Adriano não pretende parar de jogar futebol, também não está disposto a jogar em alto nível. Vive um grande dilema entre o fato de ser profissional e gostar da vida descompromissada com as exigências físicas de um atleta. Aos 30 anos, caminhando para os últimos da carreira, chegou a hora de tomar uma decisão radical. Deixar os grandes clubes e seguir a etapa derradeira em outros de menor expressão. Talvez longe dos holofotes e cobranças possa pelo menos bater uma bolinha sem grandes compromissos e se dar bem.
O que não dá mais é Adriano achar que basta o seu nome para entrar em campo. Ficar paradão lá na frente esperando a sobra de uma bola. Não basta marcar um golzinho e achar que já fez a sua parte. Esse tipo de jogador ainda pode sobreviver em times menores. Jogando na segunda divisão do brasileiro, por exemplo, será atração e até pode fazer alguma coisa. Para isso terá que reduzir 70% de seu salário atual. Um bom patrocinador até paga grande parte do salário e assim as cobranças diminuirão. Não estou desfazendo de Adriano, apenas expondo a situação real em que se encontra e a única saída de ainda continuar jogando futebol.





