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Douglas, chega de preguiça e “mãos à obra”

terça-feira, 10 de abril de 2012

Douglas terá que ficar em forma e ainda sim dependerá de uma disputa por vaga com Danilo e Alex.

Antes de começar o jogo entre Corinthians e Paulista, o meia Douglas desabafou contra parte da imprensa responsável por acusá-lo estar acima do peso e fora de forma física e técnica. Douglas entrou em campo na segunda etapa e em apenas 15 minutos deu para perceber estar longe do ideal, cansou rapidamente. O retorno de Douglas não foi bem como esperava. A recepção calorosa esfriou já nas primeiras partidas, a Fiel não viu o mesmo jogador criativo e participativo de 2008/2009.

Poucos jogadores no Brasil têm a capacidade de Douglas na articulação de jogadas. Para o seu azar, dois deles estão no Timão. Tite não pode reclamar de não possuir opções para a meia de armação. Danilo, Alex e agora Douglas são excelentes na função, cada um com a sua característica, mas conseguem executar a função com talento diferenciado.

Douglas fala em ser titular e afirmou que isso depende do técnico Tite. Discordo, depende dele e dos seus concorrentes. Douglas parece um pouco preguiçoso, não mostra disposição em correr. Nesse time do Corinhians não tem moleza, precisa participar. Douglas não deve ignorar Danilo e Alex, eles podem sim colocá-lo sentadinho no banco, sobra qualidade aos dois. Então Douglas necessita de maior dinamismo, acordar e entender que mesmo quando estiver tinindo física e tecnicamente terá que superar Danilo e Alex. Sem dúvida uma boa briga. Por isso Douglas, mãos à obra. E não fique pensando em ser titular de qualquer maneira. Isso não vai ocorrer.

Calma, Willian. Vaga garantida só craque

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Willian caiu na real e pediu desculpa a Tite.

No decorrer da semana passada o clima deu uma esquentada entre o atacante Willian e o técnico Tite. A reclamação por ter sido substituído no jogo diante do Comercial reflete bem a mentalidade da grande maioria dos jogadores brasileiros. A exposição na mídia, elogios e badalação da torcida confundem a cabeça de ótimos jogadores, porém longe de craques ou pelo menos diferenciados.

Willian é um exemplo claro. Em 2011 jogou muita bola no Brasileirão, fez gols fundamentais à conquista do título. Já nesta temporada não consegue engatar duas ou três partidas eficientes. E aí começa o problema encarnado nos jogadores brasileiros principalmente: jogando bem ou mal, é o tal e acha que tem vaga garantida.

Willian, Jorge Henrique e Gilsinho brigam por vaga no ataque, não vejo entre eles diferença em termos de qualidade. Willian faz parte de um elenco e pode sim ficar no banco e até fora dele. O próprio elenco corinthiano proporciona variações para Tite. Ele pode optar por jogar com dois armadores e dois atacantes enfiados. Neste caso Danilo e Alex ou Ramirez, na frente Liédson e Emerson ou Elton. Não tem vaga para Willian, Jorge ou Gilsinho.

Também existe a possibilidade de atuar com dois jogadores velozes, um atacante e um meia. Assim pode escalar Danilo, Liédson e as duas vagas serão disputadas por Jorge Henrique, Gilsinho e Willian. Mesmo diante desta opção, pode sim ficar no banco. Enfim Willian sofre do mal de achar acima do que é realmente. O chinesinho Zizao também joga em sua posição. Mais dificuldade para Willian e das grandes. A briga por jogar vai ficar ainda mais acirrada. Na verdade até a vaguinha no banco merecerá luta com muito suor.

Danilo e os “carregadores de piano” sustentam o Timão

sexta-feira, 30 de março de 2012

Danilo é quem mantém a qualidade do meio pra frente. Sozinho não pode fazer milagre.

O Corinthians briga ponto a ponto pela liderança do Paulistão, mesmo assim não convence. As maiores críticas são dirigidas a Tite, como sempre o técnico é a vidraça. Depois de tantas rodadas a Fiel continua esperando a má fase de Liédson passar, Alex desencantar e Douglas finalmente entender que precisa entrar em forma. Enquanto isso, o diferenciado Danilo e os “carregadores de piano”, Ralf e Paulinho seguram as pontas no Corinthians. Eles mantêm o clube na briga.

O esquema organizado de Tite, a defesa compacta e segura, dão o sustentáculo ao time que recente de ter um melhor rendimento de os jogadores mais bem qualificados do elenco. Danilo comprova toda a sua capacidade técnica e poder de decisão. É a cabeça pensante do time. Ralf e Paulinho correm barbaridade, tomam conta da meia-cancha e levam aos “trancos e barrancos” a bola ao ataque. São altamente competentes.

Se alguém discorda, os números comprovam. O Corinthians tem a melhor defesa do Paulistão, levou apenas 10 gols em 16 jogos. Só que o ataque marcou apenas 22 gols e os dois artilheiros da equipe são Emerson e Paulinho com 3 gols, Danilo fez 2. Dos três, apenas Emerson é atacante. É muito cômodo já acusar o treinador de retranqueiro quando a equipe marca poucos gols.

Parece que muita gente não assiste aos jogos, o Corinthians ataca barbaridade, mas falta qualidade na armação e finalizações. Muitas vezes chega ao ataque e não sabe o que fazer com a bola. Paulinho e Ralf são competentes, porém não têm talento para tanto. É nessa função que falta a qualidade de Alex ou Douglas. Até agora o Timão está na ponta, entretanto Danilo, Paulinho e Ralf não conseguirão manter o ano inteiro o mesmo rendimento. A partir daí tudo ficará mais complicado.

Tite encaixou “as engrenagens” do Timão na hora certa

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tite encaixou as engrenagens e virou sobre o Porco.

Falar em máquina no futebol lembra um timaço de bola, repleto de craques e muitos gols. O caso do Corinthians é uma exceção. A máquina em questão é forjada em disciplina tática, competência técnica, força física e poder de decisão. Desde a conquista do título brasileiro o Timão tem vencido, porém sempre deixou o gramado sem empolgar a Fiel.

A rivalidade no clássico contra o Palmeiras fez acender a máquina campeã brasileira. O segundo tempo corinthiano comprovou que a eficiência estava latente, aflorou após mudanças táticas de Tite e a vontade do grupo em superar o rival lhe aplicando uma grande virada. No intervalo do jogo , técnico conseguiu dar uma nova dinâmica ao time, encaixou as peças e os jogadores responderam em campo. No segundo tempo a apresentou lembrou o Corinthians campeão brasileiro de 2011. Não deixou o Palmeiras respirar, não permitiu ao adversário pensar ou criar algum lance de perigo.

A vitória espetacular veio em boa hora, Tite sofreu algumas pressões, o time até jogava bem, mas não traduzia a superioridade em gols. As limitações técnicas continuam flagrantes, mas hoje o Corinthians possui um grupo muito forte, capaz de superar as maiores adversidades nos momentos mais difíceis. Não há dúvida que com Tite e esses jogadores o Corinthians continua com fome de vitórias e títulos, nem que isso seja conquistado por dezenas de 1 a 0. Vale mesmo é vencer.

Um tempo para Liédson “esfriar a moringa”

quinta-feira, 22 de março de 2012

Para o seu bem, Liédson precisa dar um tempo e se recuperar.

Tensão e ansiedade definem o estado psicológico de Liédson. E não é por menos, qualquer centroavante ficaria assim se passasse 12 jogos sem marcar gols. Em se tratando de Liédson e Corinthians, o jejum assume proporções catastróficas. As cobranças não são mais veementes por ser Liédson, muito querido pela Fiel e tem muito crédito no clube.

Até concordo que o jogador precisa de respaldo e ter oportunidade de recuperar a sua melhor forma em campo. Acontece que está muito perturbado, não consegue equilíbrio emocional suficiente. A sensibilidade de Tite vai definir a melhor solução, porém entendo que chegou o momento de dar um descanso até por buscar um pouco mais de tranqüilidade. Literalmente esfriar a cabeça.

No Brasil há rejeição em ficar no banco de reservas. É motivo de discórdia, sentimento de inferioridade. No caso de Liédson é questão de preservação. Fica claro que Liédson ainda tem problemas físicos e sente dores no joelho. Talvez um descanso de 10 ou 15 dias de tratamento e treinamentos poderão colocar novamente em plena forma, o Timão vai precisar de seus gols na fase decisiva do Paulistão. O bom senso aponta na direção de tirar a pressão sobre Liédson com um descanso. Ele é muito importante para o Timão e necessita de cuidados especiais. Jamais o goleador vai tomar qualquer iniciativa nesse sentido, a fome de gols não deixa, ainda mais quando o jejum é grande. Só Tite pode dar um basta à tortura de Liédson.