Ricci: situação delicada para os dois

terça-feira, 3 de abril de 2012

A desavença entre Ricci e Neymar pode atrapalhar o jogão entre Santos e Inter.

Internacional e Santos devem fazer um jogaço pela Libertadores. Além de muita qualidade técnica, o jogo apresentará um ingrediente extra: a rixa entre Neymar e o árbitro da partida, Sandro Meira Ricci. Pelo Twitter, Neymar chamou Ricci de ladrão em 2010. Foi processado e pagou indenização de 15 mil reais. Situação difícil de Ricci. Com certeza de qualquer maneira terá atuação contestada: se apitar faltas em Neymar, os colorados dirão que fez média, quis provar que o problema está superado e não afeta a sua arbitragem. Se não apitar, os santistas falarão em vingança. A Conmebol poderia evitar tal situação em um jogo decisivo. Não dá para ignorar que uma acusação de ladrão possa ser esquecida com facilidade. Ninguém gostaria de estar na pele de Ricci. É muita pressão e pior: não tem direito de errar.

Fora isso, novamente os dois times lutam pela liderança do grupo. A partida é fundamental para o Inter que divide a segunda colocação com o The Strongest no grupo com 7 pontos. Se perder, a vida colorada complica. Sem D’Alessandro e Guiñazu lesionados a tarefa ficará mais difícil, sem contar a ausência de Oscar. O Inter perdeu a maior parte de sua criatividade e talento na meia-cancha sem os três.

O Santos está completinho, a maior adversidade será o Beira-Rio lotado e empurrando o colorado. Agora se Neymar e Ganso estiverem inspirados, ficará muito difícil escapar de uma nova derrota. Analisando a tabela, classificação e as circunstâncias, o empate, mesmo em casa, não seria de todo ruim.

A cara do Peixe centenário é de Tubarão

sábado, 17 de março de 2012

Bernardo completa a meia-cancha do Peixe em grande estilo.

O Santos está levando a sério o seu centenário e não poderia ser de outra maneira. A contratação de Bernardo junto ao Vasco pode fechar a melhor meia-cancha do Brasil. Digo, pode, porque depois de o “ataque dos sonhos” com Edmundo, Romário e Sávio na década de 90, fracassar no Flamengo, tudo é possível.

Arouca, Henrique, Bernardo e Paulo Henrique Ganso reúnem muito talento num time só. E ainda o ataque com Neymar e Borges, é de arrepiar qualquer torcedor. Até mesmo o rival mais fanático tem que admitir: gostaria de ter esta formação a meu favor. Esse Peixe bem entrosado vai meter medo nos adversários e pode virar um tubarão, papando quem passar na frente.

Sorte do técnico Muricy Ramalho, que ainda contará como opções para o meio-de-campo, Adriano, Elano e Felipe Anderson. Qualquer um deles pode ser titular nos grandes clubes brasileiros. Não sei se Elano continua na Vila, o Grêmio insiste em sua aquisição. Vamos ver se ele abrirá mão de participar do ano histórico dos 100 anos do Santos.

Não tenho dúvida, se encaixar o talento desses jogadores, o centenário será comemorado com muitas velinhas, gols e até títulos

Timão precisa sair às compras. Os rivais já foram

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tite já sofre pressão e se não alertar a diretoria poderá correr sério risco.

Até o mais fanático corinthiano sabe muito bem que o time do Corinthians não é nenhum sonho. Ganhou o Brasileirão por ter um técnico competente e a equipe bem encaixada. Talvez o título relaxou a diretoria, acreditando em 2012 ter as mesmas chances do ano anterior, afinal os adversários são os mesmos. Não percebeu que os clubes continuam, mas os times mudaram barbaridade.

Começando pelo atual maior rival, São Paulo, o time de 2012 não tem nada haver com aquele grupo acomodado. De julho pra cá, tricolor contratou Luis Fabiano, Cícero, Denílson, Fabrício, Cortez, Jádson, Osvaldo, Edson Silva, Paulo Miranda e João Filipe. Um elenco novo e muito mais qualificado, com cara de jogadores ganhadores. Leão está estruturando e o São Paulo chegou pra brigar.

O Palmeiras manteve a estrutura de Felipão e ainda contratou os “camarões” pedidos pelo treinador: Barcos e Daniel Carvalho, além do lateral Juninho que  arrumou o lado esquerdo. O Verdão está encaixado e ainda busca mais gente, Wesley poderá fechar meia-cancha dando ainda mais qualidade ao setor.

Para concluir o quarteto de gigantes do Paulistão, o Santos de Neymar, a cada jogo mais genial, tem a volta em grande estilo de Paulo Henrique Ganso, agora sim em plena forma física e técnica, além de contratar dois laterais, Fucile e Juan para eliminar as duas principais deficiências da equipe. É bom não esquecer que é o atual campeão da Libertadores.

O Corinthians trouxe Douglas, Elton e o chinês Zhizhao. Dos três, o primeiro joga muito e fará a diferença. Já os outros são apostas, para compor elenco. Caso Ralf e Paulinho se machuquem não tem reservas de qualidade. O mesmo ocorre nas laterais. Está na hora do Timão ir às compras porque a batida dos rivais será mais forte nesta temporada.