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Fabuloso, gols e dores. Willian José, gols e banco

segunda-feira, 26 de março de 2012

Luis Fabiano sofre muitas lesões. Já Willian José corre risco de perder o embalo.

Mais uma vez Luis Fabiano não jogou por causa de dores e problemas clínicos. Em março de 2011 chegou lesionado e passou por um longo período de recuperação, em outubro estreou. O ano passado serviu de recuperação e readaptação ao futebol brasileiro. Após dois meses, Fabigol faz jus ao apelido, atuou em 7 jogos (cinco no Paulistão e dois na Copa do Brasil) marcando 7 gols. Uma média digna dos maiores goleadores do mundo.

Seria fantástico se não fosse o pouco aproveitamento em número de jogos. O tricolor realizou 16 jogos oficiais em 2012, Fabiano participou de apenas 7, menos da metade.Não estou insinuando corpo mole ou algo nesse sentido, quem acompanha o atacante, a sua carreira carrega a marca de luta, raça e dedicação.

O aspecto clínico de Luis Fabiano merece uma maior atenção. O menino Willian José está em grande fase, sua marca também é digna de registro. Atuou em 11 partidas e marcou 9 gols ( até a rodada da semana passada). A volta de Luis Fabiano cortou o embalo de Willian, seria o caso do técnico Emerson Leão avaliar bem, Fabiano enfrenta constantes problemas clínicos. Baseado nisso talvez o treinador deva optar por escalar os dois, assim Willian não perderá o ritmo. Leão e São Paulo correm o risco de perder os dois goleadores, um por lesões e outro por falta de ritmo de jogo.

Oscar “empaçocou” a vida de Inter e São Paulo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Oscar arranjou uma grande dor de cabeça ao romper contrato com o clube que o revelou.

O meu querido e saudoso avô Toni repetia incansavelmente: “se fizer merda não esfregue com plástico, vai espalhar tudo. Cate e depois limpe”. O imbróglio causado por Oscar ao romper contrato com o São Paulo e assinar outro no Internacional de Porto Alegre tem muito disso: rompeu o contrato, assinou contrato com outro clube sem ao menos receber a palavra definitiva do Ministério do Trabalho.

O tempo passou e agora a justiça exige que o meia-atacante se apresente, cumpra o compromisso interrompido. A partir da decisão, o contrato com o Inter simplesmente fica extinto. Uma bela dor de cabeça não só para o jogador porque passará receber o salário que ganhava no São Paulo (muito menor de que o valor atual no Inter), além da tremenda batalha judicial que São Paulo e Colorado vão travar.

A mania de jogador brasileiro não respeitar contrato dá nisso. A esmagadora maioria não entende que todo contrato tem direitos e deveres. Diante de qualquer adversidade simplesmente viram as costas e vão embora. Não vou isentar o Inter, deveria sentar e acertar tudo de uma vez com o São Paulo. Deixar a situação clara e definida. A situação mais cômoda é a do tricolor, na pior das hipóteses receberá uma boa grana por ter revelado Oscar. Ou então terá o jogador de volta. E este papo de que não quer jogar no Morumbi é “frescurite”. Oscar não vai deixar de lado uma carreira promissora e lucrativa. Se apertar a corda, volta ao Morumbi e até dá beijinhos no escudo do clube.

Leão com o “pires na mão” por lateral

quarta-feira, 21 de março de 2012

Além de não saber apoiar, Piris não comprovou a fama de excelente marcador.

Se pudesse, o técnico Emerson Leão dispensava o lateral Piris sem o menor constrangimento. Nem mesmo nas entrevistas poupa o paraguaio e muito menos esconde a sua insatisfação. Não fazendo trocadilho, Leão está com o “pires na mão” pedindo à diretoria um novo lateral. E realmente precisa de jogador qualificado para o setor, principalmente porque Lucas está ressentindo a falta de alguém com quem possa trabalhar no lado direito.

Cícero é um dos destaques do time tricolor exatamente por contar com o apoio de Cortez. O São Paulo está capenga, não tem força no lado direito com exceção das arrancadas e jogadas de Lucas. Piris chegou com a fama de melhor marcador das Américas. Já de cara deixaram clara a fragilidade do lateral no apoio. Acontece que nem na marcação tem jogado bem, acanhado pouco contribui.

Enquanto o técnico e a torcida sonham com um novo lateral, a diretoria desconversa e afirma ter confiança em Piris. De tudo isso, uma questão fica bem entendida: Piris é um sério candidato a escrever o seu nome na história do clube como um dos piores laterais que já vestiram a famosa camisa 2 tricolor que pertenceu a Forlan, Getúlio, Cafu, Zé Teodoro, Cicinho e outros grandes laterais.

Fabuloso ou Willian José. Por que não os dois?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Fabuloso e Willian José juntos. É parada dura para os zagueiros adversários.

A imprensa paulista passou o dia de hoje discutindo quem deve ser titular, Luis Fabiano ou Willian José. A atuação de Luis Fabiano, ontem à noite, ao fazer 4 gols diante do Independente-PA, na Copa do Brasil inflamou a discussão, além de ser ídolo consagrado. Do outro lado, um menino de 20 anos que nesta temporada jogou 11 partidas e fez 9 gols, atual vice-artilheiro do Paulistão.

Concordo que pode ser trazer alguma dúvida ao técnico Emerson Leão, porém tático e não na escalação. Leão pode muito bem escalar os dois. Para isso o terá que trabalhar no 4-3-3. Casemiro, Denílson e Lucas; Willian José, Luis Fabiano e Cícero (Fernandinho).

Dois volantes, um meia: Lucas seria a melhor opção, porque Jadson ainda não decolou. Um banco até seria bom para buscar a melhor forma. Além disso, Casemiro está jogando demais, além de marcar, faz o papel de armador que deveria ser de Jadson. Na frente, Willian José mais pela direita, Luis Fabiano e na esquerda Cícero que pode ajudar a recompor na marcação porque Cortez apoia barbaridade. Fernandinho é opção, caso o técnico deseje jogar mais no contra-ataque e buscar a linha-de-fundo para explorar a força dos cabeceios de Luis Fabiano e Willian José.

Eu sou da seguinte opinião: deve jogar quem está bem. Luis Fabiano e Willian José estão bem e fazendo gols, logo devem jogar. Jadson ainda alterna bons e maus momentos, logo deve esperar uma nova chance. O importante mesmo é Leão ter opções, o que no ano passado não dava nem para quebrar a cabeça, a não ser na parede por falta delas.

Jadson paga caro por rótulo de craque

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aos 28 anos, Jadson foi apresentado por Raí como se fosse craque. Longe disso!

No Brasil qualquer jogador acima da média recebe o rótulo de craque. Há muito tempo o São Paulo corre atrás de um craque para rechear e qualificar a sua meia-cancha. Tentou Montillo do Cruzeiro, não deu certo. Sem o argentino ficou satisfeito ao conseguir Jadson junto Shakhtar. A diretoria comemorou como se tivesse conseguido um grande craque, tentando “tapar o sol com a peneira” por não conseguir Montillo, este sim craque.

Na apresentação oficial ao lado de Raí (um dos maiores craques da história tricolor), recebeu a camisa 10 que antigamente servia apenas craques e parou por aí. Em campo, Jadson comprovou qualidade técnica. Ainda tímido não rendeu todo o seu futebol. O problema é que não conseguirá preencher a vaga de craque. É um jogador diferenciado, ótima visão de jogo, qualidade no passe, lançamentos e até gols, mas não é craque.

A culpa não é de Jadson, ao contrário, na verdade é vítima da irresponsabilidade de dirigentes que valorizam as suas contratações tentando ludibriar a torcida. Quando todo mundo esquecer o rótulo, Jadson terá tranquilidade para jogar muita bola e ser fundamental para o tricolor.